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“Velho” ou “idoso”, não importa; o que falta é respeito!

Preconceito disfarçado

De acordo com dicionários, “velho” significa “não ser jovem, não ser novo”; “avançado em idade”, “que tem muito tempo de vida ou de existência”.

Eu prefiro definição bem pessoal, tanto para coisas quanto para o ser humano: velho é o que tem relativo tempo acumulado.

Quanto ao vocábulo “idoso” dicionários registram; “que tem muitos anos de vida”; “velho”; “que ou quem tem idade avançada”.

Como se pode ver, ambos o termos têm o mesmo significado, carecendo de verdade o argumento de que “velho” é termo preconceituoso, significando “estragado”, “mal conservado”, “imprestável”, etc. Se preconceito existe, ele foi criado contra a palavra “velho”, ao substituí-la por “idoso”.

É coisa própria da hipocrisia da sociedade e da ignorância humana, que pretende alterar uma condição mediante troca da palavra que a define.

Com o uso de “Velho” ou “idoso”, em nada se altera a condição de pessoas acima de 60 anos, faixa que se convencionou chamar “idade avançada” ou “terceira idade”, outra bobice criada para mascarar a realidade.

A forma como terceiros e a sociedade afetam, positivamente ou negativamente, a pessoa humana é pelo tratamento, respeitoso ou desrespeitoso, que lhe é dirigido; é pelo reconhecimento ou desconhecimento de seus direitos, não importando aí a idade, podendo ser o infante antes do balbucio das primeiras palavras ou o ancião centenário.

E ao falar em direito e desrespeito a ele, registre-se a canalhice do setor de transporte coletivo de passageiros, no município de Ouro Preto, que se arvora em dono da verdade e acima da lei municipal que, em consonância com o Estatuto do Idoso, estendeu a gratuidade do transporte aos maiores de 60 anos.

O corte desse direito, sim, agride, ofende e afeta, negativamente, a condição dos merecedores da gratuidade, em razão de sua contribuição ao desenvolvimento da comunidade mediante seu trabalho.

Também o fato de a sociedade esquecer-se de que forma o(a) cidadão(ã) participou da força de trabalho do país é deplorável falta desconsideração. Aposentadoria não é profissão e, sim, condição, mas nas coletas de dados pessoais, aposentado(a) figura como opção entre profissões diversas, assim como a mídia classifica, genericamente, aposentado(a) a pessoa que deixou de trabalhar por força da aposentadoria.

Quem era pedreiro, marceneiro, professor, advogado, médico, na ativa, não deixa de ser aquele profissional ao se aposentar, ainda que por força legal seja impedido de exercer a profissão. Que se adicione a condição “aposentado(a)” como extensão à profissão, que é sua marca pessoal até a morte.

Mas, não para por aí o descarte do velho, disfarçado com o emprego dos termos “idoso” e “terceira idade”. Torna-se comum, na mídia, referências a pessoas mais velhas mediante termos como “sinhorzinho” e “sinhorinha”.

Ora bolas, por que não senhor e senhora como nos demais casos? Hipocritamente empregados como modo carinhoso, são, na verdade, formas de diminuir ou desvalorizar as pessoas que, presumidamente, não mais produzem.

Pior ainda quando os mesmos profissionais da televisão, em lugar de “sinhorzinho”, usam “tiuzinho”, diminutivo de “tiu”, que seria “tio”, mas pronunciado incorretamente como o fazem paulistas. “Tiu”, para nós outros, é apelido de cachorro (exceção em Timor Leste, que também fala Português e onde “tiu” é equivalente ao nosso tio (ti-o). Só mesmo os paulistas para dizer “tiu” em lugar de tio! “Tio” ou “tia” é irmão(ã) irmão(ã) do pai ou da mãe em relação aos próprios filhos, como apontam dicionários. Pessoas mais velhas devem ser tratadas e referenciadas por “senhor” e “senhora”, e fim de papo!

O descarte dos mais velhos, feito por meio do tratamento e referência corresponde ao quartinho dos fundos, em ambiente doméstico, construído sob a desculpa de dar mais liberdade ao vovô ou vovó, mas, na verdade, serve para que se evitem “inconveniências”.

Paradoxalmente, quanto maior a família, maior é o isolamento ao qual a pessoa mais velha está circunscrita, quando não internada em “casa de repouso”.

Não é regra geral, porém muito grande é o número de pessoas idosas, nessa situação, depois de muito trabalhar e muito sofrer para criar e educar os filhos.

“Velho” ou “idoso”, tanto faz, assim como pouco a importar o Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, se não há o espírito da compreensão, da solidariedade, do respeito, a considerá-lo, continuamente, integrante da sociedade e não um ser à parte, à espera da morte.

Minha cova, minha morte; por que não o contrário?

 Minha cova, minha morte!

Em outras oportunidades, no passado, o tema um tanto melindroso já foi abordado, mas é tão importante que nunca é demais voltar a ele, ainda que, por sua natureza, possa não agradar a alguns.

Avança-se na segunda metade do mês de outubro para, dentro de alguns dias, se ter o “Dia de Finados”. Assim como em relação a muitos outros assuntos, o que se disser aqui é uma questão de opinião pessoal, não havendo nenhuma intenção de censura a este ou aquele comportamento com relação à morte e procedimentos relativos ao destino final dos restos mortais de qualquer pessoa.

O que pesa na decisão de se tocar no assunto, à vezes polêmico e controverso, é a incoerência entre a pregação da supremacia dos valores espirituais e a prática do “culto” à matéria, algo que muito se evidencia na civilização cristã.

De um lado, a alma, o espírito ou sublime essência do ser, que persiste por toda a eternidade, a requerer toda uma programação de vida útil e coerente com os mais significativos propósitos do bem; do outro, o corpo de carne, a merecer todos os cuidados enquanto morada da Vida, mas que deve voltar aos elementos primários da natureza, tão logo cesse sua função de abrigá-la.

