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Blockchain contra maracutaias mediante liberdade

De todas as condições inerentes ao ser humano, desde o nascimento, destaca-se a LIBERDADE, ainda que presa a circunstâncias, a começar das impostas pela natureza.

O recém-nascido, embora limitado pela incapacidade inicial de andar e de falar, goza dessa LIBERDADE e a exerce toda vez que seu organismo tem rejeitos a expelir; grita e esperneia toda vez que algo o incomoda. Não há censura para ele, mesmo que se queira impô-la! Haja fraldas, disposição para os devidos cuidados higiênicos e muita paciência!

Dirão que todas as ações “conduzidas” pelo bebê são determinadas pelo instinto natural. Talvez, em parte, porque à medida que cresce e se desenvolve, a criança continuaria a se comportar da mesma forma, se não entrasse aí o fator educação, por intermédio da mãe que a orienta a se comportar de acordo com as regras e costumes sociais.

Tem início, então, a censura, para que se ajuste o indivíduo às normas da boa convivência entre seus semelhantes, sem as quais a sociedade tende à deterioração.  Mais tarde, com justa razão, a censura será rejeitada quanto à livre expressão do pensamento, porém na interação social, cada indivíduo deve se policiar para não violar direitos de terceiros.

É essa a educação necessária ao exercício da verdadeira liberdade! Aliás, é mesmo devido à falta dessa educação, desde o berço na atualidade, que se agiganta a situação de conflito, nas casas e nas ruas, com tanta violência.

Ainda assim, o indivíduo é livre, ou seja, é dotado do livre arbítrio, tem direito e pode decidir o que quer e o que fazer. Como maior bem moral, a LIBERDADE é dada ao indivíduo, de graça, mas, paradoxalmente, para seu exercício o custo é altíssimo, podendo chegar à supressão dela própria.

Ela é plena para todo indivíduo, mas, este a deve usar com parcimônia e muito cuidado em relação ao semelhante, pois a liberdade de um não é a mesma de todos, no mesmo tempo e espaço. Cada indivíduo a tem, porém há que usá-la com discernimento, sem que entre em choque com os valores e interesses de terceiros, zelando para que a ética sempre prevaleça, pois do contrário entra em campo a compensação como possível reparação aos danos causados.

Essa LIBERDADE, inalienável mas nem sempre possível na vida humana, foi levada em consideração por Satoshi Nakamoto, na fundamentação da blockchain, ambiente tecnológico onde nasceu e circula o bitcoin, a primeira criptomoeda. Por meio da nova tecnologia, qualquer indivíduo, em qualquer parte do mundo pode movimentar qualquer valor, em bitcoins de sua carteira, para quem ele queira dentro do mesmo ambiente.

Não há limites, nada de hora marcada e nem obediência a quem quer que seja, para que ele exerça seu direito. Cada integrante do sistema, na qualidade de detentor de bitcoins e/ou similares, tem total liberdade de usufruir de suas posses em criptomoedas, da melhor forma que lhe aprouver sem que, para isso, meio mundo tenha que tomar conhecimento e intervir.

Experimente-se chegar à boca do caixa de agência bancária e solicitar saque de importância acima do usual. O funcionário, surpreso, quiçá assustado, negará, dizendo que o saque não pode ser realizado, há que combinar a movimentação previamente e coisa e tal; o gerente será informado da pretensão e, talvez, até o Banco Central tome conhecimento de que o fulano de tal, CPF ….., pretendeu efetuar saque de valor X.

O fulano, pelo menos, temporariamente, é dono do dinheiro, mas nem sempre é ele quem decide sobre como, quando, quanto, com que ou com quem ele pode efetuar transações, tendo como objeto o que lhe pertence. Não tem liberdade quanto às finanças, pois está preso a uma série de leis, normas e injunções, que incluem a intromissão de terceiros em assuntos seus.

É-lhe dito que todas as exigências se obrigam para sua segurança e de suas posses, o que não corresponde à verdade, porque o sistema é que teme o colapso, se prevalecer mais liberdade para o cliente. Embora dito seguro e confiável, segurança é o que não há no sistema financeiro, de funcionamento obscuro para a grande maioria da população, além de sujeito a fraudes e manobras determinadas pelo modelo centralizador.

Enquanto persiste esse quadro no setor privado, no lado do governo pode ser mais cruel, o que inclui até bloqueio sumário de contas bancárias, conforme já ocorreu no Brasil.

