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O mundo paralelo do crime

Na ficção literária já se construiu mundo paralelo no qual tudo seria o inverso deste. Muito mais que reflexo no espelho, onde direito e esquerdo se invertem, naquele hipotético mundo todos os valores também se inverteriam. Lá, virtude seria coisa do submundo, e crime o apanágio dos indivíduos afinados com a “lei”.

Mais ou menos como naquele mundo avesso, cidadão de bem se sente neste país, levado à breca pela corrupção desenfreada nos meios oficiais, fustigado pelo crime organizado, ou não, e tão à vontade que, aos que não rezam por sua cartilha, outro recurso não resta senão a “autoprisão” em que se transformam residências.

 

A insegurança se torna o normal na vida do cidadão contribuinte, trabalhador, empresário, estudante, porque falta ao estado capacidade e, sobretudo, moral para assumir seu papel impositivo contra as forças da degeneração, infiltradas em todo o arcabouço da nação, causando desânimo e desesperança à sociedade, embora números indiquem melhorias quanto ao aspecto macroeconômico.

 

Enfim, é o mundo paralelo do crime.

 

Condenados pela Justiça e recolhidos aos presídios, onde apenas teoricamente estão alijados da sociedade, criminosos exercem o poder de governar seu mundo paralelo – construído à sombra da corrupção generalizada e da condescendência legal – extorquindo, ceifando vidas e levando desespero ao cidadão produtivo e livre de culpa.

 

E tudo se reflete na vida da sociedade que interage com essa anomalia, aos poucos tornada “normal” no processamento da inversão de valores.

 

Bandido ganha espaço na mídia e de todos os lados defesas se lhe oferecem, reivindicando direitos que, na pratica do crime ele não reconhece em sua vítima; vítima que, diga-se de passagem, se perpetua nessa condição, desamparada pelo estado legal e esquecida pelos que defendem os direitos humanos dos criminosos.

 

Até na denominação do criminoso com relação ao tipo de crime praticado notam-se cuidados exagerados, cheios de melindres, muitas vezes faltantes no trato com o cidadão comum, na corrida pelo cumprimento e reconhecimento dos seus deveres e direitos.

Bandido se esconde na prática do crime e é  escondido da sociedade pelo pelo sistema.

Mesmo com a confissão do culpado e comprovação de testemunhas, aquele é apontado como suspeito, como se ainda houvesse dúvidas quanto ao fato. E se aceita a verdade gritante, ainda assim o criminoso não é ladrão, assassino ou homicida, estuprador, traficante, pois agora todos esses delinquentes são “autores”.

 

Estão no mesmo grupo do produtor intelectual, do descobridor, do fundador. No âmbito do direito, onde se fala língua própria, incompreensível para os não iniciados e o mais comum dos mortais, “autor” se encaixa perfeitamente, mas cá fora soa como disfarce fajuto, eufemismo besta e hipócrita ou, porque não dizer, covarde, da parte de uma sociedade que se agacha diante do crime.

 

Ao se referir a criminosos, a polícia tem o cuidado de intitulá-los cidadãos. Que cidadãos? Ao enveredar pelo crime, o indivíduo está, praticamente, a renunciar à cidadania; quando afronta o estado e a sociedade, ele se coloca como inimigo de todos.

 

A exemplo da vítima, cujo anonimato na imprensa é compreensível por razões de segurança, estão a estender esse direito também aos delinquentes. Muitas vezes mascarados diante das vítimas, assim podem continuar diante da sociedade, à qual se nega o direito de conhecer quem age contra sua estrutura.

Cidadão prisioneiro em sua própria casa

Ainda bem que – pelo menos não se sabe – nenhuma entidade defensora dos “direitos” dos criminosos se posiciona contra divulgação de galeria dos “procurados” pela Justiça.to. Da promiscuidade com o mundo paralelo do crime, o que vem não mais é surpresa! NGB

Arte de escrever… ou enganação?

Quem se mete a escrever tem a obrigação de ler ou ter lido textos em quantidade pelo menos igual ao que produz e em qualidade bastante superior, se não quiser misturar alhos com bugalhos e confundir o público leitor, ao qual se deve respeito e boa informação.