Embora sempre ouçam que o valor do corpo está na vida, que ele contém, as pessoas preocupam-se demais e, cada vez mais, com o que pode acontecer a ele, depois de exaurida a vida. Isso alimenta uma verdadeira “indústria da morte”, desnecessária e incoerente com os propósitos da vida; desnecessária porque o corpo deve seguir o curso natural da dissolução ou decomposição, razão pela qual é enterrado ou cremado, em auxílio ao processo de retorno às origens; incoerente com os propósitos da vida, porque desvia atenção e recursos devidos aos cuidados na preservação da saúde e de atendimento às necessidades mais imediatas.

Sem falar na conduta de vida, especialmente no que toca à convivência com os semelhantes, que teria como propósito a busca da espiritualidade e consciência tranquila na hora da transição, pessoas deixam de ter um plano de saúde, preferindo as agruras do SUS, mas não deixam de ter o plano funerário para toda a família; todos os meses têm a preocupação de pagar a respectiva prestação, assim como têm com as contas de luz, de telefone, etc.

Pergunta-se: é normal? Se visto sob a própria óptica do comportamento humano, muitas vezes irracional, considera-se normal. Porém, sob o crivo do bom senso, isso é insano.  Dir-se-ia estar em busca do suicídio, embora a contragosto!

O dinheiro gasto previamente com a própria morte, em nome de um destino, dito regular e respeitoso, para os restos deixados, poderia ser empregado para melhor alimentação, para frutas, para medicamentos, se não para o lazer e a satisfação pessoal, muito mais importante para si que os primeiros momentos após sua própria morte.

Não há muito tempo, uma pessoa revelou-se preocupada com o fato de não possuir roupa adequada com que preparar o que foi seu corpo para ser enterrado.

Gente, isso é problema para quem fica. Cabe aos vivos isso providenciar! Se não houver roupa, qual o problema de ir pelado ou pelada? Pelado ou pelada é a chegada a este mundo e por que não também a partida?

Enrole-se em jornais velhos e se cubra flores, ora essa! Vão dizer que isso é egoísmo. Pois que seja, cabendo a mim ser o mais egoísta a bater palmas para os meus iguais!

Em vista de tanta coisa interessante e importante na vida, essa preocupação com o pós morte chega a ser ridícula! Tanta preocupação antecipada e não se sabe nem se haverá corpo a ser velado e enterrado, ou cremado.

Ninguém sabe em que circunstâncias a própria vida, neste mundo, chegará ao fim.

Se as pessoas tivessem o hábito de pensar e pensar mais, seriamente, perceberiam que gastar tempo e dinheiro, antecipadamente, tendo como objetivo o destino do corpo que deixar ao morrer, é como armar um estelionato contra si próprio.

Quem já morreu não é dono de nada! Portanto, o corpo que resta pertence aos vivos e cabe a estes dar-lhe o destino final; é obrigação de quem fica cuidar dos restos mortais de quem parte.

Não é nenhum ato de caridade como sugere o celebrante ao final do rito fúnebre: “como último ato de caridade ao nosso irmão vamos conduzir seu corpo à sepultura”.

Ora, isso cheira à hipocrisia! O pobre coitado pagou a conta, que cabia aos que lhe sobrevivem e ainda falam em ato de caridade!

Nesses casos, se ato de caridade há, é para com os próprios circunstantes, porque aquele corpo federá e muito federá, dentro de poucas horas, pondo em risco a saúde da comunidade em volta.

Gente, vamos viver, viver bem de corpo e alma, sem nos importar com a existência da “indústria da morte” e do programa paralelo “minha cova minha morte”!

Trapalhada e indelicadeza tupiniquim diante dos lusitanos

Trapalhada tupiniquim

A mais popular diversão, para quem prefere o sofá antes de se

Flag of Brazil

recolher para o sono de cada noite, é a telenovela, ainda que muitos torçam o nariz, preconceituosamente, rotulando-a como coisa de mulher.

Na verdade, alguns homens criticam mas não dispensam olhadas furtivas.

A telenovela é parte da cultura brasileira, praticamente desde que descoberto o meio eletrônico de transmissão do som. Com o rádio, o povo se ligou às radionovelas.

Aqui, “o povo” é modo de dizer, pois o rádio foi, durante muitos anos, privilégio dos mais aquinhoados, não sendo acessível a todos, como hoje o são quaisquer das tralhas eletrônicas lançadas no mercado.

O proprietário do rádio receptor era obrigado a tê-lo registrado nos Correios e Telégrafos e pagar uma taxa, anualmente. Veja-se que era um aparelho importante; no início, um grande trambolho, geralmente instalado na sala, reduzindo-se de tamanho com o passar dos anos.

Quem o possuía recebia, à noite, pessoas de seu círculo, para ouvir programas radiofônicos, especialmente as novelas. Dentre estas, creio que a de maior sucesso foi “O Direito de Nascer”, ainda nos anos cinquenta, que acabou por empurrar o rádio para a popularização, de fato.

Quando veio a televisão e, com ela, a telenovela, esta ganhou um público já formado pelo rádio. Como já dito, a grande maioria já ouviu ou viu e vê novela. Se assim não fosse, os canais de televisão não a explorariam a peso de ouro no mercado publicitário.

Outro dado a comprovar sua popularidade é o fato de, praticamente, todos os canais abertos exibirem novelas. Falem o que quiserem contra elas, mas as telenovelas continuam sendo o grande filão da televisão.

Não se trata aqui da qualidade do produto, do bem ou do mal que pode causar, porém do poder que tem a telenovela de influenciar! Também eu já fui noveleiro e deixei de ser, unicamente, por ser viciante. Não gosto que algo me prenda – e a telenovela enclausura enquanto dura – por isso deixei de segui-las.

