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Urge colocar empresas no rumo da prosperidade

RUMO DA PROSPERIDADE

 *Márcio Massao Shimomoto

A era Bolsonaro começa com ventos favoráveis para a economia brasileira antes mesmo da posse, com o compromisso anunciado de destravar as amarras que vinham impedindo o crescimento – como o empenho de reformar a Previdência o quanto antes -, de abrir o mercado externo para além de interesses ideológicos, de propor medidas de proteção às empresas, o que deve ampliar o mercado de trabalho e reduzir o suplício de mais de doze milhões de trabalhadores.

Mas, se não houver uma atenção especial para a reforma tributária, todo o arcabouço de medidas anunciadas pode ficar nisso mesmo: um mar de intenções sem uma base sólida para sustentá-lo. É preciso olhar para o País real.

Enquanto as empresas estiverem submetidas ao garrote da burocracia e a uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta, o esforço por uma economia mais aberta e moderna pode cair no vazio pela falta de estímulo para empreender.

Por ora, tivemos apenas sinalizações. O presidente eleito já falou em liberdade de empreender, em facilitar a vida de quem produz, enquanto seu vice, general Mourão, aventava a possibilidade de retorno da famigerada CPMF, sendo prontamente desmentido. Logo a CPMF, extinta por pressão da sociedade brasileira e de instituições comprometidas com o País, como o SESCON-SP.

Aliás, nossa entidade contempla pontos em nome das empresas representadas e do empreendedorismo, como a simplificação do sistema tributário, segurança jurídica, o incentivo aos bons pagadores e a prioridade do aspecto orientador na fiscalização.

Há iniciativas no Congresso para simplificar o sistema com a criação do Imposto de Valor Agregado, o IVA, em substituição a cinco ou seis impostos e contribuições, como PIS, Cofins, ICMs etc. A proposta simplifica e em muitos casos impede a bitributação.

O problema é que se discute uma modernização há décadas e a situação só se deteriora, enquanto o Fisco moderniza sua máquina e também acaba complicando com uma exigência sem fim de obrigações acessórias.

Na verdade, nosso sistema tributário é uma colcha de retalhos. Temos de tudo no Brasil: IPI, ICMS, COFINS, CSLL, ISS e mais uma fileira de siglas, tudo aplicado de uma vez só. Em países evoluídos existem também esses tributos – mas cada qual tem o seu, isolado e bem dosado para facilitar a vida das empresas.

Aqui falta segurança jurídica, pois leis e normas vão se sobrepondo e criando um labirinto sem saída. O Brasil é um dos países mais complicados para as empresas calcularem e pagarem tributos.

Para estar em dia com a legislação tributária, são necessárias 1.958 horas, de acordo com o último estudo feito pelo Banco Mundial e pela PricewaterhouseCoopers. Apesar de ter melhorado nos últimos anos, este número ainda é muito maior que em outros países: na Bolívia, por exemplo, que ocupa o penúltimo lugar no ranking geral, são demandadas 1.025 horas anuais. E isso custa muito caro.

Desde que a Constituição de 1988 entrou em vigor, mais de cinco milhões de normas foram criadas para reger a vida do cidadão brasileiro, entre emendas constitucionais, leis delegadas, complementares e ordinárias, medidas provisórias, decretos e normas complementares e outros. Ou seja, foram publicadas, em média, mais de 782 normas por dia nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Sabemos que não é fácil mudar este estado de coisas. Se alguém decide alterar um ICMS, por exemplo, no dia seguinte uma caravana de governadores e secretários de Estado desembarca em Brasília para se contrapor à ideia. Os Estados sempre impediram uma reforma tributária séria.

O presidente eleito Jair Bolsonaro está amparado na escolha de mais de 57 milhões de brasileiros. Dessa forma tem retaguarda para empreender, finalmente, uma reforma tributária que seja digna deste nome.

O Brasil merece este benefício para que possa continuar sua caminhada em direção ao desenvolvimento.

 

* Márcio Massao Shimomoto é presidente do SESCON–SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo)

 

Ambiente de inovação no meio empresarial

Como criar um ambiente inovador no mercado empresarial?

 *Alexandre Pierro

Para aqueles ligados ao meio empresarial, a palavra inovação assumiu aspecto de Santo Graal da modernidade. Enquanto é tida como a resposta para todos os problemas que enfrentamos atualmente, ela também parece distante, complicada e até mesmo inatingível. O caso é que inovar não é apenas ter boas ideias. Para lidar com esse período de mudança constante em que vivemos, é preciso criar um ambiente fértil onde essas boas ideias possam se transformar em negócios lucrativos.

Nas décadas de 1980 e 1990, o mindset das empresas se voltou à qualidade. Atualmente, ela é imprescindível para que uma organização exista. Mas, o que hoje já não é mais um diferencial, foi o que revolucionou o mercado naquela época. O mesmo acontece com a inovação agora. Ela vem lidar com problemas, trazer soluções e elevar os padrões de serviços e produtos, assim como o relacionamento entre empresa, seus colaboradores e seus consumidores.