Por enquanto o Procon só enquadra textos no que se refere à propaganda enganosa, mas quem escreve deveria ter o mesmo cuidado exigido do industrial ou comerciante ao ser disponibilizado produto no mercado.

Além de levar informação, o texto pode ser espelho para quem na mesma trilha se inicia, tornando-se este também, mais tarde, agente multiplicador na produção de material escrito.

No processo de democratização da comunicação e informação, fenômeno válido e muito bem vindo, escancararam-se os meios e, por estes, um sem número de pessoas se mostra e mostra o que pensa a cada dia, realizando verdadeira revolução na troca de informações e expandindo, ao infinito, a capacidade de se comunicar.

Sabendo-se, entretanto, que qualidade não se manifesta na mesma proporção da quantidade, “empaturra-se” o público leitor com textos medíocres, quando não verdadeiros atentados à língua tal a quantidade de erros grosseiros.

E os autores não são marginalizados ou que não foram à escola! Mesmo entre egressos de cursos de comunicação, detectam-se “profissionais” que fingiram ter aprendido a escrever, ou tiveram professores que fingiram ensinar a escrever.

À falta de autocrítica de alguns se juntem ainda a antiética e desonestidade. No meio de amontoado de palavras sem sentido enxertam trechos estranhos, copiados de celebridades como Albert Einstein, conforme já constatei.

Não percebem a diferença entre a muxiba (seu texto) e o filé mignon (o trecho enxertado) e nem se dão conta do perigo de serem desmascarados, esquecidos de que o surrupiado pode ser facilmente encontrado na internet por qualquer pessoa.

Palavras de uso corriqueiro, semelhantes na grafia e na pronúncia, porém com significados diferentes, são empregadas aleatoriamente, nem se dando os autores ao trabalho de consultar dicionário; erroneamente apelidado de “pai dos burros”, pois ninguém está obrigado a tudo conhecer.

Do alto de sua auto-suficiência, entendem que consulta a dicionário é para os que não sabem, e, quando empregam termos com significado distorcido da idéia que se quer expressar, tais pessoas manifestam convicção de que estão certas em sua sagrada ignorância.

É assim que o hilário povoa textos, ditos sérios, como pedido de cumprimentos (saudar) à dívida ao invés de sua quitação (saldar), muito comum em relatos de pendengas comerciais; ou a legenda em que “Fulana pousou sobre o muro para o fotógrafo”, levando a crer que o objeto da foto fosse borboleta, ou qualquer ser alado, que deixou de voejar por alguns instantes para atender ao fotógrafo.

Em atendimento a reclamações contra buracos nas ruas e rodovias, a administração pública recorre à solução simplista da chamada “operação tapa buracos”. Aí alguns jornais anunciam: “a prefeitura (ou o governo) vai ‘tampar’ buracos…”

Imagine-se a trabalheira e o custo de tal operação, pois “tampar” significa colocar “tampa”, previamente preparada e amoldada à cavidade que se quer tampada; ao passo que “tapar” significa fechar cavidade por meios e recursos diversos, valendo-se até o “de qualquer maneira”.

No campo da gramática a coisa está mais séria, a ponto de o certo assumir ares de errado aos olhos dos menos afinados com ela.

Tudo o que você precisa saber sobre a Trombose Venosa Profunda

Qualquer cirurgia pode aumentar o risco de sofrer uma trombose.

 

Toda pessoa medianamente informada sabe haver riscos em qualquer procedimento cirúrgico. Um dos riscos é a trombose venosa profunda.Entretanto, nem sempre se sabe quais são esses riscos; daí a necessidade de se informar, antes de se submeter a um desses procedimentos, ainda que ´pouco invasivo. Por isso o médico cirurgião sempre solicita exames pré-operatórios, por meio dos quais avaliam-se as condições, se há alguma contraindicação e fatores de risco, como obesidade, tabagismo, doenças genéticas, além de se informar da história clínica do paciente

A trombose venosa profunda (TVP) é um dos riscos de qualquer cirurgia. Caracteriza-se pela formação de coágulos de sangue, que podem se soltar e circular pelas veias. No caso de um coágulo, ou trombo, atingir os pulmões, pode provocar uma embolia pulmonar, casos mais comuns; se atingir o coração, provoca infarto, e se atinge o cérebro, a consequência pode ser um acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Luiz Molina, membro titual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a mais comum trombose venosa profunda é que se forma na região das pernas ou na área pélvica, correspondendo a de 80 a 95% dos casos.