Não tenho nenhum preconceito contra elas, mesmo porque para quem escreve, produz textos, ainda que não do gênero, a telenovela pode ser um exercício, um campo de exploração ou fonte de inspiração. Eu acompanhava a trama e, ao mesmo tempo, divertia-me em paralelo, procurando antever falas dos personagens, cenas e situações do enredo.

Para mim, o único problema é a dependência, levando o seguidor à desatenção para com outros assuntos, até negligência em relação a questões mais sérias.

O que leva à abordagem desse assunto, no momento, é estreia da novela “Ouro Verde”, produção portuguesa levada ao ar, em Portugal, em 2017 e que, agora, chega ao Brasil.  Segundo a publicidade em torno do atual lançamento, além de contar com a participação de atores brasileiros, tem cenas rodadas no Brasil, para onde o personagem emigrou, depois de escapar de um massacre que vitimou toda sua família. Mas, não se cuida de contar a história, pois, para isso, a novela já está no Brasil; basta segui-la.

Entretanto, há um detalhe, na apresentação brasileira da novela, que merece comentário. Como envolve atores portugueses e brasileiros, entendeu a direção do canal transmissor que, no Brasil, não se ouvirá o “sotaque” português, porque se cuidou de unificar as falas de cá e de lá, mediante dublagem da fala lusitana.

Ao mencionar sotaque português já se feriu a suscetibilidade lusitana. Os portugueses alegam, com razão, que eles não falam com sotaque; outros povos lusófonos, sim, especialmente o povo brasileiro. Os portugueses são os pais da língua e é em Portugal que se fala a língua resultante da original. Demais países de fala portuguesa são os que falam diferente, ou seja, com sotaque.

Contudo, na minha opinião, a falta mais grave está na própria dublagem, sob a argumentação de assim a novela ser compreendida pelos brasileiros. Não se sabe se há algum acordo nesses casos, mas de qualquer forma creio ser uma descortesia para com o povo português essa dublagem, pois a estrutura da língua é uma só. O que há é diferença de pronúncia e do significado de alguns vocábulos, nada mais; e o povo brasileiro não é burro!

A prevalecer esse argumento, as novelas gravadas em São Paulo deveriam ser dubladas para que cada região brasileira, onde o modo de falar e parte do vocabulário diferem dos de São Paulo.

A dublagem da fala lusitana, além da descortesia com os pais da língua, tira dos brasileiros a oportunidade de apreciar aquele modo de falar e de corrigir certos vícios, como o gerundismo, essa praga introduzida pelos serviços de telemarketing.   Ainda está em tempo de a emissora corrigir esse tremendo equívoco. Se corrigido, talvez até eu siga a “Ouro Verde”

Ritmo frenético da tecnologia amplia democratização de acesso ao lazer e informação

Ritmo frenético da tecnologia

A tecnologia avança a passos largos e, enquanto avança, mais conquistas põe à disposição do público, a ponto de não se conseguir acompanhar o ritmo de lançamento de novidades. Entretanto, uma das grandes vantagens trazidas só pequena parcela entre as pessoas consegue       dimensionar.

 

O público mais jovem, justamente o mais ligado às novidades dos últimos anos, nem percebe como se reduziu o tempo entre o lançamento de um produto e sua popularização ou democratização de acesso. Só os mais velhos em idade sabem do quão difícil e demorado foi o acesso ao rádio por parte das camadas menos ricas da população, não se

falando das mais pobres.

Os primeiros rádios eram gigantes, verdadeiros monumentos entronizados nas salas, em volta dos quais a família se reunia para ouvir música e notícias que, antes, demoravam ser conhecidas nos pontos mais longínquos. Mas havia ainda um pré-requisito para a instalação do rádio: a existência da eletricidade com carga suficiente para fazer funcionar o aparelho.

Ainda não havia as grandes centrais elétricas e a energia era produzida por pequenas usinas locais, na maioria das vezes construídas para movimentar máquinas na indústria de tecelagem. Grande parte da população tinha eletricidade em casa, porém limitada a determinada carga de watts, apenas para iluminação.

Havia casas, por exemplo, que tinham seu consumo limitado a quatro lâmpadas de 15 watts, um total de 60 watts. Se houvesse tentativa de acender uma quinta lâmpada, por mais fraca que fosse, o limitador instalado à entrada do imóvel dava um alarme, à semelhança de batidas de martelo, o que lhe mereceu o apelido de pica-pau, dado pela população.

Quando ele soava, toda a vizinhança tomava conhecimento de que, naquela casa, havia uma tentativa de furto de energia; ainda não haviam descoberto o “gato”. Quem possuisse um rádio devia ser cadastrado nos Correios e Telégrafos, devendo pagar uma taxa anual. Até os anos cinquenta tal taxa ainda era cobrada.

Por aí se vê como foi difícil e demorada a democratização do uso do rádio-receptor, a partir da inauguração da radiodifusão no Brasil, realizada em 7 de setembro de 1822, no centenário da independência política do Brasil.

Com a televisão aconteceu diferente. Inaugurada a primeira emissora, em 1950, dez anos mais tarde, várias delas já estavam instaladas e sua recepção alcançava boa parte da população, onde o sinal  chegava. Em 1972, veio a televisão em cores, preço inicial proibitivo, que levou muita gente a acreditar que a nova tecnologia nos televisores jamais chegaria à casa do pobre.

Em pouco tempo, constatou-se falsa a previsão. A partir daí começou o aceleramento das conquistas tecnológicas com o telefone celular, o computador pessoal, a informática e a internet, que pôs o mundo dentro de casa; tudo isso em curto prazo de tempo.

De volta à televisão, há a considerar que, no início, poucos canais eram captados, ampliando-se, em seguida, com a antena parabólica. Em seguida, veio a TV por assinatura, acesso a uma, até duas centenas de canais, preço na base de três dígitos mensais, o que limitava seu acesso a muito poucos.