Por enquanto, o assunto blockchain, no sentido técnico, é restrito a núcleo reduzido de especialistas, mas quanto ao seu impacto sócio-político-econômico já começa a balançar as estruturas de todo o sistema; pouco sobrará do que se conhece. NGB

Blockchain contra maracutaias mediante privacidade

Foram abordados, nos textos anteriores desta série, os princípios: confiança, descentralização, escassez e segurança. Como já foi dito, são sete os princípios em que se assenta a tecnologia da blockchain.

Hoje, o foco estará no quinto princípio, a PRIVACIDADE. No ambiente da interação humana, especialmente nos negócios e questões financeiras, o indivíduo tem que fornecer dados pessoais, algumas vezes até íntimos, conforme já se observou em entrevistas e formulários de recrutamento pessoal em algumas empresas.

Com a internet, essa intromissão na privacidade das pessoas ampliou-se, de forma desmedida, só não avançando com quem resiste à pressão. O pior, além da intromissão, é que os dados colhidos podem ser vendidos, para fins de marketing, sem qualquer autorização dos respectivos titulares.

Se alguém devesse receber, o merecedor seria o seu titular. Este nada recebe e ainda pode acabar vítima, mais uma vez, assediado por propagandas comerciais à custa dos dados pessoais comercializados entre empresas.

Na criação da blockchain, usada, primeira e exclusivamente, para o bitcoin, Satoshi Nakamoto levou em consideração a PRIVACIDADE das pessoas, eliminando a necessidade da coleta de dados delas na rede de operações do bitcoin, quando eliminou a centralização de poder.

A blockchain é pública, porém a pessoa é privada! No comércio regular, mediante dinheiro vivo, as pessoas compram e vendem, anonimamente, sem interferências que comprometam dados pessoais de lado a lado. Nem os próprios nomes são envolvidos na transação. Satoshi Nakamoto, considerando o direito à PRIVACIDADE, reproduziu a mesma regra no ambiente virtual.

A identidade do usuário, na rede blockchain, é sua carteira digital criptografada. Ao adquirir a carteira na blockchain, ninguém precisa fornecer nem seu próprio nome.

A diferença nos dois tipos de transação é que, no comércio regular, há o governo como centralizador, emitindo, distribuindo a moeda e cobrando impostos em cada transação; no comércio com base na blockcain, cuidado com a privacidade se dispensa, em razão da descentralização, ou seja não há nada nem ninguém a controlar os demais.

Tudo é feito por toda a rede. Há uma questão a se esclarecer quanto ao fornecimento de dados pessoais. É obvio que, não tendo ingressado no mercado de criptomoedas e não tendo obtido informações a respeito, pessoas desconhecem o assunto. Entretanto, quem já entrou, fez alguma negociação pode alegar que teve de fornecer seus dados pessoais. Que fique claro não serem cobrados pela blockchain.

Quem faz cadastros, exclusivamente para si, são as exchanges (espécie de corretoras de criptomoedas) que necessitam dos dados para a conversão das criptomoedas na moeda circulante, no caso brasileiro, o real, e transferência do valor resultante para o banco indicado pelo cliente.

É nas exchanges, não na blockchain, que acontecem grandes roubos de bitcoins, de vez em quando divulgados pela mídia.

Setores, que se sentem ameaçados pelo bitcoin e demais moedas do gênero, exploram esses casos, apontando os riscos sem explicar que a blockchain não é envolvida e as exchanges operam sem qualquer vínculo com aquela. Na verdade, eventuais golpes contra as exchanges e pessoas, com propósitos de apoderação de bitcoins, são um alento à campanha movida pelos que sentem ameaçados por aquela moeda digital.

Contra a blockchain é, praticamente, impossível cometerem-se tais crimes. Por isso, recomenda-se não deixar os bitcoins guardados nelas, a não ser por pequenos valores em satoshis (satoshi é a centésima milionésima parte do bitcoin), para pagamento de pequenas taxas cobradas pelas exchanges nas transações efetuadas.

Para segurança dos bitcoins, de cada um, melhor nem deixar a carteira no próprio computador. Tudo pode se perder caso o computador seja hackeado ou se danifique o disco rígido. Existem dispositivos físicos (semelhantes ao pendrive) que guardam a carteira com mais segurança e privacidade.

Na rede blockchain nada existe em termos de dados de cada participante. Vale ainda dizer que cada moeda tem sua blockchain, não querendo dizer que sejam iguais, embora com os mesmos princípios. Diferem umas das outras por alguma variação técnica.