Talvez o grande problema da atualidade seja a velocidade de mudança. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, criou-se um ciclo onde o comportamento das pessoas muda para responder à tecnologia, e a mesma muda para atender a novas demandas comportamentais. A inovação é justamente a capacidade de lidar com esse ciclo dinâmico mantendo um negócio sempre lucrativo e em crescimento – e consequentemente atendendo à velocidade de mudança.

Sendo assim, como aplicar a inovação? A ISO, organização mundialmente reconhecida no âmbito das normalizações, se propôs a estudar a situação há alguns anos. Ela observou as melhores práticas de inovação adotadas em seus 163 países membros. Com esses dados, ela criou a ISO 50.501, destinada à disseminação da cultura de inovação nas empresas.

Trata-se de uma norma certificável, que pode ser implementada em qualquer porte ou segmento empresarial. Seu objetivo é ampliar o acesso às técnicas, metodologias e ferramentas de inovação, democratizando o acesso a essa nova cultura. Com isso, todas as empresa podem inovar – e devem!

A certificação em si não garante inovação, porém ela gera solo fértil onde a mesma pode se desenvolver, e as boas ideias possam ser transformadas em lucro. Basicamente, ela insere na cultura da empresa seis princípios básicos necessários para que a inovação aconteça. São eles:

Nova visão de liderança: Todo líder ou empresário precisa ser um visionário. Ver além do óbvio é o que transforma uma necessidade em negócio. Quando, motivada pelos métodos da norma de inovação, a liderança concentra seu mindset em inovar, ela é capaz de direcionar as pessoas e criar processos que viabilizem esse futuro emergente. É preciso estar em constante aperfeiçoamento.

Valorização dos insights internos: É preciso mudar a política da empresa, aprendendo a gerir as ideias de colaboradores e de consumidores, advindas de críticas e sugestões. É preciso ouvir essa fonte de ideias, conhecimento e experiência com o produto ou serviço da empresa. A norma ajudará a tratar e testar essas ideias de maneira ágil e com o mínimo de custos, viabilizando o que é bom e descartando o que é ruim.

Gestão da incerteza: Com a norma de inovação, é possível fazer uma análise diferente sobre as vulnerabilidades da empresa e, a partir disso, identificar melhorias. O que é incerto passa a ser mais certo, pois as previsões de riscos são mais alinhadas com a realidade.

Adaptar-se é preciso: Resiliência e flexibilidade são habilidades cada dia mais exigidas pelo mercado. É por isso que se ganha tanto assumindo uma postura adaptável, onde tendências e oportunidades se tornam mais visíveis e atraentes. Talvez esse seja um dos maiores benefícios de toda a certificação.

Diálogo entre equipes: Além de aproveitar os insights de colaboradores, é preciso incentivar também o diálogo dentro das equipes e entre as mesmas. A ideia é criar um ambiente de real colaboração, onde se fala e se ouve abertamente. O que se aprende nesse cenário não tem preço.

Propósito Massivo Transformador: A razão de existir de uma empresa vai muito além de satisfazer aos desejos de seus acionistas. Os consumidores atuais querem entender o propósito das marcas e esses precisam ser massivos e transformadores. O processo de gestão da ISO vai direcionar para que isso aconteça e, para que a missão vá muito além de ser a maior de seu segmento ou lucrar mais.

Alexandre Pierro é engenheiro mecânico, bacharel em física aplicada pela USP e fundador da PALAS, consultoria em gestão da qualidade.

 

Maus hábitos alimentares: obesidade ===>refluxo

Refluxo e obesidade: qual a relação entre essas doenças?

 

Ter a recorrente sensação de queimação, azia e náuseas podem ser alguns dos sintomas da doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Mais conhecido apenas como refluxo, a doença diz respeito a volta do alimento do estômago para o esôfago, juntamente com ácido gástrico, causando tais desconfortos. E, como se não bastasse, o refluxo ainda tem relação direta com a obesidade.

De acordo com estudos clínicos, a obesidade é uma das principais causas da enfermidade. Juntas, são responsáveis por duas das doenças mais prevalentes na população brasileira: enquanto o refluxo acomete cerca de 12% da população, a obesidade já atinge 20% dos brasileiros.

No caso, o excesso de peso faz com que aumente a pressão intra-abdominal, forçando assim a volta do conteúdo gástrico para dentro do esôfago, além de enfraquecer a válvula da junção esofagogástrica, cuja função é justamente impedir o refluxo gástrico.

Além disso, a obesidade está habitualmente associada aos maus hábitos alimentares, que também pioram o refluxo. Por isso, na maioria das vezes, a doença é satisfatoriamente controlada em conjunto com uma reorientação alimentar, perda de peso e atividades físicas, além dos medicamentos indicados.

“Acredito que uma alimentação baseada em frutas, verduras, grãos e oleaginosas, podem ajudar a amenizar e tratar a doença em seu estágio mais brando”, esclarece o médico Henrique Eloy, especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia.