Ele orienta: “Uma boa circulação sanguínea é vital para a saúde. Qualquer cirurgia pode levar a uma trombose, seja ela plástica ou não. Porém, a probabilidade aumenta se há outros fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílula anticoncepcional e histórico familiar, por exemplo, além da complexidade e do tempo da cirurgia”.

É possível prevenir?
De acordo com o histórico clínico, exames pré-operatórios e avaliação do médico, o paciente poderá ter contraindicação absoluta para uma cirurgia estética, por exemplo.

“Porém, quando os exames estão bons e não há fatores de contraindicação, o médico cirurgião irá adotar medidas para prevenir uma trombose, como a prescrição de medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas, caminhadas leves para melhorar a circulação e massagens nas pernas”, explica Dr. Molina.

Em que o paciente deve concentrar a atenção
As primeiras 48 horas após a cirurgia são as mais importantes, pois é neste período que os trombos costumam se formar. Mas, isso pode acontecer até 14 dias depois do procedimento.

“Cerca de metade dos pacientes não sentem nada até que o coágulo se desprenda e atinja outra parte do corpo. Porém, é preciso ficar atento aos sinais e sintomas, como inchaço, dor, vermelhidão, aumento da temperatura e endurecimento da musculatura das pernas ou da região pélvica”, ressalta Dr. Molina.

Trombose é emergência médica
Ao apresentar qualquer um dos sintomas, é preciso procurar um pronto-socorro imediatamente. A trombose venosa profunda é uma emergência médica. O tempo entre a manifestação dos primeiros sintomas e o início do tratamento pode fazer toda a diferença para um bom

 

desfecho do quadro.

Alguns fatores de risco para a TVP
Além das cirurgias em geral, veja abaixo outros fatores de risco para a trombose venosa profunda:
• Obesidade
• Sedentarismo
• Tabagismo
• Gravidez
• Longos períodos sem mexer as pernas (viagens longas)
• Imobilização, pessoas acamadas
• Uso de hormônios, como pílulas anticoncepcionais
• Histórico familiar
• Problemas circulatórios (varizes)
• Câncer
• Doenças genéticas ou autoimunes que alteram a coagulação sanguínea
• Idade acima de 40 anos.

Adaptação: NGB

FONTE: leda@agenciahealth.com.br

Batata doce: delícias da cozinha para a mesa

Como já dito em outra ocasião, aqui mesmo, a batata doce saiu da obscuridade midiática em que se encontrava, mesmo depois de arrancada da obscuridade da terra, sua origem.

De repente, ela entrou no cardápio, sem qualquer constrangimento de ser batata doce.

Praticantes de esporte foram os primeiros a inclui-la no cardápio, informados sobre as propriedades nutritivas, a favorecer massa muscular ausente de gordura.

Aliadas a essa característica, apontam-se particularidades positivas contra a prisão de ventre, pró eliminação de metais pesados – mercúrio, por exemplo – na prevenção contra o câncer, além de controlar o açúcar no sangue, embora seja um carboidrato.

As vantagens e benefícios proporcionados pela batata doce não se restringem a estas aqui citadas, as mais importantes, havendo muitas outras, cujo relato tornaria enfadonha a leitura.

 

RECEITAS DE BATATA DOCE

1 – Chips

Adquira algumas batatas doces, não importa a cor (ela se apresenta em várias cores). Bem lavada e secas,, não presisam ser descascadas. Primeiro, devem ser cortada em rodelas finas e colocadas sobre o prato do micro-ondas, previamente forrado com guardanapo de papel dupla face. A função do papel é absorver toda a umidade da batata. As rodelas devem ser colocadas lado a lado e nunca empilhadas. Se quiser algum tempero, pode ser usado a gosto. Preparado o prato, ele deve ser levado ao micro-ondas por 5 minutos; depois disso, o prato deve ser retirado, para que as rodelas sejam viradas e, novamente, levadas ao forno mais 3 minutos. Estão prontos os chips.