O governo se mete na vida do cidadão e quer saber como ele gasta o dinheiro, violando assim a sua privacidade. As posições se invertem porque o cidadão e sociedade, em geral, é que deveriam cobrar do governo a informação clara, sem subterfúgios, sobre os gastos, como eles são feitos e em que são feitos. NGB

Blockchain contra maracutaias mediante segurança

A internet, para quem cria escorpião no bolso é, verdadeiramente, um campo minado; cheio de vírus, “malwares”, espiões e o diabo a quatro, fora os hackers, os piores inimigos com os quais se pode deparar na rede. Quando menos se espera, o computador apresenta problemas que só um especialista pode resolver; softwares intrusos introduzem nele “malwares” , termo genérico a identificar uma série de programas invasivos, que infectam o computador, copiam dados, como senhas e cartões de crédito, destroem arquivos, danificam o equipamento e causam outra série de problemas.

Existem bons recursos para repelir tais intrusos, mas custam dinheiro, o que não é aceitável por boa parte dos internautas, que navegam sem compromisso à procura de bobagens, coisas que não guardaram e nem perderam.   

Infelizmente, essa é a realidade, quando a web deveria ser utilizada para aprimoramento pessoal, mais cultura e até trabalho remunerado. Boa parte dos que acessam a internet, quer é zoar.

Interessante é que têm medo dos riscos que a internet pode oferecer, mas não temem as consequências de suas estripulias nas redes sociais. Armam fofocas, viralizam mentiras, denigrem pessoas, dirigem-lhes insultos. Fazem tudo a que estão acostumadas a fazer, em palavras, na vida real, só que nesta, nem sempre se produzem provas.

Nas redes sociais, a situação é bem outra!

De volta ao tema da série, constata-se que se soma ao medo, acima aludido, o medo relativo às criptomoedas, especialmente o bitcoin, contra as quais se lança toda sorte de acusações. Com justa razão, uma vez que se trata de tecnologia com objetivos revolucionários, especialmente, na área financeira, pessoas têm um atrás quanto ao que pode acontecer com o seu dinheiro, quando aplicado em criptomoedas.

Querem saber a quem responsabilizar por perdas, se há seguro para tais aplicações, etc. Diante disso, há os que alimentam ainda mais as dúvidas e suspeitas; são pessoas e setores, que defendem seus próprios interesses e não desejam que a população migre do atual sistema para o novo e revolucionário, possibilitado pela blockchain.

Espalham por aí que a atividade é suspeita, perigosa, que as pessoas podem perder seu dinheiro. Algum risco pode haver, pois se sabe que os agentes do mal estão sempre a postos, em busca de meios com que atacar qualquer sistema. Entretanto, do lado do bem, esforços são contínuos no sentido de fazer evoluir a bockchain e dotá-la, sempre de maior segurança.

Atualmente, a blockchain do bitcoin é a maior implementação civil do PKI, ficando abaixo somente da implementação militar do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. PKI, em modo mais compreensível, é um sistema complexo com base na criptografia que, por sua vez, consiste em “princípios e técnicas empregadas, para cifrar a escrita, torná-la secreta, ininteligível aos que não tenham acesso às convenções combinadas, a criptologia.”

É uma segurança rígida, porém restrita ao sistema em si, sem extensão à exterioridade, onde se situam os usuários das criptomoedas e, consequentemente, da blockchain. Como já foi dito, o ambiente da blockchain, onde as criptomoedas são transacionadas, é aberto e descentralizado, ou seja, distribuído entre usuários, que podem detectar qualquer tentativa de violação dos códigos de segurança, independente do próprio sistema, que processa tudo automaticamente.

Sendo uma rede descentralizada ou distribuída, fica evidente que não existe um controle central, uma instituição ou entidade empresarial no controle da rede. As transações são feitas de pessoa a pessoa, sem qualquer intermediário. Assim sendo, detentor de qualquer criptomoeda pode transferir valores para qualquer carteira, em qualquer volume, a qualquer hora do dia ou da noite, sem que tenha de dar satisfação a quem quer que seja.

É o princípio da liberdade posto em prática na área financeira! O perigo de perda das moedas está restrito ao comportamento de seu possuidor. Ele detém a custódia do ativo, é seu próprio banco e, por isso, cabe a ele e somente a ele a manutenção da SEGURANÇA do que lhe pertence, no mundo virtual.