Essa fase também foi superada porque, pela internet, agora pode-se ter acesso a mais 1.400 canais dentro de uma programação de mais de 10.000 atrações. O acesso pode ser feito pelo computador, smartphone, tablet e televisão, ao custo de 3 dígitos por ano, ou 2 dígitos por mês. Com essa nova modalidade de acesso a TV por assinatura, qualquer pessoa pode ver milhares de atrações, em todo o mundo, podendo-se dizer que assim a televisão por assinatura se equipara ao celular em popularidade.

 

 

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Cocô e vaso sanitário podem tornar Bill Gates bilionário, mais uma vez!

Bill Gates apresenta ao mundo novo vaso onde fazer cocô.

Bill Gates, que ficou bilionário com a computação e popularização do computador, poderá repetir a dose e tornar a ser o homem mais rico do mundo com o cocô; não só dele, porém de todo o mundo, que fique bem claro.

É o que se deduz de surpreendente notícia, que vem da China, mais especificamente de uma feira, onde se apresentam grandes novidades tecnológicas. Segundo as notícias, o fundador da Microsoft, depois de anos de pesquisas bancadas por sua fundação, apresentou um vaso sanitário que dispensa água e funciona sem necessidade da rede de esgotos.

Ele processa o cocô a seco e o transforma em adubo, não se sabe ainda se pronto e acabado para o emprego no plantio.

Embora visto como algo trivial, o vaso sanitário é uma das mais, se não a mais significativa das invenções humanas. Avião, veículos terrestres e marítimos, televisão, telefone, computador, internet, formam um conjunto de maravilhas do qual se fica dependente, no dia-a-dia, bastando se iniciar no seu uso.

Entretanto, por mais interessante, intrigante e necessária seja cada uma delas, a falta de uma dessas maravilhas não afeta tanto o conforto, a higiene e, especialmente a saúde de uma pessoa, quanto a afeta a falta de uma instalação sanitária.

Pode-se dizer que o vaso sanitário é o marco da civilização, tendo o Homem saído do estado semisselvagem quando passou a usar o vaso, inventado na Inglaterra do século XVI. Basta esquecer tudo o que passou a rodear a vida humana, nos últimos duzentos anos, e se concentrar na ausência do vaso e consequente esgotamento, quando uma pessoa necessitava descarregar seus intestinos.

Era desconfortável, humilhante e perigoso à saúde, estendendo-se esses fatores às pessoas encarregadas do destino final desse material, coletado nas residências das grandes cidades. Em cidades de menor porte e na área rural, a situação não era muito diferente, podendo ainda o processo se desenvolver, diretamente, na natureza.

Imagine-se o grau de risco à saúde, e, dados estatísticos o confirmam com a grande incidência de doenças contagiosas e consequentes mortes, em decorrência da má higiene. Registre-se que esse quadro não fica muito longe, no tempo, em regiões, atualmente dotadas de saneamento básico, mas, nas chamadas periferias das grandes cidades e interior menos desenvolvido do território brasileiro, pouca coisa mudou.

O anúncio feito por Bill Gates corresponde a uma reinvenção do vaso sanitário e deveria causar relevante impacto, pelo que representa (a depender de sua viabilidade econômica) na solução dos problemas de saneamento básico, preservação do meio ambiente, economia hídrica e outras questões a afetar o quotidiano da vida humana.

Entretanto, o anúncio feito pela mídia foi seco, sem qualquer comentário, ao contrário do que se faz com relação a qualquer bobagem dita por alguma celebridade, um jogador de futebol, por exemplo. O assunto mereceria mais espaço e considerações em torno do que representa para a vida humana, ainda que nada se saiba sobre sua aplicação imediata.

Contudo, fruto de pesquisas autorizadas e bancadas por empresário do porte de Bill Gates, que se sabe bilionário e, ao mesmo tempo, dotado de inteligência privilegiada e de sensibilidade com relação aos destinos da humanidade, pode-se concluir não ter apresentado ao público nenhuma futilidade.

Altamente dispendiosa, pelo que representa em trabalho de engenharia, emprego de mão-de-obra e de material, a rede de esgotamento sanitário é o grande tabu  dos políticos, especialmente dos prefeitos, aos cabe a implantação e manutenção do serviço.

É que, cobertas por terra e desprovidas de visibilidade diante do público, tais obras, por si só, não fazem propaganda, o que as torna sem interesse político. Politicamente, este é o grande impacto, pois o fantasma do esgoto sanitário sai do cenário administrativo municipal, criando-se, é verdade, outras necessidades, pois haverá que dar destino final ao adubo ou pré-adubo, produzido em cada instalação sanitária.

Isso ensejará o surgimento de outras atividades, da coleta ao destino final, que poderá ser usina de processamento do adubo a ser instalada em cada cidade ou região. A partir da usina pode surgir outro grande problema, a substituir a preocupação com a poluição.

Ainda que não tenhamos dados concretos para fazer esta afirmação, crê-se que não haverá demanda suficiente para consumir toda a produção, e, o adubo não será, facilmente, exportável. Países ricos poderão tê-lo em abundância, e, aos pobres seria injusta e desumana a exportação!

As águas poderão ficar mais limpas, mas grandes espaços serão necessários para a estocagem do novo produto. É o grande problema da civilização humana! Conserta-se de um lado, quebra-se do outro!

Como se trata de equipamento sofisticado, porém de grande utilidade à vida de ricos e pobres, o novo vaso terá que adequar seu custo à realidade dos mais carentes, ou estes deverão ser subsidiados pelo poder público (vem ai a bolsa privada!), para que não fiquem excluídos do benefício higiênico.