2 – batata doce assada

Primeiramente, cortar as batatas na forma de palito, colocando-as lado a lado sobre uma assadeira. Se quiser, pode usar algum tempero; a critério e gosto de cada um. A assadeira deve ser levada ao forno comum, por 25 minutos, à temperatura de 180o . Está pronta a batata doce assada.

3 – Batata doce cozida no micro-ondas

O primeiro cuidado é furar as batatas com um garfo. Isso deve ser feito em toda a extensão de cada batata. É para se evitarem explosões da casca, que acontecem dentro do micro-ondas com qualquer alimento recoberto de pele ou película. Além disso, serve para ajudar no

cozimento. Devidamente preparada , deve ser levada ao micro-ondas por 3 minutos; ao fim desse prazo, elas devem ser viradas e levadas por mais 3 minutos ao forno micro-ondas. Se a batata não estiver bem macia, leve-a de volta ao forno, por mais algum tempo.

Batata doce: patinho feio vira cisne na mesa!

Enquanto jaz debaixo da terra, um esqueleto nada provoca entre os da superfície. Mas basta que venha à luz do dia, para que a imaginação se solte em torno de si, buscando-lhe a história ou arranjando-lhe uma. Já teve vida, representa morte e volta a agitar vidas.

A batata doce, arrancada da terra para dar vida, continuava enterrada, sem fama e sem badalações em torno de si, até que, há poucos meses, descobertas científicas provocaram a remoção da poeira do descaso, que a cobria.

Eis que, de repente,  a batata doce,  patinho feio entre os tubérculos ganha contornos e fama de belo cisne!

Segundo se anuncia, a batata doce tem a propriedade de ajudar no ganho de massa muscular, sem o acompanhamento da indesejada gordura. É justamente o ouro buscado pelos cultores do corpo esbelto!

Quem diria, há mais tempo, quando era desprezada como coisa sem valor, até mesmo acusada, e, por isso discriminada, de provocar gases inconvenientes.

Plantada em qualquer quintal, sem requerer cuidados especiais, era a batata doce o pão dos pobres, no café da manhã; frita, podia ser a carne no almoço e no jantar.

Ganhava mais notoriedade nas festas juninas, quando era mais consumida, depois de assada na fogueira.

Tudo mudou depois da descoberta nos laboratórios. Virou alimento saudável, a disputar atenção de nutricionistas. Rica em antioxidantes e de baixo poder calórico, a batata doce é um carboidrato de baixo índice glicêmico, que tem forte poder anti-inflamatório.

 

flor da batata doce no formato de bela campânula

A nova onda, na crista da qual aparece a batata doce, é pauta para jornais, assunto para programas de televisão e conteúdo para blogs e páginas de sites na internet.

Com tanta atenção sobre si, a demanda cresce, provocando acréscimo de 50% à área plantada, em todo o Brasil, país tropical, grandemente favorável à sua cultura.

plantação de batata doce

 

 

 

 

A batatinha que se cuide…

Para continuar na onda, apresentaremos algumas receitas de batata doce, em outros posts.

Crise é como tempestade constante na vida brasileira

​O assunto dominante, no momento e em geral, é a crise, essa figura mais  ou menos constante na vida dos brasileiros, desde que se entenderam como tais, ainda sob o jugo do elemento colonizador. Enquanto cidadãos de outras nações veem crises como sobressaltos na calmaria do oceano, nós, tupiniquins, temos a calmaria como breve suspiro durante a tempestade constante na vida brasileira.

Não há nem como se adequar à normalidade econômico-financeira,  altamente fugaz, mas o suficiente para o deslumbramento consumista, tal qual o da cigarra gastadeira da fábula. Quando se está no auge da farra, lá vem um fato desmancha prazer e… acabou-se o que era doce!

Essa situação instável faz do brasileiro um dançarino na corda bamba, talvez a razão pela qual seja também considerado muito inventivo, forçado  pelas necessidades de sobrevivência.

Contudo, sua capacidade de sair de situações desconfortáveis é frágil, destituída de senso crítico na escolha do que melhor lhe convém. Devido a isso, muitas vezes, resolve problemas semelhantes do colega e amigo, mas não consegue resolver o seu.