Cada possuidor de bitcoin, ou de qualquer outra moeda do gênero, recebe duas chaves em forma de extenso código, uma aberta (o endereço), que pode ser exibida a qualquer um, e outra secreta, que deve ficar fechada a sete chaves por seu detentor. Por isso, quem detém criptomoedas deve manter o conteúdo de seu computador sob SEGURANÇA.

Antivirus e outros softwares específicos são necessários, para que o computador não seja invadido e tenha as criptomoedas sequestradas. Aqui reside um segredo: não se deve confiar em softwares gratuitos para isso.

A assinatura anual de bom sistema de antivírus pode livrar a pessoa de graves prejuízos, sem esquecer que as criptomoedas podem ser armazenadas em dispositivo específico, à parte, semelhantes ao pendrive.

Havendo perda de moeda ou da chave privada, o prejuízo é irreversível, ou seja, definitivo. Não há recuperação! NGB

Blockchain contra maracutaias mediante escassez

Você, que leu os dois textos anteriores da série, deve ter percebido que eles não se prendem às questões técnicas, que envolvem a aplicação da tecnologia blockchain quanto à emissão, transação e validação do bitcoin, bem como de suas mais de mil congêneres. A parte técnica, bastante complexa, por isso mesmo mais facilmente compreendida pelos profissionais e estudiosos da área, é tratada em outros círculos.

Abordam-se, por ora, tão somente os princípios que nortearam a criação e assim prosseguem no desenvolvimento da tecnologia, com vistas a um ambiente de gestão confiável para as mais diversas atividades humanas, a começar das finanças.

A confiança, apresentada no primeiro artigo, é fator imprescindível na interação humana, em quaisquer circunstâncias, não prosperando, a contento, os diálogos que denunciam qualquer desconfiança em relação à pessoa ou seus objetivos. Graças à aplicação, de forma segura, de conhecimentos profundos em matemática, ciência da computação e criptografia, tornou-se possível fazerem-se transações entre pessoas desconhecidas que, obviamente, não confiam entre si.

O bitcoin, primeira criptomoeda, a circular na internet desde 2009, é prova robusta da confiabilidade demandada. Se confiança é fator imprescindível nas relações humanas, em todos os sentidos, a centralização do controle e do poder de decisão é fator que a inibe, razão pela qual, provas e mais provas se exigem e se dão a cada permuta de interesses, em todos os setores da sociedade.

A distribuição ou descentralização desse controle, tornada realidade pela tecnologia blockchain, permite transparência, a todo o momento e a todas as pessoas, no sistema, que invalida qualquer intervenção ou tentativa de fraude.

Quando se fala de valor em bens materiais, o ouro se destaca por seu alto preço que, para muitos, se deve ao seu brilho e beleza, fatores significativos na composição do seu valor, mas não os principais. Seu alto preço se deve, primeiramente, à sua escassez, depois à sua utilidade e sua incorruptibilidade, quase absoluta.

É a ESCASSEZ, principalmente, que determina o valor de algo. Quando o governo emite mais moedas, aumentando o meio circulante, ocorre a inflação e a moeda perde valor. A criptomoeda (bitcoin e similares), criada pela tecnologia blockchain tem seu número de unidades definido, de início, sem que essa meta possa ser alterada.

Do bitcoin são vinte um milhões de unidades, das quais cerca de dezesseis milhões já foram mineradas, mas o que falta ainda levará cento e vinte dois anos para ser minerada, uma vez que crescem, progressivamente as dificuldades de mineração e, consequentemente, reduz-se o número de unidades mineradas. Certamente que quem vive hoje não alcançará a mineração do último bitcoin.

Diante da demanda e da escassez, que crescem, há forte tendência de valorização dessa criptomoeda, o que é estimulante para quem a tem como reserva de valor.

De volta à blockchain, assunto principal desta série, há que se preparar para grande impacto, que a nova tecnologia provocará na vida de cada um, pois, com ela novas classes de ativos podem ser criados, bem como outros tipos de negócio. Para desespero dos políticos, até mesmo um sistema de governo autônomo é possível.

Sendo a tecnologia blockchain um sistema descentralizado, sem qualquer ingerência de governo ou instituição, pode-se usá-la em bancos, em eleições, em registros públicos, provas de identidades e muitos outros casos. Atividades e empregos desaparecerão. Veja-se o caso de registros públicos.

Atualmente, a forma mais confiável de se fazer a transação de um ativo é por meio de um banco, companhias de cartão de crédito, cartórios ou entidades governamentais. Isso pode ser substituído pela blockchain com serviço mais rápido, altamente confiável e a um custo muito inferior.