Para que seja realmente útil à coletividade, o novo vaso deverá ser instalado do palacete ao mais humilde dos barracos; perdendo sua utilidade se assim não for.

Embora haja outros poluentes a afetar os cursos d’água, o desaparecimento gradativo das redes de esgoto dará grande ganho de qualidade às águas, fazendo desaparecer do olfato a fedentina própria do esgoto a céu aberto.

Quando tem boa vontade, o Homem pode criar quase que o impossível, mas a aplicação do criado pode depender de outras fontes, nem sempre com a mesma boa vontade!

 

Bandidos desejam posição de destaque

Ao se levar em conta comportamento diante da criminalidade, percebe-se que a sociedade está acuada, encostada no muro e de cócoras, incapaz de reagir ante a sanha dos bandidos ou inimigos da lei.

Bandidos investem contra a vítima, tiram desta tudo o que tem, incluindo-se dignidade e mesmo a vida, mas os que devem tratar do assunto diante do público pisam em ovos ao se referir aos agentes do crime.

Não importam as ofensas, de todos os gêneros, às vítimas, incluindo-se possível desamparo da família com subtração de quem lhe dava sustento.

Os bandidos têm, ao seu lado, defensores dos direitos humanos, mas esses mesmos direitos não são reconhecidos em relação às vítimas. E essa diferenciação se nota até mesmo na notícia do crime.

Não faz muito tempo, bandidos invadiram residência, dominaram a família, excetuando-se menina de dez anos de idade que os assaltantes não localizaram a tempo de lhe pôr as mãos.

Em segurança e de posse de celular, a garota ligou para o vizinho e este chamou a polícia. Policiais militares chegaram a tempo de flagrar os assaltantes em ação, dominá-los e prender.

No dia seguinte, nota em jornal informava sobre o fato, mas tratando os malfeitores como suspeitos a cometer suposto assalto. Indivíduos suspeitos? Suposto assalto?

Tenha dó ó cara pálida! Os bandidos foram pegos dentro da casa invadida, cujos residentes foram libertados exclusivamente pela pronta ação policial, desencadeada por iniciativa da menina.

A família foi molestada, intimidada, agredida em sua intimidade, e, só não perdeu pertences e valores, quiçá até a vida, para os bandidos, porque a polícia chegou a tempo de impedir a consumação do roubo.

Se os indivíduos eram suspeitos de ter cometido suposto assalto, então suposta família, supostamente, residia naquela casa suposta casa e a polícia, supostamente, compareceu ao local e supostamente prendeu os supostos bandidos. O suposto jornal, por sua vez, deu a suposta nota “jornalística”!

Foi tudo ficção – para o jornal, bem entendido – porque para aquela família foi tudo real e deve ter restado, como sequela, o trauma por tamanha violência.

Não havendo provas que apontem o agente do crime, o envolvido é apenas suspeito e contra ele ninguém pode se levantar, enquanto provas não se apresentem.

Havendo provas materiais e/ou testemunhais contra o agente do crime, não se entende o porquê de qualificá-lo suspeito, passando a criminoso somente depois de julgado e condenado.

A condição de perdedora, da vítima, não se consuma depois de condenado seu algoz! Desde o momento do crime, a vítima fica com todas as perdas imagináveis, e também inimagináveis porque há coisas que só a vítima pode aquilatar.

Quem, de fora, olha o quadro, só consegue fazer comparações entre fatores comuns a todos, mas cada pessoa tem seu mundo todo particular em nada igual ao de outra.

E a vítima tem esse mundo violado, no momento em que alguém lhe tira a segurança, a paz e a dignidade, independente de se lhe subtrair algum bem, ou não.

A vítima sempre perde, muitas vezes fica ao abandono, por vezes incapacitada para o trabalho, enquanto ao criminoso se reconhecem todos os direitos, ditos humanos.

A bandidagem anda tão segura de si que seus expoentes dão entrevistas, como se pessoas “vips” fossem, exigem privilégios, dirigem seus “negócios”, de dentro do presídio quando eventualmente presos, passam aos olhos dos mais simples como benfeitores das comunidades e, pelo visto, exigem tratamento que não os discrimine diante da sociedade. São apenas suspeitos de supostos crimes!

A ousadia já chegou ao cúmulo de processo do ladrão contra sua vítima. Comerciante, depois de sofrer cerca de uma dezena de assaltos em sua padaria, foi surpreendido, certa manhã, ao chegar ao estabelecimento.

Um ladrão estava a fazer ameaças diante do caixa. Tendo o bandido de costas para si, o comerciante não teve dúvidas. Atracou-se com ele, iniciando uma briga que foi engrossada com a adesão de testemunhas, até então inertes diante do fato. Depois de muito lhe bater, amarraram-no e o entregaram à polícia.

Algum tempo depois, outra surpresa para o comerciante. Foi intimado a comparecer ao Fórum, onde estava sendo processado.

Sabe por quem e por quê? Pelo ladrão azarado, que o acusava de atentado à sua “dignidade”, quando foi xingado e surrado em público.

Isso foi o cúmulo da ousadia do criminoso que, frustrado em suas malévolas intenções, tentou virar o rumo da história, contra sua quase vítima no assalto fracassado.

A ousadia foi além do imaginável, porque ele se valeu das vias legais, só não conseguindo seu intento porque o juiz não era da mesma laia do seu advogado.

Também o conceito de violência tem mudado, outro sinal de fragilidade da sociedade diante do crime.

Tanto vítima quanto imprensa, especialmente nos casos de sequestro, informam não ter havido violência, quando o bandido não bate ou fere a vítima.

E o ato do sequestro em si não é violência? Para que ela se consuma há necessidade de sangue derramado? Algumas vítimas chegam a dizer que foram bem tratadas!

Ora, faça-me o favor! Esse comportamento, que demonstra perda da noção de dignidade por parte da vítima, é a “atenuante” de que o bandido precisa para se safar e continuar na prática do crime.