Já o tratamento cirúrgico está indicado somente para os casos mais graves. Se o paciente for portador de obesidade mórbida associada, a operação bariátrica está indicada. Nesses casos deve-se optar pela técnica do by-pass gástrico para evitar a recidiva da DRGE a longo prazo. “Nesses pacientes, a gravidade do refluxo deve ser levada em consideração na escolha da técnica operatória, variando desde a cirurgia bariátrica até o by-pass gástrico”, diz.

Atenção redobrada à sua coluna ao dirigir por muitas horas

Dirigir por longas horas aumenta risco de problemas na coluna

Clara Sangiorgio/Agência Health

São Paulo, 9 de novembro de 2018 –

Dirigir pode ser prazeroso, principalmente quando não há trânsito e você está indo passear.

Entretanto, para quem usa o carro ou moto como meio de transporte para ir trabalhar, em São Paulo, por exemplo, passar horas ao volante pode aumentar o risco de desenvolver problemas na coluna, joelhos e outras estruturas do sistema musculoesquelético.

Segundo uma pesquisa feita pelo IBOPE em 2015, 48% dos paulistanos gastam pelo menos duas horas no trânsito, seja para ir trabalhar, levar os filhos na escola, fazer supermercado, entre outras atividades do dia a dia.

E por mais confortável que seja o automóvel, passar tanto tempo assim dirigindo é um verdadeiro perigo para o corpo humano, que não foi feito para ficar parado.

A fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em RPG, Pilates e Dor, explica que na prática clínica é muito comum receber pacientes que chegam com lombalgia e cervicalgia, quase sempre relacionadas ao tempo de exposição no trânsito e à má adaptação da posição na hora de guiar.

Quem mora longe do trabalho ou fica muito tempo preso em congestionamentos, acaba adotando a mesma posição e realizando movimentos repetitivos, como engatar a marcha, por exemplo. Além disso, o próprio estresse frente ao trânsito deixa a musculatura mais tensa, levando à dores e desconfortos.

Outro ponto é que a maioria das pessoas desconhece as medidas que poderiam ajudar a preservar o sistema musculoesquelético de lesões causadas ao volante”, explica Walkíria.

Lombalgia é principal queixa

A dor mais prevalente é na coluna, nas regiões lombar e cervical. “Hoje a maioria dos carros oferece bons apoios, mas nem todos. Muitas vezes as pessoas não sabem qual a melhor posição para guiar.

Com isso, as curvaturas da coluna ficam sobrecarregadas. Há pessoas que também podem sentir dor no nervo ciático ao engatar a marcha, dependendo da distância do banco para o pedal, por exemplo.

Outra dor que pode se desenvolver é nos joelhos, principalmente quando há congestionamentos em que a pessoa precisa ficar trocando a marcha muitas vezes”, comenta a fisioterapeuta.

 

Principal causa de afastamento

No Brasil, segundo dados do INSS, a dor nas costas é a principal causa de afastamentos do trabalho. Outro dado interessante, é que segundo uma pesquisa, a prevalência de dor musculoesquelética em trabalhadores, como motoristas de caminhão, por exemplo, é de 53,5%, sendo que 38,5% deles apresentam dor na coluna lombar.

 

Algumas dicas

Encosto: A primeira regra é que a coluna precisa ficar totalmente amparada no encosto, que não deve nem ficar reto demais, nem muito abaixado. É fundamental que haja sustentação para a região lombar.

Pernas: A distância das pernas para os pedais é fundamental para não sobrecarregar os joelhos, assim como para evitar as dores no nervo ciático. A dica é não encostar a panturrilha (batata da perna) e nem a parte de trás dos joelhos no banco para prevenir o comprometimento da circulação sanguínea nas pernas.

Distância do banco: Essa dica é valiosa, pois a distância correta faz toda a diferença para guiar com mais conforto. O ideal é que os braços façam um ângulo de mais ou menos 120 graus com o volante; os joelhos fiquem levemente flexionados e que as pernas alcancem sem esforço os pedais.

Lembrando que quando não estiver usando a embreagem ou o breque, descanse o pé no assoalho. Outra dica é conseguir apoiar o calcanhar enquanto o motorista usa os pedais, com a parte da frente do pé. Esse movimento ajuda a descansar a região lombar.

Cabeça: A cabeça e o pescoço também precisam estar bem amparados para evitar a cervicalgia. A tendência é que a pessoa curve o pescoço e o tronco, fazendo uma cifose (corcunda).

“Entretanto, mesmo que a pessoa faça todos esses ajustes, pode ser necessário uma adaptação do banco para maior conforto. Atualmente, é possível encontrar em lojas especializadas assentos ortopédicos que ajudam a melhorar o conforto na hora de dirigir”, comenta Walkíria.

Pilates pode amenizar dores

A fisioterapeuta lembra que o corpo humano não foi feito para ficar parado. E como, na maioria dos casos, passar horas dirigindo pode ser algo inevitável, é preciso investir em atividades que atuem de forma preventiva, com o Pilates.