Pessoa física ou grupo tecnocientífico, não se sabe, Satoshi Nakamoto criou a blockchain e o bitcoin, eclipsando-se, em seguida, sem deixar rastros de sua verdadeira identidade. Conjetura-se, agora, sobre o porquê desse comportamento, presumindo-se que se sabia, desde o início, do impacto que a tecnologia blockchain provocaria.

Ainda que represente a libertação de toda a sociedade humana em relação a obstáculos, às vezes, considerados intransponíveis por força dos que, atualmente, detêm o controle, é verdade que a nova tecnologia contraria interesses irrenunciáveis em muitos setores, por todo o mundo.

 

Não seria gênio o criador da blockchain e do bitcoin, se a vaidade lhe subisse a cabeça, revelando-se ao mundo em busca da notoriedade. No presente caso, anonimato significa menos riscos e vida mais longa!

Blockchain contra maracutaias mediante descentralização

Na semana passada, falou-se aqui sobre a CONFIANÇA, um dos sete fundamentos, ou sete princípios filosóficos, como querem outros, em que se assenta a tecnologia blockchain. Confiança é o que falta nas atividades e negócios da sociedade humana, razão pela qual há fracassos na disseminação de ideias, desenvolvimento de uns e consolidação de outros projetos.

A blockchain, por sua transparência e acesso aberto a quem assim deseje, inspira a confiança necessária para que, por seu meio, se realizem transações em criptomoedas, por exemplo, o primeiro objetivo atingido com a sua criação.

Entretanto, a nova tecnologia se presta a resolver múltiplas questões concernentes às atividades humanas, não se prendendo tão somente às criptomoedas ou moedas digitais. Ela tem o poder de revolucionar e mudar a organização da sociedade humana, levando-a a outro patamar de desenvolvimento, embora possam surgir resistências pontuais e isoladas que, afinal, não contarão com força necessária para impedimento.

Pessoas e setores, favorecidos pela obscuridade na qual se mantêm muitos negócios e situações, não hesitarão em torpedear a blockchain, porém pouco poderão contra a verdade, encerrada na nova tecnologia. Chegada a hora da mudança, esta se fará, debalde esforços em contrário!

A concentração de poderes, a centralização de controles têm permitido e facilitado a manipulação em favor pessoal ou de grupos, impedindo assim que populações inteiras se beneficiem dos resultados. Para reverter essa situação, que privilegia uns em detrimento da grande maioria, a blockchain decentraliza controles, que passam a ser feitos por todos os participantes em rede, impossibilitando manipulações e fraudes.

Centralizado o poder nas mãos de um ou de pequeno grupo, como acontece nas organizações, tudo pode funcionar de acordo com a vontade e interesses desse núcleo, ficando o restante dos participantes à reboque daquele. Se o poder se concentra nas mãos de um indivíduo ou grupo corrupto, todo o sistema fica vulnerável, sem esquecer que ao hacker, ações invasivas são facilitadas.

Essa é a realidade centralizadora à qual está atrelada a sociedade humana: no mundo, países ricos determinam quem, como, onde se produzem, e com quem ficam as riquezas; nos países, bancos e instituições financeiras controlam toda atividade econômica, bancos centrais controlam emissão de moedas, governos centralizam o poder.

Disseminado o poder numa rede, que envolve milhões, fica praticamente impossível a manipulação e qualquer fraude, pois seria necessária a cooptação de toda a rede, para que intervenções suspeitas fossem realizadas. Conclui-se que a DESCENTRALIZAÇÃO se constitui na característica imprescindível da blockchain, devido à segurança e à confiabilidade que ela imprime ao sistema, tornando-o imune às estripulias, que a competição e ganância humanas promovem.

Há quem diga que a tecnologia blockchain estimularia a honestidade nas pessoas, mas há controvérsias e um pouco de ingenuidade

Man’s Face with a Halo

em quem assim pensa. Pedaço de ferro não se converte em ouro, por ser banhado a ouro! Quem é desonesto não se tornaria honesto com a blockchain; apenas seria impedido de cometer desonestidade. Em outras palavras, faltar-lhe-ia a oportunidade para a ação desonesta, mas no íntimo tal indivíduo continuaria desonesto. Nos casos gerenciados com base na nova tecnologia o que poderia haver seria uma honestidade compulsória, nem mais, nem menos!