Com perguntas capciosas alguns profissionais da imprensa ainda induzem a vítima a proteger seus algozes: – houve violência? –  bateram em você? – você foi maltratado?

São perguntas hipócritas, cretinas, que não merecem respostas, pois constituem mais uma violência contra a vítima! O susto e o ato de obrigar a vítima a fazer o que não quer já são violências imperdoáveis! Quer-se mais o quê?

E o pior é quando a vítima, por medo ou comodismo, deixa de registrar a ocorrência. Aí está o prêmio máximo dado pela sociedade aos agentes do crime.

O indivíduo, ao deixar de registrar junto à polícia sua condição de vítima da criminalidade, renuncia à sua dignidade de cidadão, assume cumplicidade com o criminoso (ainda que inconsciente), dá carta branca aos bandidos e contribui para maior fragilização da sociedade.

Há que desbanalizar o crime no seio da sociedade e na mente das pessoas, saindo do acuamento para a posição de ataque à criminalidade!

 

Preconceito: atire a primeira pedra quem não o tiver!

 

Uma das facetas mais combatidas do comportamento humano é o preconceito. De raça, religião, nacionalidade, nível sócio-econômico ou qualquer outro rótulo, o preconceito separa, divide e subtrai da sociedade humana muito do que ele poderia ser como fraternidade.

Mas, ele é fator inerente à condição humana. Cada indivíduo, desde que consciente de seu lugar dentro da espécie, é marcado com uma quota de preconceito. Mentiroso é aquele que diz não ter preconceitos!

Quem não tem preconceitos, que atire a primeira pedra! Todos nós os temos, em maior ou menor escala. O que nos diferencia uns dos outros é a maneira de lidar com o fator.

Temos preconceito até sem explicação lógica, se não analisarmos o caso à luz dos fenômenos do subconsciente. Quem nunca teve uma antipatia gratuita, sem explicação, em relação a uma pessoa, apenas conhecida na rua, às vezes sem sequer saber-lhe o nome?

Costumamos até afirmar em círculos mais íntimos: “não vou com a cara daquele sujeito”. Se nos cobram o porquê, não sabemos responder. E assim como no plano individual, no coletivo o preconceito se faz presente também.

O processo da industrialização, que levou grande parte da população do campo e das pequenas cidades para as metrópoles, criou dois tipos de cidadãos na relação com os demais: o que não deu certo e foi morar na favela e o que se deu bem ou quase bem e se instalou em prédios de apartamentos, em condomínios de luxo, etc.

Da favela e do favelado nem é preciso dizer que, em termos coletivos, são os maiores alvos do preconceito urbano. Segundo mentalidade corrente é na favela que mora o bandido, e, cidadão que revela ser morador de favela já tem contra si noventa por cento de desconfiança em relação a outro residente em bairro urbanizado.

O combate ao tráfico de drogas centraliza-se nas favelas, mas os verdadeiros donos do tráfico nem são conhecidos, ou se finge que não são. Residem em locais acima de qualquer suspeita e frequentam as altas rodas.

Mas o preconceito do qual queremos nos ocupar no momento prende-se a diferenças nos modos de vida entre as grandes e as pequenas cidades, sendo estas vistas muitas vezes com desdém por parte da população encaixotada nos altos prédios de apartamentos.

Com o tempo e a aproximação proporcionada pelos modernos meios de comunicação, os rótulos “caipira”, “atrasado”, “do interior”, aplicados ao habitante de pequenas cidades vão ficando para trás, mas, em certo aspecto, o preconceito continua a rebaixá-la na avaliação feita pelo cidadão do asfalto e ar condicionado.

Com a queda da qualidade de vida nos grandes centros, o retomo às pequenas e médias cidades consta do projeto de muitos, mas um “grilinho” não deixa de cantar em seus ouvidos: “a vida em cidade pequena é

Bandido se esconde na prática do crime e escondido da sociedade pelo pelo sistema

mais tranquila; pena é que haja tanta fofoca”.

A assertiva não deixa de ser verdadeira, porém encerra injustiça contra as pequenas comunidades. O encaixotado em apartamento gaba-se de nem conhecer seu vizinho ao lado.

E isso também é verdade. Mas, daí dizer que fofoca é próprio da vila, da periferia e da cidade pequena, ele esconde o próprio rabo e pisa no alheio.

Também nos prédios de apartamento existem fofocas. E, pior, sem que se saibam pelo menos os nomes das vítimas. No lugar dos nomes, números dos respectivos apartamentos são sujeitos dos comentários maldosos que circulam nos corredores e elevadores.

As mesmas fofocas, ouvidas em outros locais, circulam nos prédio mais ou menos assim: “aquela sirigaita do 506 vai se casar, o que provoca a pergunta “contra quem?”; ou, “aquele coitado do 304 ainda não sentiu o que lhe nasce na testa”; ou ainda, “já viu o carro novo da viúva do 602? A pensão do falecido mal dá para ela comer. Tem um mistério ali”; “o morador do 708 parece estar envolvido em algo sério, pois dizem que o oficial de Justiça já esteve lá várias vezes”. Felizmente, aqui o ouvinte da fofoca rebate com a observação: “o tal oficial de Justiça é sobrinho da mulher que mora ali”.

Não adianta insistir em diferenças desse tipo. Os mesmos defeitos “de origem” unem ou separam os homens, não importa a condição social ou o local escolhido para morar.

 

Baba-se pelo estrangeiro e faz papel de idiota

Brasileiro tem verdadeira obsessão por tudo que se diz estrangeiro e importado. Basta o “cara” enrolar um pouco a língua e, logo, tem perto de si, cheios de atenção e salamaleques, patrícios e patrícias nossos que, aos mais comuns dos mortais tupiniquins, não se dignam sequer lançar os olhos.

