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Cigarro? Tô fora!

            Saúde – Alegria – Felicidade

A luta contra o tabagismo, ou contra o cigarro, pelo que representa de ganho de saúde para as pessoas e para a economia dos países, merece decisões mais arrojadas e objetivas por parte das autoridades e de todos quantos têm  consciência do grande mal representado pelo vício de fumar.

Só a proibição dos anúncios, o alerta obrigatório nas embalagens dos cigarros e as restrições de locais para a prática do vício não conseguem reduzir, de maneira satisfatória, o número de viciados e, consequentemente, o de doentes que têm no cigarro a origem de seus males.

A alegria de NÃO FUMAR entre os jovens

Vale a pena romper com algumas comodidades, se sua supressão pode contribuir para que todos tenham mais saúde, especialmente se aliada a uma campanha permanente junto à juventude, principal alvo da indústria tabagista.

É fato notório que, raramente, alguém se inicia no vício do cigarro depois de adulto, pois o poder de sedução tem mais força sobre os jovens, ávidos por novidades e prontos para novas experiências à medida que vão se libertando da autoridade paterna. Por isso campanhas publicitárias em torno do cigarro estão cheias de conteúdo associado ao sucesso, à fama e ao prazer, metas existentes na cabeça de qualquer adolescente saudável, independentemente de sua condição social.

Só proibir o ato de fumar não resolve, e, não precisa ser especialista em nada para perceber que a proibição nesses casos redunda em efeito contrário.

O caminho correto e mais producente, a longo prazo, seria a educação permanente nas escolas. Em duas vertentes essa educação despertaria a consciência dos jovens para a armadilha representada pelo cigarro.

Primeiramente, uma orientação quanto às malícias contidas na propaganda do cigarro, o que seria proveitoso para que aprendessem a  “ler” mensagens publicitárias  de qualquer natureza, antes de decidirem pelo gasto e consumo inconsequentes.

Família com mais saúde SEM O CIGARRO

Em segundo lugar, viria o alerta contra os males provocados à saúde, em aulas proferidas por autoridades no assunto, enriquecidas por depoimentos de fumantes, ou ex-fumantes, convictos de que tiveram sua saúde prejudicada pelo vício de fumar. Seria mais proveitoso ainda que, no recinto das escolas, professores e funcionários se abstivessem do cigarro.

Dessa forma, quem abraçasse o vício seria  consciente dos riscos assumidos, e não vítimas de sedução como a atual geração de adultos e as demais que a precederam. Este seria um trabalho com resultados a longo prazo.

Fora das escolas, a inibição do ato de fumar poderia ser auxiliada por decisão governamental. Sabendo-se que cigarro sem fogo é tão inocente como um revólver sem bala, dificultar o porte do fogo poderia quase restringir o ato de fumar ao recinto doméstico. Ninguém anda com fósforos ou isqueiro, senão para o ato de acender o cigarro.

Bastaria que o governo proibisse a fabricação de isqueiros portáteis de qualquer tipo e limitasse a comercialização de fósforos a somente embalagens de tamanho grande, para uso doméstico. Sem isqueiro e tendo que carregar fósforos, a cujo uso já estão desacostumados, os fumantes não se sujeitariam a portar um trambolho só para satisfazer o vício.

Outro aspecto dessas restrições é que  seus benefícios transcenderiam a questão da saúde individual  no primeiro momento, alcançariam a da natureza e mais uma vez voltaria ao nível humano.

Grande parte dos incêndios nas matas tem início ao se lançarem tocos de cigarros acesos nas margens das rodovias, assim como pela ação direta de piromaníacos, nas mãos dos quais fósforos e isqueiro são armas mortíferas. Todos os anos, por ocasião da estiagem de inverno, os crimes contra a natureza se acentuam com o fo

Outros malefícios do cigarro estão nas queimadas às margens das rodovias

go lançado por  esses irresponsáveis.

Por mais que se divulguem mensagens e apelos em favor da natureza e da vida, na qual estamos inseridos, pouco ou nenhum resultado se tem obtido, pois a cada ano mais espaços nas florestas são abertos com as queimadas insanas. O desequilíbrio ecológico e os danos causados à saúde representam

NÃO ao isqueiro
Fósforos SOMENTE em caixas gigantes

prejuízos imensamente superiores ao bem econômico embutido na fabricação e comercialização de isqueiros e caixas de fósforos, utilizados por qualquer imbecil em qualquer lugar.