Contudo, para o mundo, já seria muito bom; que tudo ficasse às claras, aos olhos de todos, com oportunidades iguais, sem ação dos espertinhos a dar “um jeitinho” em tudo. Quanto a ser honesto ou desonesto é problema de consciência em cada um. O importante é

que a sociedade humana, pelo menos em alguns casos, ficasse livre dos resultados perversos provocados pela desonestidade.

Sabe-se que a blockchain ainda não é definitiva, estando em processo de desenvolvimento, razão pela qual sua aplicabilidade, caso a caso, demanda muitos estudos, o que já se realiza em muitas empresas, instituições e organizações diversas, em todo o mundo.

Dentro dos seus sete princípios fundamentais, a tecnologia blockchain comporta tantas variantes quantas necessárias, em atendimento a igual número de pontos demandantes. Essas variantes permitiram a criação das já mais mil altcoins, como são chamadas, genericamente, as demais criptomoedas, criadas após o bitcoin.

Blockchain contra maracutaias mediante confiança

O assunto do momento é o bitcoin. Mas por trás dele está a blockchain! Ainda que não se saiba bem o que seja, o que se dá com frequência, a qualquer momento e lugar, quando e onde duas ou mais pessoas se encontram: arrisca-se a indagar ou comentar sobre o que, talvez, seja o mais palpitante produto de novas tecnologias. Criado, há cerca de dez anos, o bitcoin é uma moeda digital, circulação exclusiva na internet, sem existência física e descentralizada, ou seja, sem qualquer ligação ou controle de governos, bancos, instituições financeiras.

Este é o grande trunfo proporcionado pelo bitcoin aos seus portadores e usuários e, ao mesmo tempo, dor de cabeça infligida aos governantes; é o fato de a moeda não ter um controle central, não estar ligada a nenhum banco e, principalmente, a nenhum governo. Transações com bitcoin se fazem pessoa a pessoa, não importando em que lugar do mundo cada uma esteja, mediante custo menor e sem interferência de terceiros.

O bitcoin não sofre inflação, estando seu número limitado a vinte e um milhões de unidades e previsto quando será emitido o último. Ao contrário das moedas comuns, normalmente divididas em cem (centavos), o bitcoin se divide em cem milhões de satoshis (nome do criador da moeda), representados por oito casas decimais após a vírgula

Devido a essas peculiaridades, o bitcoin ganhou projeção e valor, tornando-se meio de pagamento para uns e reserva de valor para outros, facilitando, em muito, transações excessivamente burocráticas, demoradas e onerosas, pelos meios ordinários conhecidos. Seu sucesso ainda fomentou o surgimento de outras criptomoedas, que atualmente se elevam a mais de mil.

Mas, a dualidade de tudo neste mundo ensina que o que é bom para um pode não ser para outro, surgindo daí choques de interesses, conflitos e problemas diversos. É então que surge, por força da mídia, a ideia de que o bitcoin e demais moedas do mesmo gênero estão associadas ao crime, à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas, etc. Isso faz parte dos interesses dos competidores do mundo financeiro e dos próprios governos.

É fato notório que, embora tudo esteja regulamentado sob regras e leis, reina obscuridade no sistema financeiro e nas políticas monetárias, o que possibilita crescimento da inflação, fraudes e até confisco do dinheiro, conforme já ocorreu no Brasil. Aliás, o Brasil é o mais gritante exemplo de campo econômico-financeiro minado por toda sorte de corrupção, fraudes e o diabo a quatro.

Está bastante claro que algo pronto para derrubar toda a engrenagem em funcionamento não pode interessar aos que detêm seu controle; por isso, o medo incutido pela mídia na população, notadamente em pessoas mais simples, de menor grau de instrução. A elas é apresentado o argumento de que o bitcoin e demais criptomoedas estariam ligadas ao crime, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas; argumento fruto da hipocrisia e da falta de argumentação melhor no combate à ameaça vista pelo sistema estabelecido.

Na verdade, o bitcoin, ou qualquer criptomoeda, não está livre de ser usado pelo e para o ilícito, mas isso não faz das criptomoedas parceiras do crime ou seu meio exclusivo. Sabe-se que a rede bancária é usada para as mesmas situações, mas também ela não pode ser acusada de cumplicidade ou leniência em relação a eventual e disfarçado uso de seus serviços para o crime.

Ao contrário do que se tenta fazer crer, o bitcoin é a reação, há muito necessária, mas somente agora possibilitada, graças à matemática pura, computação avançada e a criptografia, aplicadas dentro da rede mundial de computadores, a internet. Dentro de uma rede distribuída ou descentralizada, emitem-se as criptomoedas e se validam transações pessoa a pessoa, sem qualquer intermediário. Em resumo, e paradoxalmente, o bitcoin possibilita transações com extremo grau de confiança entre pessoas, que não se conhecem e não confiam entre si.