“Para quem passa a maior parte do dia sentado, seja no trabalho ou no trânsito, é fundamental investir em atividades físicas que atuem no alongamento e no fortalecimento muscular. O Pilates contribui nestes dois aspectos, além de também aumentar a consciência corporal e melhorar a postura. E claro, é uma ótima maneira de aliviar o estresse, que também contribui para as dores musculoesqueléticas”, finaliza Walkíria.

Clara Sangiorgio

Agência Health

 

Médico alerta sobre possibilidade de aumento do peso após cirurgia bariátrica

Recidiva de peso após bariátrica é preocupante

* Henrique Eloy

Medical team performing operation

Decepção, sentimento de impotência, desespero, descrédito em si mesmo e baixa autoestima.

 

Esses são alguns dos sintomas claros de pacientes que após submetidos à uma cirurgia bariátrica, observam que seu peso voltou a aumentar descontroladamente ocasionando outra vez o quadro da obesidade meses após o procedimento. E por incrível que pareça, esse quadro é comum.

 

Tratamos na medicina esse reganho de peso como “recidiva”. Acreditamos que sua principal causa esteja ligada ao comportamento após o pós-operatório.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a deficiência no tratamento é quando o paciente recupera 50% ou mais do peso perdido ou teve recidiva de 20%.

 

Algumas pesquisas apontam o Brasil como o segundo no ranking em número de cirurgias bariátricas, perdemos apenas para os Estados Unidos. Também é curioso dizer que as mulheres são as dominantes neste tipo de operação. Cerca de 76% do total.

 

Uma das principais causas da recidiva são dos pacientes que abusam na ingestão do álcool. Isso acontece devido à mudança na absorção de álcool pelo organismo após a cirurgia.

 

Com a alteração no aparelho digestivo, a substância passa direto para o intestino e é absorvido mais rapidamente, além de demorar mais tempo para ser eliminada.

 

Ressalto que, além de bebidas alcoólicas, fica o alerta para outros produtos de aspecto pastoso e gelatinoso como o leite condensado, o milk shake, refrigerantes, energéticos, sucos engarrafados, iogurtes, doces, e outros industrializados.

 

Todos esses alimentos dispõem de um teor calórico bem elevado a ponto de trazer de volta todos os quilos perdidos durante o tratamento pós- cirúrgico. Obviamente, fica a dica para evitar esse consumo.

 

E se a dúvida é sobre como alcançar a forma perfeita após a cirurgia, digo que paciência, determinação e respeito às dietas são necessários. O bom resultado vai depender da mudança dos hábitos de vida do paciente.

 

Se ele aprendeu a se alimentar corretamente e se está praticando alguma atividade física. Estes e outros fatores comportamentais e biológicos ajudam a evitar a tão temida recidiva de peso.

 

O sucesso na perda de peso no pós-operatório envolve fatores mecânicos tais como o tamanho da redução da capacidade gástrica e do diâmetro da saída do estômago, assim como também diversos fatores hormonais.

 

Tudo isso alinhado à reeducação alimentar, ao consumo de alimentos mais saudáveis e a prática de esportes.  Cada caso deve ser individualizado e o diagnóstico jamais deve ser comparado ao de outra pessoa.

 

Para alguns, existe ainda a possibilidade de se realizar suturas por endoscopia com o intuito de diminuir ainda mais o tam

anho do estômago remanescente ou de sua saída para o intestino.

 

Efetuar uma segunda operação deve ser sempre muito avaliado pelo corpo clínico, pois os riscos operatórios são bem maiores que o da primeira cirurgia e os resultados são insatisfatórios.

 

Henrique Eloy – médico especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia

 

Hidratação entre principais cuidados da mulher com os cabelos

Hidratação dos cabelos: mitos e verdades

Médica dermatologista tira dúvidas sobre os mitos e verdades que perseguem as mulheres na hora da hidratação capilar

 

 

Bela mulher sacode o cabelo no fundo branco crédito: Freepik

Não importa a cor, textura ou comprimento, toda mulher quer manter seu cabelo bem cuidado e sedoso. Afinal, a hidratação capilar é tão importante quanto hidratar a pele. Isso porque, entre outras coisas, ela repõe a umidade dos cabelos, oferece suavidade, maciez, mais brilho e minimiza o frizz, ajudando a deixá-los mais bonitos e saudáveis.

 

De acordo com a médica dermatologista Monalisy Rodrigues, para garantir todos os benefícios possíveis, o ideal é manter uma frequência de hidratações, repetindo o tratamento toda semana.

 

“Um dos maiores desafios de quem quer manter os cabelos impecáveis é o ressecamento, que pode ser evitado com hidratações frequentes”, explica.

O couro cabeludo deve ser lavado regularmente com shampoo e selar os fios com condicionador, existem também os produtos extras, como a máscara de hidratação que pode salvar as pontas do ressecamento, e o esfoliante capilar que diminui o excesso de oleosidade da raiz, evitando assim, a caspa – dermatite seborreica – e mantendo o cabelo saudável.