Mas, se a crise traz angústia, em compensação e de acordo com a filosofia oriental, é nela que se mostram oportunidades.

A oportunidade

E ao falar de oportunidade, esta é cada vez mais presente na internet, a formidável ferramenta, de onde se extrai quase tudo que se quer, e também onde quase tudo se pode expor.

Em se tratando de trabalho, cuja falta atinge grande parte da mão-de-obra e ameaça outro tanto, a internet pode ser a opção para quem se dispõe a encarar novos rumos, ainda que não experiente em negócios online.

A experiência pode ser adquirida com cursos e treinamentos, na própria internet, enquanto o empreendedor alcança seus primeiros resultados. NGB

Trabalho, previdência e aposentadoria digna

O trabalho e suas implicações sociais vêm se transformando, especialmente nos últimos anos, com a introdução de novas modalidades abertas pela informática e pela internet. E trabalho lembra previdência, ou seja, cuidados e preparo para uma aposentadoria digna e bem-estar na velhice. Grandes perdas nos valores de aposentadorias e pensões requerem reflexões por parte de todos, não só trabalhadores formais, com base em expectativas de alcançar a velhice, ainda que, infelizmente, não todos a alcancem.Dependência inoportuna

Desde que criada a Previdência Social brasileira, em 1936, o trabalhador tornou-se dependente dela, deixando aos seus cuidados exclusivos o futuro situado na velhice. Vê-se, atualmente, ter sido mal avaliada a questão, pois se os primeiros segurados não tiveram muitas queixas, os atuais se sentem espoliados,  não recebendo valor justo, em consonância com o que pagaram durante toda a jornada.

Há que repensar a postura diante do futuro, não deixando tão somente à previdência oficial o encargo quanto à aposentadoria e eventuais ocorrências impeditivas do trabalho.

Alternativa à poupança
E aqui entra a previdência privada, não como substituta daquela, porem seu complemento. Entretanto, subscrição de plano de previdência privada esbarra em fator cultural extremamente pernicioso. Brasileiro mediano não tem o hábito de poupar ou investir em si próprio, preferindo gastar seus recursos com supérfluos a empregá-los em algo preventivo.
Espera-se que, para seu próprio bem, o trabalhador repense essa maneira de encarar a questão e passe a ter a previdência privada, voluntária, como reforço à previdência oficial, compulsória. Para isso, ele tem que se reeducar, aprender a controlar seus gastos, fazer escolhas com base em prioridades, permitindo, então, alocar contribuição à previdência privada dentro do orçamento mensal.
A previdência oficial, dentro das expectativas do trabalhador, não é mais a mesma, da qual seus primeiros segurados receberam amparo. Suas possibilidades se reduziram e esperança não há de recuperação, porém de mais perdas para seus segurados. NGB

Blockchain contra maracutaias mediante oportunidade

O texto anterior foi dedicado à liberdade, o maior bem moral inerente à vida humana, mas, paradoxalmente, causa da perdição do indivíduo quando a exerce sem critérios, como se seu direito fosse único ou estivesse acima do que cabe ao seu semelhante.

O gozo da liberdade, em comparação pobre e incoerente com o gosto deste autor, é um jogo no qual o indivíduo responde à pergunta “posso?”, seguida de, “devo?”.

 

 

O livre arbítrio lhe permite responder, afirmativa ou negativamente, à primeira pergunta, em qualquer circunstância, sem que se comprometa, pois nenhuma ação é ou não executada, antes que se responda à segunda, “devo?”.  A ação ou omissão vem depois de respondida esta última. Aí o bicho pega!

O livre arbítrio lhe dá o direito de fazer o que decidir, mas há consequências a enfrentar, em qualquer situação, podendo algumas ser de natureza negativa para si.

Do bom exercício da liberdade nasce a OPORTUNIDADE, ou seja, um conjunto de circunstâncias propícias a uma ideia, a um projeto, que se quer posta em prática, que se quer realizado. Deve estar aí a razão de os Estados Unidos serem considerados o país da oportunidade.

