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Mais eficiência no atendimento à saúde pública e privada

Atenção‌ ‌ao‌ ‌paciente,‌ ‌eficiência‌ ‌e‌ ‌lucro: três mantras para o gestor da saúde do futuro

*Armando‌ ‌Buchina‌

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Todo‌ ‌empresário‌ ‌ou gestor sabe‌ ‌que,‌ ‌depois‌ ‌da‌ ‌qualidade de um produto ou serviço,‌ ‌a‌ ‌agilidade‌ ‌no‌‌ atendimento‌ ‌é‌ ‌o‌ ‌principal‌ ‌fator‌ ‌de‌ ‌satisfação‌ ‌do‌ ‌consumidor – ‌além‌ ‌de‌ ‌ser‌ ‌fundamental‌, ‌do‌ ‌ponto‌ ‌de‌‌ vista‌ ‌do‌ ‌negócio,‌ para‌ ‌escalar‌ ‌a‌ ‌operação‌ ‌e‌ ‌torná-la‌ ‌financeiramente‌ ‌rentável.‌ ‌Essa é uma regra que vale para ‌qualquer‌ ‌segmento‌ ‌mas,‌ ‌na‌ ‌saúde,‌ ‌seja‌ ‌ela‌ ‌pública‌ ‌ou‌ ‌privada,‌ ‌prestar‌ ‌um‌ ‌atendimento‌ rápido‌ ‌não‌ ‌somente‌ ‌alavanca‌ ‌índices‌ ‌de‌ ‌satisfação‌ ‌do‌ ‌usuário,‌ ‌como‌ ‌também‌ ‌é‌ ‌determinante‌ ‌para‌‌ melhorar‌ ‌a‌ ‌qualidade‌ ‌de‌ ‌vida‌ ‌dos‌ ‌pacientes, atenuar ‌sequelas‌ ‌e‌, nos casos mais graves, ‌salvar‌ ‌vidas.‌

 

Mas‌ ‌como‌ ‌o‌ ‌gestor‌ ‌de‌ ‌uma‌ ‌instituição‌ ‌que‌ ‌atua‌ ‌com‌ ‌saúde‌ ‌pode‌ ‌alcançar‌ ‌este‌ ‌objetivo e torná-la mais ágil?‌

‌A‌ ‌boa‌ ‌notícia‌ ‌é‌ ‌que‌ ‌a‌ ‌4ª‌ ‌Revolução‌ ‌Industrial,‌ ‌período‌ ‌pelo‌ ‌qual‌ ‌estamos‌ ‌passando‌ ‌desde‌ ‌2016,‌ ‌tornou‌ a tarefa possível.‌ ‌Com ela, veio a‌ ‌transformação‌ ‌digital‌, que está‌ ‌atingindo‌ ‌em cheio o‌ ‌setor‌ ‌de‌ ‌saúde‌ e deu espaço para ‌‌surgimento‌ ‌das‌ ‌tecnologias‌ ‌cognitivas‌ ‌e‌ ‌preditivas,‌ baseadas‌ ‌em‌ ‌inteligência‌ artificial‌; ‌e‌ ‌‌o machine‌ ‌learning. Juntas, essas inovações elevaram  ‌à‌ ‌máxima‌ ‌potência a capacidade de hospitais,‌ ‌clínicas‌ ‌médicas‌ ‌e‌ ‌laboratórios‌ ‌tornar‌em ‌suas‌ ‌operações‌ ‌cada‌ ‌vez‌ ‌mais‌ ‌eficientes e ágeis. ‌

 

Diante deste cenário e respondendo à pergunta feita acima, o ‌desafio‌ ‌de‌ ‌gestão‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌está‌ ‌em‌ fazer‌, com o apoio da tecnologia, ‌um‌ ‌planejamento‌ ‌holístico‌ ‌para‌ ‌manter‌ ‌o‌ ‌controle‌ ‌total‌ ‌sobre‌ ‌a‌ ‌jornada‌ ‌do‌ ‌paciente,‌ ‌de‌ ‌maneira‌ ‌multicanal,‌ ‌fluida‌ ‌e‌ ‌complementar.‌