A hidratação pode ser feita em todos os tipos de cabelos, seja liso ou crespo, com ou sem procedimentos químicos. Para acabar com muitas dúvidas, a dermatologista, Monalisy Rodrigues, esclarece: O que é mito ou verdade sobre a hidratação capilar?

 

  • A água quente do banho interfere na transação dos fios?

Verdade. A água quente altera tanto a pele, quanto o couro cabeludo que pode ressecar . Com o ressecamento, as glândulas sebáceas tentam compensar produzindo óleo, o que faz com que aumente a oleosidade no cabelo. Mas isso não significa que o banho precisa ser frio. A melhor opção é banhar-se com água morna.

 

  • Máscara hidratante não deve ser utilizada na raiz do cabelo?

Verdade. O couro cabeludo tem a sua hidratação natural, ou seja, não precisa colocar mais.

 

  • A hidratação pode ajudar a evitar a queda de cabelo?

Mito. A queda de cabelo tem a ver com fatores internos, como níveis hormonais e de nutrição, e não externos como a hidratação. Mas a hidratação pode ajudar a evitar a quebra dos fios por torná-los mais saudáveis.

 

  • É correto deixar a máscara agindo por mais tempo que o recomendado no cabelo?

Mito. Cada máscara tem  o tempo ideal para  ação do produto de forma eficaz. Se o fabricante orienta  três minutos, são três minutos de fato. Deixar o produto agindo além do recomendado pode danificar os fios.

 

  • A babosa age no cabelo?

Verdade. A babosa é um produto natural que pode ajudar a nutrição do cabelo. “A babosa possui propriedades nutritivas e regenerativas, por isso traz muitos benefícios, como a prevenção e combate à quebra dos fios, proteção aos raios solares, hidratação profunda, além de tratar a seborreia  do couro cabeludo , como a caspa”, diz Monalisy.

 

  • Quem tem química nos fios não consegue hidratá-los como quem não tem?

Verdade. O fio “virgem” consegue reter mais água, enquanto a química – independentemente do tipo de procedimento – os danifica. Consequentemente,  hidratar os fios fica mais difícil.

Larissa Bitencourt

Depto. de Jornalismo

Por quê e para quê a assessoria de carreira

Quando investir em uma assessoria de carreira?

*Fernanda Andrade

Investir na carreira é primordial para o desenvolvimento de um profissional. Além de ser um apoio financeiro, essa é também uma fonte de bem estar e realização. Por isso, merece investimento, cuidado e atenção.

E, ao contrário do que muitos imaginam, contratar uma assessoria de carreira não é algo apenas para quem está desempregado.

Cabe destacar que a assessoria é um trabalho de apoio, orientação, e não de recolocação profissional. Muitos cometem esse engano e acabam se frustrando. O papel do Consultor de Carreira é o de apontar direcionamentos e reflexões.

Para isso, ele conta com várias ferramentas que despertam o assessorado para o autoconhecimento.

O ideal é que a opção pela assessoria de carreira aconteça quando ainda se está trabalhando e deseja avaliar o mercado. O Consultor assessor vai, juntamente com o assessorado, entender os motivos da insatisfação.

Será que o problema está na empresa? Na função exercida? No rumo que a carreira tomou? Nenhuma hipótese deve ser descartada antes de um levantamento mais profundo.

Por ser tão abrangente, é um trabalho recomendado a qualquer profissional, independentemente da área de atuação ou do momento de carreira. Até trainees, que estão planejando a carreira e muitas vezes não sabem bem por onde começar, colhem grandes frutos da assessoria.

Entre os maiores benefícios estão a definição dos objetivos de carreira, o conhecimento das reais competências e gaps, desenvolvimento de novas habilidades e muitas outras questões que podem surgir no meio do processo.

Como resultado, é possível perceber o quanto o profissional amadurece, se tornando muito mais seguro e empoderado.

O trabalho é bem personalizado, analisando o propósito do profissional com os objetivos de carreira, construção de um currículo mais atrativo ao mercado, orientação de entrevista para uma melhor performance e para criar uma estratégia de visibilidade no LinkedIn, por exemplo.

Outra etapa de suma importância é a exposição do perfil do profissional ao mercado, através da apresentação do currículo aos Headhunters, Consultorias de RH e empresas de segmentos distintos, de acordo com a necessidade do profissional. Cabe destacar que o profissional pode optar por projetos personalizados, de acordo com sua necessidade.

No entanto, para que o processo seja positivo, é muito importante a escolha do Consultor de Carreira. A experiência faz a diferença. Para orientar a carreira de alguém, é imprescindível que o Consultor tenha a senioridade necessária para conduzir o processo de forma assertiva.

É fundamental haver sinergia entre as duas partes envolvidas. A assessoria de carreira é uma relação que demanda confiança mútua.