Antes disso, todos sabem, é o país da liberdade! A tecnologia blockchain também traz, em seu bojo, a OPORTUNIDADE como consequência natural da liberdade, que permite ao usuário fazer o que o sistema centralizado não lhe permite, por exemplo, na área financeira.

Existe no mundo, pela primeira vez, além de um país ou nação, um ambiente de oportunidade estendida, indistintamente a todos os indivíduos, independente das fronteiras a que estão circunscritos. É algo extraordinário, jamais imaginado antes que se abrissem as fronteiras da cibernética, cujo maior portal ao alcance da população em geral é a internet.

Ainda que pouco ou mal utilizada pelo indivíduo comum, a internet possibilita a interação global e o contato pessoa a pessoa, a baixo custo, não importando a distância a separá-las. Foi o primeiro grande espaço democrático, em nível mundial, onde os horizontes individuais podem se ampliar, a depender da vontade do conectado, na exploração das oportunidades que a rede oferece.

Pois bem, na internet, a Blockchain escancara as portas para a OPORTUNIDADE! Na área financeira, por exemplo, o Banco Mundial aponta cerca de dois bilhões de pessoas, entre adultos, que não possuem conta bancária, o que representa trinta e oito por cento, da população mundial, alijados da cadeia produtiva, da faixa de dotada de renda primária para manter-se e, consequentemente, à margem do mercado consumidor; dependentes, portanto, de alguma forma de assistencialismo.

Sabe-se que uma economia só é forte quando aberta a um maior número possível de pessoas, cada uma dessas a receber parte da riqueza gerada pelo trabalho. É a riqueza, assim gerada e distribuída, que faz a prosperidade, na contramão de governos populistas, que tentam tapar o sol com peneira, ao fazer redistribuição por meio do assistencialismo.

Infelizmente, a economia global apresenta sérias desigualdades devido ao sistema financeiro que, com toda a pujança e estrutura de que é dotado, revela-se incapaz de incluir populações inteiras. Ainda segundo o próprio Banco Mundial, a prosperidade, no mundo, está em declínio, enquanto cresce a desigualdade.

Essa situação tende a se agravar, se medidas não forem tomadas para se reduzir a faixa marginalizada mediante políticas de inclusão social em todo o mundo. Observe-se, por exemplo, que microtransações, ou seja, operações financeiras de pequena monta, a longas distâncias, no modelo atual, são praticamente inviáveis devido a uma série de injunções.

Se alguém pensar em enviar cinco reais a outra pessoa, no ouro lado do mundo acabará por arrepender-se de ter pensado, tamanhas são as dificuldades, a começar pelo custo. Ao contrário, no ambiente da blockchain, qualquer pessoa pode enviar qualquer valor, para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, a um custo mínimo, sem ter que dar obediência a quem quer que seja.

Se, em razão das muitas exigências, uma pessoa não possui conta bancária, o celular, ao contrário, de fácil acesso à grande maioria, pode ser o seu banco, não necessariamente para armazenamento de moedas digitais, pois todos sabem o que isso representaria.

Usar o celular para armazenagem de criptomoedas seria entregar o ouro aos bandidos, mas como meio de transferência seria o mais cômodo e menos oneroso. Se a pessoa, por muitas razões, não pode usar o meio bancário para remessa de pequenos valores, por meio do celular ele faz a transferência de valor, assim como se faz de uma simples mensagem. NGB

Fonte para toda a série: www.dashbr.com

Blockchain contra maracutaias mediante liberdade

De todas as condições inerentes ao ser humano, desde o nascimento, destaca-se a LIBERDADE, ainda que presa a circunstâncias, a começar das impostas pela natureza.

O recém-nascido, embora limitado pela incapacidade inicial de andar e de falar, goza dessa LIBERDADE e a exerce toda vez que seu organismo tem rejeitos a expelir; grita e esperneia toda vez que algo o incomoda. Não há censura para ele, mesmo que se queira impô-la! Haja fraldas, disposição para os devidos cuidados higiênicos e muita paciência!

Dirão que todas as ações “conduzidas” pelo bebê são determinadas pelo instinto natural. Talvez, em parte, porque à medida que cresce e se desenvolve, a criança continuaria a se comportar da mesma forma, se não entrasse aí o fator educação, por intermédio da mãe que a orienta a se comportar de acordo com as regras e costumes sociais.