 

‌A‌ ‌jornada‌ ‌começa‌ ‌já‌ ‌na‌ ‌casa‌ ‌do‌ ‌paciente,‌ ‌onde‌ ‌ele‌ ‌ou‌ ‌seu‌ ‌familiar‌ ‌conseguem‌ ‌interagir‌ ‌via‌ ‌aplicativos,‌ ‌sites,‌ ‌ou‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌painel‌ ‌de‌ ‌controle‌ ‌de‌ ‌clínicas,‌ ‌hospitais‌ ‌ou‌ ‌laboratórios, seja‌ ‌para‌ ‌fazer agendamentos‌ ‌ou‌ ‌para acessar,‌ ‌imprimir‌ ‌ou‌ ‌exportar‌ ‌exames‌ ‌e‌ ‌diagnósticos‌ ‌de‌ ‌forma‌ ‌remota. Os‌ ‌usuários‌  “pacientes”‌ requerem‌ ‌“atenção”‌ ‌à‌ ‌sua‌ ‌saúde‌ ‌mesmo‌ no ambiente ‌virtual, e os gestores precisam saber disso.

Quando‌ ‌se‌ ‌tratam‌ ‌de‌ ‌centros‌ ‌de‌ ‌diagnósticos‌ ‌por‌ ‌imagens‌ ‌ou‌ ‌centrais‌ ‌radiológicas,‌ ‌enviar‌ ‌os‌ documentos‌ ‌previamente‌ ‌pelo‌ ‌site‌ ‌ou‌ ‌app‌ ‌do‌ ‌laboratório‌ ‌e‌ ‌garantir‌ ‌a‌ ‌autorização‌ ‌prévia‌ ‌do‌ ‌convênio‌ ‌é‌ ‌essencial‌, ‌pois‌ ‌propicia‌ ‌mais‌ ‌agilidade.‌ ‌Com‌ ‌todos‌ ‌estes‌ ‌recursos,‌ ‌cria-se‌ ‌tempo‌ ‌e‌ ‌espaço‌ ‌para‌ ‌tornar‌ ‌sua‌ ‌atenção‌ ‌centrada‌ ‌no‌ ‌paciente.‌

 

Alcançar este nível de maturidade é algo difícil?‌ ‌Nós‌ ‌da‌ ‌tecnologia‌ ‌acreditamos‌ ‌ser‌ ‌totalmente‌ ‌factível‌ ‌considerando‌ ‌todos‌ ‌os‌ ‌avanços,‌ ‌plataformas‌ ‌e‌ ‌sistemas‌ disponíveis.‌

Imaginem-se‌ ‌no‌ ‌atendimento,‌ ‌com‌ ‌‌totens‌ ‌já‌ ‌na‌ ‌recepção‌ ‌do‌ ‌estabelecimento‌ ‌agilizando‌ ‌a‌ ‌recepção‌‌ com‌ ‌orientações‌ ‌aos‌ ‌pacientes‌ ‌sem‌ ‌a‌ ‌necessidade‌ ‌de‌ ‌intermediação‌ ‌humana,‌ ‌inclusive‌ ‌com‌ ‌sistemas ‌que‌ ‌utilizam‌ ‌processamento‌ ‌de‌ ‌linguagem‌ ‌natural‌ ‌(NLP,‌ ‌na‌ ‌sigla‌ ‌em‌ ‌inglês)‌ ‌para‌ ‌interatividade‌ homem-máquina.‌