Ao se permitir mais autoconhecimento sobre a carreira desenvolvida até ali, a possibilidade de construção de alternativas de caminhada daqui para frente será muito maior. Estar aberto ao processo é fundamental.

Fernanda Andrade é Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

 

Blockchain, o mais confiável e democrático instrumento de governo.

Blockchain alterando o mainstream da governança

 *Anderson Godzikowski e Bruno Dequech Ceschin

Muito se fala das tecnologias de blockchain, tokens, ICOs etc. Mas o que elas podem impactar na temática governança corporativa? Para tentar apontar caminhos vale equalizar alguns conceitos. Inobstante a existência de blockchains privadas, blockchain pode ser considerada uma tecnologia que permite manter um registro histórico imutável de transações realizadas e validadas por todos os participantes de uma rede.

A arquitetura blockchain possui informação completa sobre endereços e transações realizadas por participante, escritas e validadas, publicamente verificáveis, contendo o momento exato em que foram acordadas. É pública, mas anônima. É vista como a principal inovação tecnológica por trás do Bitcoin, pois é a prova inegável, inviolável e incorruptível de todas as transações feitas nessa rede.

Imagine o nível de controle e histórico que será possível obter das decisões tomadas em um conselho. Por exemplo: anos depois, quem decidiu exatamente o quê sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras?

Internet é comunicação, blockchain é governança.

Se a revolução da internet foi causada pela descentralização da comunicação, a revolução a seguir, em magnitude similar ou maior, será causada pela blockchain na governança. Chegamos à era da “internet do valor”.

Evoluímos muito na comunicação pela internet, mas ainda governamos o mundo de maneira completamente analógica ou, no máximo, versões analógicas digitalizadas (escaneadas) de decisões, ritos, transações, enquetes e votações acontecidas no mundo real e transcritas para o digital.

Imagine uma nova arquitetura de fundamentos de governança sobre políticas de uso da informação, transparência, controle, relações com investidores e confidencialidade. Num futuro breve, decisões automaticamente executarão consequências. O avanço das tecnologias de comunicação associado à blockchain permitirá maior abertura dos conselhos, mais colaboração, melhores decisões, mais rápidas e com maior segurança. Assim como num clique mandamos uma mensagem, gatilhos digitais irão disparar transações automáticas.

Como blockchain pode mudar a governança do mundo?

Em um sistema político de democracia direta, todos têm poder de voto direto sobre todas as pautas, no sistema político de democracia representativa o voto direto elege um representante para atuar em seus nome por um mandato temporário e a votar em todas as pautas de seu melhor interesse.

A direta garante poder de voto igual para todos, embora não funcione quando se pensa em escala. A representativa por sua vez, garante governabilidade, mas origina o conflito entre agente e principal.

Nessa cena, a blockchain muda o jogo e permite a realização de uma antiga utopia ou mito político: de que existe um meio-termo entre ambos os formatos democráticos, a democracia líquida, que é a evolução do sistema que torna o antigo obsoleto.

O conceito de democracia líquida consiste em ter o poder de votar em todos os temas e, ao mesmo tempo, o poder de delegar seu poder de voto em cada votação (ou cada grupo de votações) para quem você confia em cada tema.

No ambiente da governança corporativa, significa dizer que os acionistas ou beneficiários finais de uma companhia podem votar em todas as decisões a serem tomadas e/ou delegar as decisões a um executivo ou rede de executivos para cada tema.

Contudo, não de maneira ampla e por tempo de mandato e, sim, de forma específica e dinâmica, tema por tema, revogável a qualquer tempo.

Viveremos em um mundo com bem menos necessidade de centralização de poder, pois poderemos, tecnologicamente, operar de forma mais peer-to-peer, descentralizada, sem que as organizações se tornem um caos desgovernado e anárquico.

E com registros imutáveis, todas as suas decisões como gestor serão registradas, analisadas, comparadas e automatizadas. O Jupter, um ecossistema de inovação em Curitiba, está desenvolvendo, prototipando e testando um sistema de registro de decisões em assembleia de acionistas, conselhos e comitês. As decisões, registradas na blockchain, são verificáveis por qualquer participante.

Atualmente em fase de testes, esse sistema permite a criação de moções e votações a qualquer tempo, com registro distribuído dos votos, de maneira que o histórico da vida societária da empresa possa ser analisado por um computador.

Em um mundo em que são cada vez maiores os riscos reputacionais e a hiperexposição, será possível, por exemplo, avaliar a quantidade e a qualidade de decisões tomadas e seu impacto na valorização de longo prazo, bem como avaliar quem são os melhores tomadores de decisão para cada área/assunto/ fórum e até automatizar a tomada de decisões com inteligência artificial.

Blockchain é um dos dez fatores de pressão da nova economia sobre a governança, apresentados pelo livro ‘’Governança & Nova Economia’’.

As tecnologias descentralizarão processos de tomada de decisão coletiva abrindo um novo universo de estruturas, jogos de poder, formatos e incentivos que afetarão a governança e o compliance tanto em organizações como em startups.