 

Parece até que o gringo é ser de diferente espécie, tal  a bajulação que lhe é dirigida. Mas, o curioso é que enquanto em seu país de origem, o gringo está sempre levando a culpa por tudo de ruim que aqui acontece, desde a elevação do preço do petróleo até as inclemências do clima.

 

A causa das enchentes e das secas já foi debitada aos testes nucleares e à corrida espacial. Depois criaram o “El Nino”; este, filho do Mercosul!

 

Entretanto, é na área cultural e na comercial que a fixação pelo estrangeiro mais se faz notar, desbancando o nacional, mesmo que superior em qualidade e bom gosto. Qualquer baboseira produzida lá fora  é imediatamente  seguida ou copiada, chegando-se  ao ridículo de a maioria nem saber o que gritam as letras das músicas importadas, e o que ostentam roupas impressas com mensagens em língua estranha.

 

Produtos lançados no mercado com a etiqueta “made in …” (de preferência in USA) são considerados o suprassumo. Essa obsessão boba e cara leva muita gente  a fazer papel de idiota em viagens pelo exterior. No meio dos trecos estrangeiros acabam trazendo, como tais, produtos por nós exportados.

 

Mesmo que não tenha nenhuma predileção por produtos estrangeiros, de consequências advindas da curiosidade ninguém escapa. E foi assim que acabei por sofrer tremenda decepção. Não foi nenhuma novidade tecnológica, roupa, ou outro objeto fabricado por mãos humanas estrangeiras, mas, uma fruta; uma fruta estranha aos nossos pomares.

 

Foi quando se popularizava a fruta kiwi. Ouvira falar do (ou da?) kiwi como se fosse uma das frutas mais saborosas. Quando conheci a novidade, seu aspecto já me fez diminuir o interesse.

 

Kiwi – questão de gosto não se discute!

A coisa mais parece uma batata peluda, pobre em atrativos como cor e brilho, tão comuns às mais prosaicas das frutas nacionais. Fatiada em rodelas, é arremedo de tomate verde enrustido. Provei e não gostei.

 

Não captei o sabor tão decantado por terceiros, o que me fez lembrar os que, mesmo não entendendo bulhufas do que têm diante dos olhos, tecem rasgados elogios a obra de arte assinada por figurão da área.

Achei a fruta carente dos predicados que lhe atribuem, mas gosto não se discute. Por outro lado, que se pode esperar de fruta cujo nome, com duas letras estrangeiras pouco usadas em nossa língua, para ser pronunciado, quase de boca fechada, há que se fazer biquinho? Até parece palavra obscena a ser dita em sussurro, para que não seja ouvida pela madre superiora ao lado!

 

Nossas frutas têm nomes mais simpáticos, pronunciados com a boca bem aberta para que todos ouçam: banana, abacate, abacaxi, pitanga, araçá, goiaba, gabiroba (ainda existe?), jabuticaba, pitanga, manga… Que tal u’a manga saboreada sem medo de se lambuzar com o amarelo de suas entranhas?

E a goiaba? Mesmo com bicho, goiaba é! O araçá e a gabiroba já foram pretexto para alegres excursões vespertinas ao campo, no tempo ainda sem televisão.

 

As duas frutinhas caboclas, embora distantes d’outras mais nobres e, por isso, desconhecidas dos “urbanóides”, merecem citação pelo doce sabor. E tem mais. Abacate vem do abacateiro, árvore frondosa; banana vem da bananeira, possante leque dos nossos quintais.

E kiwi, vem do quê? Para não dizer que não me desperta nenhuma simpatia, pelo menos o som da palavra lembra-me o apito da “Maria Fumaça” …  já tão distante!…

 

 

Emagrecimento pode ser conseguido mediante qualidade e disciplina na alimentação.

Comida inadequada e em excesso diz não ao emagrecimento

Para gáudio da indústria do “milagre”, formada por produtores de  “medicamentos” duvidosos  e  proprietários de academias de ginástica, a pressão exercida por conceitos de estética do corpo, associada a noções de saúde, tem levado muita gente à obsessão pelo       emagrecimento.

É sabido que, em alguns casos, a obesidade é própria da natureza do indivíduo e, por isso, tornam-se infrutíferas as tentativas de redução do peso, correndo riscos de desequilíbrios na saúde os que tentam forçar a barra, dando ouvidos a tanta propaganda pró-dietas e produtos ditos agentes de emagrecimento.

Disciplina na alimentação + exercícios ao livre = corpo em equilíbrio

É sabido que, em alguns casos, a obesidade é própria da natureza do indivíduo e, por isso, tornam-se infrutíferas as tentativas    de redução do peso, correndo riscos de desequilíbrios na saúde os que tentam forçar a barra, dando ouvidos a tanta propaganda pró-dietas e produtos ditos agentes de emagrecimento.

Durante o “tratamento”,  o corpo  cede ao emagrecimento, no padrão aceitável pela moda. A conta bancária é também reduzida na mesma proporção. Mas basta suspender a dieta ou a ingestão do produto para tudo voltar ao que era antes.

E aí bate o desespero no candidato – na maioria das vezes, candidata – ao emagrecimento, ao saber que sua obesidade não se enquadra naqueles casos resolvíveis, nem à custa de muito sacrifício. O excesso de peso, até determinado limite, é próprio de sua natureza.

Cabe-lhe buscar orientação profissional, para descobrir o seu limite e com este conviver, sem mais complexos. Não adianta querer ser aquilo que a vaidade pede, mas a natureza não aceita.

Há, entretanto a obesidade calcada em causas cujo controle o indivíduo pode exercer, desde que queira e se disponha. Em grande parte dos casos, a causa está nos hábitos alimentares.