Tem início, então, a censura, para que se ajuste o indivíduo às normas da boa convivência entre seus semelhantes, sem as quais a sociedade tende à deterioração.  Mais tarde, com justa razão, a censura será rejeitada quanto à livre expressão do pensamento, porém na interação social, cada indivíduo deve se policiar para não violar direitos de terceiros.

É essa a educação necessária ao exercício da verdadeira liberdade! Aliás, é mesmo devido à falta dessa educação, desde o berço na atualidade, que se agiganta a situação de conflito, nas casas e nas ruas, com tanta violência.

Ainda assim, o indivíduo é livre, ou seja, é dotado do livre arbítrio, tem direito e pode decidir o que quer e o que fazer. Como maior bem moral, a LIBERDADE é dada ao indivíduo, de graça, mas, paradoxalmente, para seu exercício o custo é altíssimo, podendo chegar à supressão dela própria.

Ela é plena para todo indivíduo, mas, este a deve usar com parcimônia e muito cuidado em relação ao semelhante, pois a liberdade de um não é a mesma de todos, no mesmo tempo e espaço. Cada indivíduo a tem, porém há que usá-la com discernimento, sem que entre em choque com os valores e interesses de terceiros, zelando para que a ética sempre prevaleça, pois do contrário entra em campo a compensação como possível reparação aos danos causados.

Essa LIBERDADE, inalienável mas nem sempre possível na vida humana, foi levada em consideração por Satoshi Nakamoto, na fundamentação da blockchain, ambiente tecnológico onde nasceu e circula o bitcoin, a primeira criptomoeda. Por meio da nova tecnologia, qualquer indivíduo, em qualquer parte do mundo pode movimentar qualquer valor, em bitcoins de sua carteira, para quem ele queira dentro do mesmo ambiente.

Não há limites, nada de hora marcada e nem obediência a quem quer que seja, para que ele exerça seu direito. Cada integrante do sistema, na qualidade de detentor de bitcoins e/ou similares, tem total liberdade de usufruir de suas posses em criptomoedas, da melhor forma que lhe aprouver sem que, para isso, meio mundo tenha que tomar conhecimento e intervir.

Experimente-se chegar à boca do caixa de agência bancária e solicitar saque de importância acima do usual. O funcionário, surpreso, quiçá assustado, negará, dizendo que o saque não pode ser realizado, há que combinar a movimentação previamente e coisa e tal; o gerente será informado da pretensão e, talvez, até o Banco Central tome conhecimento de que o fulano de tal, CPF ….., pretendeu efetuar saque de valor X.

O fulano, pelo menos, temporariamente, é dono do dinheiro, mas nem sempre é ele quem decide sobre como, quando, quanto, com que ou com quem ele pode efetuar transações, tendo como objeto o que lhe pertence. Não tem liberdade quanto às finanças, pois está preso a uma série de leis, normas e injunções, que incluem a intromissão de terceiros em assuntos seus.

É-lhe dito que todas as exigências se obrigam para sua segurança e de suas posses, o que não corresponde à verdade, porque o sistema é que teme o colapso, se prevalecer mais liberdade para o cliente. Embora dito seguro e confiável, segurança é o que não há no sistema financeiro, de funcionamento obscuro para a grande maioria da população, além de sujeito a fraudes e manobras determinadas pelo modelo centralizador.

Enquanto persiste esse quadro no setor privado, no lado do governo pode ser mais cruel, o que inclui até bloqueio sumário de contas bancárias, conforme já ocorreu no Brasil.

Por enquanto, o assunto blockchain, no sentido técnico, é restrito a núcleo reduzido de especialistas, mas quanto ao seu impacto sócio-político-econômico já começa a balançar as estruturas de todo o sistema; pouco sobrará do que se conhece. NGB

Blockchain contra maracutaias mediante privacidade

Foram abordados, nos textos anteriores desta série, os princípios: confiança, descentralização, escassez e segurança. Como já foi dito, são sete os princípios em que se assenta a tecnologia da blockchain.