Entretanto, não teriam surgido as criptomoedas, o bitcoin à frente, se não fosse a blockchain, tecnologia que lhes é subjacente.

A blockchain é um grande registro público onde, à prova de fraudes, se registram, validam-se emissões e transações do bitcoin. É a grande descoberta que, no século vinte e um, querendo a humanidade, tudo a depender de um controle rígido, em defesa de direitos, estará coberto pela CONFIANÇA do público. Sim, porque a nova tecnologia não se presta a tão somente moedas digitais, estando aberta a possibilidade de sua aplicação em todas as atividades humanas, que requeiram a CONFIANÇA do público.

As eleições, num país, seriam praticamente cem por cento confiáveis, livres de fraude e, portanto, mais democráticas, se realizadas dentro do ambiente da blockchain; os cartórios de registro de imóveis ofereceriam mais segurança jurídica às propriedades, se funcionassem dentro do ambiente blockchain; e ainda o próprio .dinheiro ficaria livre da inflação e das malandragens que o sistema bancário suscita.

Energia solar: vantagens e desvantagens

A tecnologia da energia fotovoltaica, ou seja, obtenção de eletricidade a partir da luz que, no caso, é a do sol, representa um grande avanço em termos de preservação do meio ambiente, redução da poluição e dos gastos individuais com energia elétrica. Contudo, não se pode dizer que essa tecnologia só apresente vantagens; tudo tem seu lado negativo. Mas as desvantagens não a invalidam.

O sol é a grande usina de que humanidade dispõe, desde que esta surgiu na terra. Mas, só recentemente o conhecimento permitiu um aproveitamento mínimo desse potencial, além da luz direta e do calor que o astro proporciona.

Sabe-se toda a energia produzida pelo sol, num segundo, é maior que toda a energia consumida pela humanidade, desde seu surgimento neste planeta. Em outra avaliação do potencial energético solar, especialista afirmam que a energia solar, chegada à terra durante um ano, é mais de quinze mil vezes o consumo mundial de energéticos no mesmo período.

Mas o esforço dos estudiosos em torno do assunto promete superação desses obstáculos, a médio e longo prazo. A humanidade necessita, cada vez mais de energia, porém há que torna-la mais barata e sua produção menos agressiva ao planeta.

Vantagens da energia solar         

  • O uso da energia solar não causa poluição e o processo de produção dos equipamentos inclui pleno controle sobre ela.
  • As centrais de produção gastam o mínimo com manutenção.
  • Os painéis usados na captação da luz solar evoluem, continuamente, para ter mais potência, enquanto seu custo de produção se reduz.  Com isso recupera-se o investimento em menor tempo, algo em torno de cinco a sete anos, bastante razoável uma vez que a vida útil dos painéis gira em torno dos vinte e cinco anos.
  • Em lugares longe dos grandes centros, ou de difícil acesso, a energia fotovoltaica é a grande solução, pois instalada em pequena escala não demanda grandes investimentos em linhas de transmissão.

 

  • O Brasil, país tropical e grande privilegiado por excelente insolação, durante todo o ano e, praticamente, em todo seu território, a produção de energia fotovoltaica vem favorecer regiões isoladas com baixíssima densidade demográfica.

Desvantagens da energia solar

  • De acordo com a situação geográfica, situação climatérica (chuva e neve), além de que durante a noite não há produção de energia, há que se prover meios de armazenamento da energia nos locais, onde não rede de transmissão
  • Países mais distantes dos trópicos, obviamente mais próximos dos polos, são prejudicados durante o inverno, devido à baixa insolação nessa estação.
  • O armazenamento da energia solar ainda é ineficiente, não atendendo, plenamente, as necessidades.

 

ENERGIA FOTOVOLTAICA, A ARMA DO CONSUMIDOR.

Diz a sabedoria popular que a necessidade faz o sapo pular! Se faz o sapo pular, faz o ser humano se virar! E é o que acontece agora, depois de algumas crises de energia decorrentes da irresponsabilidade de governos, preços altos e ainda sobretaxados. Consumidores de energia elétrica partem para solução individual, felizmente já possível graças aos avanços tecnológicos. Ao invés da dependência exclusiva da rede pública, pode o consumidor gerar parte ou toda a energia de que necessita em sua residência, comércio ou indústria.