O excesso de comida, a ingestão de alimentos altamente calóricos em proporção inversa à pratica de atividade física, a falta de disciplina na alimentação e outros fatores determinam a extrapolação dos limites no peso, para grande parte das pessoas, que buscam o caminho do emagrecimento.

E, para as pessoas cuja obesidade tem como causa principal o excesso de comida, bastaria uma alteração nos modos como as refeições são feitas, para que melhoria se processasse.

Exercícios físicos dizem sim ao emagrecimento

O ato de alimentar-se é induzido, primeiramente, pelo apetite e, em seguida, pelo prazer que o alimento nos proporciona ao ser colocado na boca. Note-se que esse prazer só é sentido enquanto o alimento está na boca, cessando completamente quando ingerido, ou seja, quando passa da boca para o estômago.

O tempo de permanência da comida na boca, para o ato da mastigação, é que faz a diferença entre os que comem equilibradamente e os que o fazem em demasia.

Sabendo-se que o prazer está na boca, quem mastiga bem o alimento, conserva-o por mais tempo em mastigação e, em consequência, satisfaz o prazer do paladar com menor quantidade de comida.

Não mastigando o suficiente, quantidade maior de alimento é necessária para que o prazer seja satisfeito, sobretudo quando ele é particularmente mais saboroso.

O prazer que sentimos ao comer não é um fim em si mesmo, como pensam os gulosos, mas um dos meios que a natureza usa para forçar-nos a tomar alimento. Se o prazer proporcionado pelo paladar não existisse,  morreríamos com pouco tempo de vida.

Mas a sua satisfação baseada em maior volume de alimento provoca desequilíbrios, entre os quais a obesidade, combatida de forma equivocada. 

 O emagrecimento, que tentam conseguir com o uso de produtos anunciados pela televisão ou com excesso de exercícios repetitivos nas academias, pode ser alcançado com disciplina nos modos de se alimentar.

Um dos caminhos a seguir é dar-se tranquilidade para desfrutar o momento sagrado da refeição, consciente de que o prazer do alimento é sentido na boca, e não no estômago, razão pela qual mais tempo ele deve ali permanecer antes de seguir seu curso no processo de transformação em energia vital.

Quando alguém procura soluções em outrem, deixando de lado seus próprios recursos, torna-se escravo de interesses estranhos.

 

 

 

Doce é prêmio ao paladar; por isso, não abuse!

 RECEITAS DE DOCES

Nesta seção, na medida do possível, serão apresentadas receitas de doces, os mais gostosos e mais fáceis de fazer, na opinião do editor. Se você sofre diabetes, esta seção não é para você, não antes de consultar seu médico e dele ouvir o que você pode comer, quanto e quando. Se não é diabético, não pense que, por isso, pode deitar e rolar no doce. Você não sofre doença que o impede de comer doces, mas sua saúde exige moderação nos alimentos, sobretudo gordura e açúcar. Se você não tem proibição médica para o consumo de doces, considere o doce um prêmio ao seu paladar. Prêmio não se tem a toda hora; é concedido raras vezes e em momentos especiais. No máximo uma pequena porção ao dia, se não tiver tendência à obesidade; havendo tendência, melhor evitá-lo ou reduzi-lo à mesma porção uma vez por semana.

 

Começamos com o:

 

BRIGADEIRO NO MICRO-ONDAS 

Ingredientes

1 lata de leite condensado (395g)

1 colher das de sopa de margarina

2 colheres de chocolate em pó.

Forminhas de papel.

 

Usa-se, para levar ao micro-ondas, uma tigela grande e alta de vidro. Despeja-se todo o leite condensado na tigela, seguido da colher de margarina e das 2 colheres de chocolate em pó.

Mistura-se bem até os ingredientes  do doce ficarem bem misturados.

 

O pulo do gato

Agora vem a parte mais importante. A depender do tipo de micro-ondas o brigadeiro fica pronto até 6 minutos, em média, o que vale dizer que pode ser menos ou mais que 6 minutos.

Para não concluir o processo fora do tempo ideal, programa-se o micro-ondas para 2 minutos, retira-se a tigela mexe todo o doce ao fim dos 2 minutos; recoloca-a, novamente, para mais 2 minutos; retira outra vez, dá uma boa mexida, agora a observar se o fundo do tigela já aparece. A essa altura, o conteúdo pode apresentar sinais de borbulhamento e transbordamento. Fique de olho; volta-se com  a tigela pela terceira vez, para mais 2 minutos. Desta vez, há que ficar de olho no conteúdo da tigela, pois começará a borbulhar, subir, podendo o doce transbordar. Ao perceber que pode transbordar, desliga-se o forno e dá mais uma mexida com cuidado. Se o fundo aparecer, é  porque o brigadeiro está no ponto certo. Se perceber que ainda não está no ponto, leva-se a tigela mais uma vez ao micro-ondas, desta vez, por 1 minuto apenas. Depois de se esfriar, preparam-se então as bolinhas para serem colocadas nas forminhas.

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BOLINHAS DE ABACAXI

 

Ingredientes:

1 lata de abacaxi triturado(290g) – havendo disponível, melhor uma porção correspondente de abacaxi  in natura.

227 g de leite condensado

250g de coco ralado.

Forminhas de papel

 

Numa panela, preferencialmente de vidro temperado, lance o abacaxi triturado, o leite condensado e o coco ralado, mistura-se tudo em seguida. Leve ao fogo e mexa toda a mistura doce durante 25 minutos, para que massa fique bem firme. Depois disso despeje o doce numa travessa e espalhe, para esfriar. Tenha ao lado, outra travessa pequena ou um prato com açúcar refinado ou coco ralado. Depois de ter as mãos bem lavadas unte-as com manteiga aquecida e vá apanhando pequenas porções do doce, faça delas bolinhas com as mãos, passe no açúcar (ou coco ralado) antes de depositá-las nas forminhas. Estão prontas as bolinhas de abacaxi