A preservação das matas e das nascentes, da vida de muitas espécies e da saúde humana, compensaria em muito uma decisão que a princípio pode ser considerada antipática.

O combate ao vício de fumar e ao uso indiscriminado do fogo, por meio de restrições ao porte de isqueiros e fósforos, seria uma atitude corajosa a merecer os melhores elogios de nossos descendentes. NGB

Respeito aos animais

Para muitos, o conceito de vida é tão restrito a ponto de não a reconhecer no próximo, o que os torna marcados pelas leis da  sociedade humana.

Mas, dentro da mesma sociedade que julga, condena e pune seu semelhante com castigos por crimes praticados contra a vida da própria espécie, praticam-se outros ante os quais, nem de longe, se sentem culpados seus autores, muito embora declamem o Decálogo de Moisés,acentuando-lhe o quinto, “não matarás”.

O citado mandamento não especifica o tipo de vida, levando a compreender sua abrangência  sobre todas as espécies. Entretanto, uma leitura da mesma lei sob o foco do bom senso revela-nos que a ordem é complementada, implicitamente, pela condição “sem necessidade”. Esta condição é visível primeiramente na natureza humana, dependente de carne de outras espécies, ainda que isso seja negado por alguns grupos religiosos e filosóficos.

Em seguida a condição se manifesta  nas ocasiões em que o direito à vida é ameaçado por outrem. Ao indivíduo ameaçado é garantido o direito de defesa, mesmo à custa da morte do agressor, em casos extremos, sem alternativa. Sem necessidade, o “não matarás” é válido para o homem sobre todo tipo de vida.

E isso parece estar sendo finalmente compreendido, a julgar pelos movimentos em favor da preservação das espécies, as leis que protegem o meio ambiente e proíbem a caça indiscriminada, seja para fins de cativeiro da presa ou de abate. Embora ainda haja resistências aos movimentos ecológicos e ambientalistas, a sociedade humana está se conscientizando, a partir de uma nova mentalidade em construção na fase infantil.

O homem de um futuro bem próximo estará mais preparado para preservar o meio ambiente, respeitar a vida dos animais em seu habitat e, enfim, reconhecer que a vida é una e o homem não é dono, mas parceiro de outras espécies na relação com a natureza.

Enquanto isso, espécies que acompanham o homem mais de perto, desde as cavernas, sofrem maus tratos e morrem sob crueldade, sem que algo justifique, se é que existe justificativa para crueldade. Não que faltem leis a proteger também esses animais, mas, enquanto os selvagens têm o IBAMA e a Polícia Florestal na coibição aos crimes, os domésticos e semidomésticos só contam com a distante Sociedade Protetora dos Animais e a boa vontade de um outro cidadão mais consciente. A Lei é ainda acanhada nessa área.

O cão, por exemplo, intitulado “melhor amigo do homem”, nem sempre recebe tratamento condigno com a “honraria” que lhe é concedida. Enquanto jovem, forte e sadio, ainda recebe cuidados. Mas, basta um problema de saúde comprometer o animal, para que o dono o jogue na rua, quando não o mata de maneira cruel.

A tão criticada discriminação contra a mulher transfere-se sob a forma de duro preconceito contra a fêmea canina. E, ironicamente, o sentimento preconceituoso é mais forte por parte das mulheres! Nascer cadela pode significar  morrer envenenada logo a seguir ou en

tão…rua! E o pobre animal será novamente perseguido quando alcançar o ciclo reprodutivo.

Contra os bovinos, o preconceito se inverte, pois entre eles o rejeitado é o touro excedente. Nascer touro num rebanho leiteiro não é o mesmo que nascer homem num harém. Pode significar o abandono e a fome até a inanição e consequente morte. Ninguém protege esses animais contra tamanha crueldade!

E, justamente a espécie responsável pela contenção dos ratos nos seus limites, territorial e populacional, é a maior vítima de preconceitos e maldades. Sem o gato, que pouco exige além de atenção e carinho, o mundo do homem seria um inferno, porque a proliferação dos ratos é algo humanamente incontrolável.

 

 

Mas,  prevalece a ignorância contra os bichanos, sobre os quais muitos nutrem as mais estúpidas crendices; ignorância nascida da inveja pelo fato de o felino doméstico ser o que homem não consegue: LIVRE. Da ojeriza gratuita, preconceitos e prática de crueldades, ainda há  os que saltam para a condição de exterminadores de gatos. E disso se orgulham! NGB