Aplicável desde há cerca de trinta anos, a energia fotovoltaica se mostra como alternativa, ou mesmo solução em regiões remotas, para atendimento às necessidades de eletricidade no Brasil. A energia fotovoltaica é eletricidade produzida a partir da luz do sol. Quanto maior a radiação solar, maior a quantidade de eletricidade a ser produzida.

Curioso é que, ao contrário do que se pode supor, mesmo em dias nublados ou chuvosos, a energia fotovoltaica pode ser produzida. Explica-se isso pelo fato de a energia fotovoltaica ser produzida a partir da luz e não do calor. No caso do aquecedor solar, para água, sua utilidade vai a zero em dias chuvosos, pois não há calor suficiente. A geração de energia fotovoltaica se faz por meio de tecnologia limpa e sustentável, uma vez que se baseia em fonte renovável e abundante, ou seja, a luz do sol. Dela não resulta poluição e, à exceção das noites, o sol está sempre disponível, ainda que em potencial mínimo em dias de chuva.

Também nesse aspecto, o Brasil é privilegiado, contando com potencial gigantesco em termos de irradiação solar, que deixa para trás toda a Europa. Entretanto, a potência da energia fotovoltaica instalada no Brasil é pouco mais de 1% em relação à instalada no velho continente. Por aí se vê o quanto o Brasil ainda tem a explorar da energia solar para produzir a eletricidade de que necessita.

Considerada a crescente necessidade de energia e a   redução do potencial hidráulico, por razões diversas, incluindo-se os questionáveis alagamentos de terras e deslocamento de populações inteiras, a exploração da energia solar para esse fim deveria merecer mais atenção do governo.

Em lugar dos bilhões de reais direcionados – boa parte desviada via corrupção – para projetos megalomaníacos, incentivo e apoio governamental seriam bem vindos, para aliviar a pressão por mais energia, em razão direta do desenvolvimento socioeconômico.

Copiam-se muitas ideias, válidas e de utilidade em outras regiões do mundo, porém grandes bobagens diante da realidade tupiniquim, deixando de lado o que é, universalmente, válido, a qualquer tempo. Diante desse comportamento anômalo anulam-se condições privilegiadas. O oportuno e favorável é deixado de lado, para se abraçar o incompatível!

 

Mesmo assim, tendo toda uma cultura política de refreamento do desenvolvimento, o país avança na geração da energia fotovoltaica, e, quem quiser conhecer ou ampliar seus conhecimentos sobre o assunto, o Portal Solar – http://www.portalsolar.com.br/ – está aí para esclarecer e até fornecer orçamento para projetos sugeridos. Aqui e ali já se veem instalações da nova modalidade de geração de energia, assinaladas mediante placa amarela com os seguintes dizeres: “cuidado – risco de choque elétrico – geração própria”.

O investimento, ainda considerado alto, tende a cair à medida que a produção dos painéis se ampliar em razão de maior procura, mas já vale a pena para quem consome muita energia, em razão da redução da conta de luz, acrescida da possibilidade de receber créditos pela produção em excesso, que é repassada à rede pública. Quem se lembra do racionamento de energia e dos apagões encontra, na modalidade fotovoltaica, uma forma de contribuir para a superação do problema, no plano coletivo, e para a redução da conta de luz, no plano individual.

Na oportunidade é interessante observar como o avanço do conhecimento e da tecnologia tem contribuído para algumas soluções, em que o indivíduo é o ponto chave. O rádio e a televisão revolucionaram a comunicação de massa, enquanto o telefone, na comunicação pessoa a pessoa, mantinha-se dependente das condições socioeconômicas do usuário, enfim, um objeto de desejo dos ricos. Por muitos anos, assim foi. Veio a internet e, quase ao mesmo tempo, o celular; a web a ampliar a comunicação de massa e a contemplar também o contato pessoa a pessoa, de forma instantânea, enquanto o celular a, praticamente, colocar em contato pessoal a população de todo o planeta.

A comunicação telefônica deixou de ser aquela coisa cara e, por isso, restrita a poucos e a certas circunstâncias, demorada e dependente de intermediária, a telefonista. No campo da energia, veio o aquecedor solar, para reduzir o peso do chuveiro elétrico na conta de luz, além de contribuir para a queda de demanda junto às geradoras de energia. A geração de energia fotovoltaica é a grande conquista a libertar o indivíduo do corporativismo energético! Só falta o dinheiro, que a corrupção levou! NGB

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