 

*Anderson Godzikowski é investidor, advisor e conselheiro de Administração e membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios. Bruno Dequech Ceschin é Co-founder, CFO da Jupter e membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios.

Consenso a partir do dissenso na busca do sustentável

A arte de encontrar o consenso a partir do dissenso

  * Norman de Paula Arruda Filho

Há alguns dias, presenciei emergir em sala de aula mais uma daquelas discussões saudáveis sobre o que são verdadeiras atitudes sustentáveis. A habilidade de se expressar, a pluralidade dos pontos de vista e a capacidade de avaliar de forma crítica com base em argumentos sólidos são características que aprecio muito e que, portanto, procuro incentivar em minhas aulas.

 Assim, enquanto vejo os alunos engajados e instigados a opinar, questionar e criticar, sorrateiramente deixo as vozes correrem soltas e apenas observo. Mal sabem eles que, para mim, esse é um momento de grande aprendizado e satisfação.

 Na vanguarda pela educação para a sustentabilidade já participei de muitas dessas discussões. Ainda em 2004, estive com o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, em um importante evento da iniciativa Pacto Global que busca inspirar empresas a adotarem princípios mais responsáveis; em 2006, reuni-me com outros reitores de universidades do mundo todo para traçar os Princípios da Educação Executiva Responsável (PRME); conheci Ban Ki Moon, também ex-secretário-geral da ONU em 2015, no lançamento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável; e no ano passado, estive com outros diretores de escolas em um evento comemorativo dos dez anos do PRME, onde pensamos os novos passos da iniciativa rumo ao horizonte 2030.

 Portanto, para mim, ver os alunos discutindo sustentabilidade é um retrato de como toda essa concepção está sendo entendida pela sociedade. Ao escutá-los avaliarem as iniciativas das empresas, questionando o que é de fato legítimo ou não; vê-los defenderem mudanças estruturais nos modelos de gestão seja na esfera pública ou corporativa; e principalmente, presenciar discussões sobre os modelos de ensino e a importância da disseminação da educação e da cultura para a sustentabilidade representa uma conquista.

 Mostra o quanto evoluímos das resoluções do Relatório de Brundtland para um mundo em que o pensamento sustentável e, consequentemente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável fazem parte não somente da agenda dos Governos, das empresas, das escolas e da sociedade civil, mas principalmente, são parte do cotidiano das pessoas.

 A grande questão é que o termo sustentabilidade começou sua trajetória cercado por enigmas que somente grupos específicos sabiam lidar. Atrelado ao cunho prioritariamente ambiental foi por vezes mal interpretado, mal compreendido e até mesmo maquiado (o famoso greenwashing). O desenho do tripé que atribuiu o mesmo peso aos eixos social, econômico e ambiental veio facilitar o entendimento comum da abrangência da sustentabilidade e a importância desse equilíbrio. Porém, essa ainda é uma visão limitada.

 Principalmente se considerarmos as colocações de ecossocioeconomista, Ignacy Sachs, que de forma extraordinária, nos mostrou que há muitas outras dimensões a considerar. Para Sachs, há ainda questões culturais, ecológicas, territoriais, políticas e planetárias que representam implicações nesse caminho para o equilíbrio.

 Por isso, mesmo já ultrapassado 30 anos do que ficou conhecida como a primeira definição do conceito de desenvolvimento sustentável, isso está longe de ser unanimidade. O que particularmente, acho ótimo!

 Tanto o conceito quando o que representam as práticas do ideal sustentável ainda precisam ser construídos. Assim como observado pelo pesquisador Steven Johnson, as boas ideias surgem da colisão entre palpites que se unem para formar algo maior, porém precisam de tempo para amadurecer (vídeo “Como surgem as boas ideias”). Por isso, acredito na riqueza dessas discussões sejam elas nas salas de aula, nos corredores das empresas ou nas mesas de café. O importante é a combinação das ideias em uma construção contínua e coletiva, pois é no dissenso que encontraremos o consenso para um mundo mais justo e responsável.

 Um dos meus exercícios favoritos nas aulas de mestrado é convidar os alunos a reconstruírem o conceito de desenvolvimento sustentável. Há sete anos levamos mais de duas horas para chegar a um consenso. Na última turma de 2017, em trinta minutos tínhamos uma resposta. E quer saber qual a palavra mais recorrente em todas as novas definições encontradas? Transformação.

 Afinal, o que é encontrar o consenso a partir do dissenso senão experienciar um processo de transformação. É exatamente isso que encontro ao observar as calorosas discussões em sala de aula: alunos que evoluem da posição de observadores para – empoderados de conhecimento – se transformarem em protagonistas desse desenvolvimento sustentável.

 *Norman de Paula Arruda Filho é Presidente do ISAE – Escola de Negócios, conveniado à Fundação Getulio Vargas, professor do Mestrado em Governança e Sustentabilidade do ISAE/FGV, e Coordenador do Comitê de Sustentabilidade Empresarial da Associação Comercial do Paraná (ACP).