Hoje, o foco estará no quinto princípio, a PRIVACIDADE. No ambiente da interação humana, especialmente nos negócios e questões financeiras, o indivíduo tem que fornecer dados pessoais, algumas vezes até íntimos, conforme já se observou em entrevistas e formulários de recrutamento pessoal em algumas empresas.

Com a internet, essa intromissão na privacidade das pessoas ampliou-se, de forma desmedida, só não avançando com quem resiste à pressão. O pior, além da intromissão, é que os dados colhidos podem ser vendidos, para fins de marketing, sem qualquer autorização dos respectivos titulares.

Se alguém devesse receber, o merecedor seria o seu titular. Este nada recebe e ainda pode acabar vítima, mais uma vez, assediado por propagandas comerciais à custa dos dados pessoais comercializados entre empresas.

Na criação da blockchain, usada, primeira e exclusivamente, para o bitcoin, Satoshi Nakamoto levou em consideração a PRIVACIDADE das pessoas, eliminando a necessidade da coleta de dados delas na rede de operações do bitcoin, quando eliminou a centralização de poder.

A blockchain é pública, porém a pessoa é privada! No comércio regular, mediante dinheiro vivo, as pessoas compram e vendem, anonimamente, sem interferências que comprometam dados pessoais de lado a lado. Nem os próprios nomes são envolvidos na transação. Satoshi Nakamoto, considerando o direito à PRIVACIDADE, reproduziu a mesma regra no ambiente virtual.

A identidade do usuário, na rede blockchain, é sua carteira digital criptografada. Ao adquirir a carteira na blockchain, ninguém precisa fornecer nem seu próprio nome.

A diferença nos dois tipos de transação é que, no comércio regular, há o governo como centralizador, emitindo, distribuindo a moeda e cobrando impostos em cada transação; no comércio com base na blockcain, cuidado com a privacidade se dispensa, em razão da descentralização, ou seja não há nada nem ninguém a controlar os demais.

Tudo é feito por toda a rede. Há uma questão a se esclarecer quanto ao fornecimento de dados pessoais. É obvio que, não tendo ingressado no mercado de criptomoedas e não tendo obtido informações a respeito, pessoas desconhecem o assunto. Entretanto, quem já entrou, fez alguma negociação pode alegar que teve de fornecer seus dados pessoais. Que fique claro não serem cobrados pela blockchain.

Quem faz cadastros, exclusivamente para si, são as exchanges (espécie de corretoras de criptomoedas) que necessitam dos dados para a conversão das criptomoedas na moeda circulante, no caso brasileiro, o real, e transferência do valor resultante para o banco indicado pelo cliente.

É nas exchanges, não na blockchain, que acontecem grandes roubos de bitcoins, de vez em quando divulgados pela mídia.

Setores, que se sentem ameaçados pelo bitcoin e demais moedas do gênero, exploram esses casos, apontando os riscos sem explicar que a blockchain não é envolvida e as exchanges operam sem qualquer vínculo com aquela. Na verdade, eventuais golpes contra as exchanges e pessoas, com propósitos de apoderação de bitcoins, são um alento à campanha movida pelos que sentem ameaçados por aquela moeda digital.

Contra a blockchain é, praticamente, impossível cometerem-se tais crimes. Por isso, recomenda-se não deixar os bitcoins guardados nelas, a não ser por pequenos valores em satoshis (satoshi é a centésima milionésima parte do bitcoin), para pagamento de pequenas taxas cobradas pelas exchanges nas transações efetuadas.

Para segurança dos bitcoins, de cada um, melhor nem deixar a carteira no próprio computador. Tudo pode se perder caso o computador seja hackeado ou se danifique o disco rígido. Existem dispositivos físicos (semelhantes ao pendrive) que guardam a carteira com mais segurança e privacidade.

Na rede blockchain nada existe em termos de dados de cada participante. Vale ainda dizer que cada moeda tem sua blockchain, não querendo dizer que sejam iguais, embora com os mesmos princípios. Diferem umas das outras por alguma variação técnica.

O governo se mete na vida do cidadão e quer saber como ele gasta o dinheiro, violando assim a sua privacidade. As posições se invertem porque o cidadão e sociedade, em geral, é que deveriam cobrar do governo a informação clara, sem subterfúgios, sobre os gastos, como eles são feitos e em que são feitos. NGB