Transformação humana nas mãos do professor

Professor: Agente de Transformação Humana

 *Ronaldo Cavalheri

Em um momento no qual se fala tanto de transformação digital, no qual a tecnologia imprime um ritmo de mudanças de comportamentos nunca visto antes, será que não estamos deixando em segundo plano a transformação que de fato vai ditar os novos rumos do mundo?

Parece óbvio, mas não é. Além de não ser nada fácil. Estou falando de transformação humana. Estou falando das pessoas que continuam tendo emoções e estímulos com os novos movimentos.

É muita novidade em tão pouco tempo. Nos últimos anos a tecnologia de uma forma ou de outra foi inserida no dia a dia da grande parte da população, o que reflete em novas condutas e um jeito novo para se fazer muitas coisas.

Hoje cinco gerações de pessoas com perfis completamente diferentes, e logo com visões de mundo também muito diferentes, compartilham o mesmo espaço. E daí vem os conflitos geracionais e falta de empatia entre as pessoas.

Eu falo de um mundo conectado pela tecnologia, mas de total desconexão entre as pessoas. Enquanto a evolução tecnológica aponta em uma curva exponencial ascendente, a evolução humana (ou o seu antônimo) representada pelos nossos comportamentos parece formar uma linha contrária.

E fico pensando, como mudar isso? Ainda mais no momento importante e delicado de eleições que passamos no Brasil, no qual temos que tomar uma decisão sobre o futuro do nosso país, sobre o nosso futuro.

E vejo que os próximos governantes irão assumir papéis muito importantes nesse processo de mudanças, mas o trabalho deles não será suficiente, eles não são em número suficiente. E aí acredito ter a resposta, talvez não a única resposta, mas uma importante e impactante resposta.

Podemos mudar isso através da educação. E com certeza agora vem a sua mente que esse é mais um discurso batido. E eu tento me explicar. E se falo tanto de humanização, não tem como não personificar a educação através da figura do professor.

 Segundo Censo Escolar de 2017, somente no ensino básico temos mais de 2,2 milhões de professores no Brasil. É muita gente do bem. E se formos considerar um efeito em cadeia, olhe a progressão geométrica na qual cada professor impacta dezenas de alunos, e se esses por sua vez assumem o seu papel de contribuição na sociedade, de fato conseguimos uma transformação humana.

Vejo o professor como um líder e seu principal papel é formar outros líderes. É um efeito multiplicador. Isso é muito poderoso.

Porém agora eu aumento a responsabilidade desse profissional que tem o desafio diário de promover o conhecimento e as experiências para que seus alunos estejam preparados para a vida. Será que a maneira como esse professor está conduzindo as suas aulas é a forma mais adequada para promover uma transformação humana?

O meu universo é a educação. E eu me sinto uma pessoa totalmente privilegiada por poder promover um ensino com foco no ser humano e na transformação de suas vidas. E posso garantir para você que isso não depende de estrutura, de dinheiro, nem mesmo de formação.

E sim, da maneira como enxergamos nossos alunos. Estamos tratando com pessoas, logo antes de dominar os conhecimentos de matemática, de biologia ou de qualquer outra matéria, precisamos saber lidar com pessoas.

E essa é a chave que precisamos virar para ter uma educação mais significativa e que de fato vai impactar vidas. Quando falamos de educação estamos nos referindo ao topo da pirâmide de valor, sim é algo transformador, é transcendente.

O papel do professor não se limita mais a transmitir conhecimentos e sim ser um facilitador no processo de aprendizagem. Quando falamos de transformação humana os ensinamentos com avaliações objetivas com foco para tirar notas e passar de ano não fazem nenhum sentido.

Cito John Dewey que diz que “a educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.” Logo, se trazemos a realidade para a sala de aula não podemos deixar de fora o elemento humano.

Em um plano de aula passa a ser obrigatório, além de ensinar física ou literatura, também desenvolver habilidades sócio emocionais e competências essenciais para uma vida em sociedade.

E antes de promover isso nos alunos, primeiro os professores precisam ter essas habilidades afloradas. Esse profissional guerreiro cada dia precisa exercer mais sua liderança em sala de aula e servir de espelho para seus alunos.

O aprimoramento das habilidades de comunicação, criatividade, resolução de problemas e gestão de conflitos são essenciais para uma melhor fluidez das aulas.

O relacionamento interpessoal, trabalho colaborativo, a flexibilidade e a empatia passam a ser imprescindíveis para uma experiência mais humana. E a busca por novos conhecimentos, o bom humor e a automotivação combustíveis indispensáveis para encarar todas as mudanças que ainda virão.

O professor deve ser o profissional mais valorizado pela nação e estando melhor preparado e alinhado com o movimento de mudanças, conseguirá maior engajamento e tocar profundamente seus alunos rumo a transformação humana. Lembra do efeito multiplicador?

 

* Ronaldo Cavalheri é CEO do Centro Europeu, primeira escola de Economia Criativa do Brasil