Nurse Hat on White

Com‌ ‌a‌ ‌recepção‌ ‌mais‌ ‌rápida,‌ ‌e‌ ‌o‌ ‌check-in‌ ‌automatizado,‌ ‌o‌ ‌paciente‌ ‌consegue‌ ‌se‌ ‌dirigir‌ ‌ao‌ ‌ponto‌ ‌de‌ atendimento‌ ‌ou‌ ‌coleta‌ ‌de‌ ‌exames,‌ ‌sem‌ ‌que‌ ‌aconteçam‌ ‌interrupções‌ ‌desnecessárias.‌ ‌Durante‌ ‌este‌ trajeto‌ ‌inicial,‌ ‌a‌ ‌equipe‌ ‌médica‌ ‌já‌ ‌está‌ ‌ciente‌ ‌de‌ ‌toda‌ ‌a‌ ‌história‌ ‌médica‌ ‌do‌ ‌paciente, ‌acompanhando‌ ‌a‌ entrada‌ ‌dele‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real‌ ‌nesta‌ ‌unidade‌ ‌de‌ ‌saúde.‌ ‌Eis‌ ‌que‌ ‌entra‌ ‌em‌ ‌cena‌ ‌o‌ ‌prontuário‌ ‌eletrônico‌,‌que‌ ‌funciona‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real.‌

 

Após‌ ‌a‌ ‌realização‌ ‌dos‌ ‌exames,‌ a integração entre os sistemas possibilita que as imagens sejam armazenadas na‌ ‌plataforma‌ ‌e‌ ‌distribuídas‌ ‌para‌ ‌os‌ ‌profissionais‌ ‌pertinentes‌ ‌à‌ ‌área‌ ‌de‌ ‌atuação.‌ Neste‌ ‌caso,‌ ‌o‌ ‌médico‌ ‌especialista‌ ‌em‌ ‌radiologia,‌ ‌por‌ ‌exemplo,‌ ‌pode‌ ‌ser‌ ‌avisado‌ ‌caso‌ ‌haja‌ ‌uma‌ ‌prioridade‌ ‌a‌ ‌seguir,‌ ‌mesmo‌ ‌que‌ ‌ele‌ ‌esteja‌ ‌trabalhando‌ ‌naquele‌ ‌momento‌ ‌em‌ ‌outra‌ ‌unidade.‌ ‌De‌ ‌forma‌ ‌remota, ele‌ ‌inclusive‌ ‌consegue‌ ‌interpretar‌ ‌e‌ ‌analisar‌ ‌as‌ ‌imagens‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌apoio‌ ‌do‌ ‌recurso‌ ‌em‌ ‌3D,‌ ‌podendo‌ optar,‌‌para‌ ‌ganhar‌ ‌tempo,‌ ‌pelo‌ ‌reconhecimento‌ ‌de‌ ‌voz‌ ‌para‌ ‌a‌ ‌realização‌ ‌do‌ ‌laudo.‌ ‌

 

Se‌ ‌a‌ ‌consulta‌ ‌ou‌ ‌exame‌ ‌indicar‌ ‌que‌ ‌o‌ ‌paciente‌ ‌precisa‌ ‌de‌ ‌internação,‌ ‌tudo‌ ‌também‌ ‌pode‌ ‌ser‌ ‌feito‌ pelo‌ ‌sistema,‌ ‌até‌ ‌mesmo‌ ‌a‌ ‌autorização‌ ‌imediata‌ ‌e‌ ‌a‌ ‌prescrição‌ ‌de‌ ‌medicações.‌ ‌Toda‌ ‌a‌ ‌jornada‌ ‌é‌ disponibilizada‌ ‌para‌ ‌acompanhamento‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real‌ ‌pelo‌ ‌gestor,‌ ‌que‌ ‌terá‌ ‌indicadores‌ ‌detalhados‌ de‌ ‌performance‌ ‌para‌ ‌o‌ ‌seu‌ ‌Business‌ ‌Analytics,‌ ‌possibilitando‌ ‌novos‌ ‌insights‌ ‌e‌ ‌melhorias‌ ‌constantes.‌ ‌ ‌

 

Em‌ ‌um‌ ‌mercado‌ ‌cada‌ ‌vez‌ ‌mais‌ ‌competitivo‌ ‌como‌ ‌o‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌privada‌ ‌(de‌ ‌2010‌ ‌a‌ ‌2017,‌ ‌foram‌ ‌abertos‌‌ 1.367‌ ‌hospitais‌ ‌privados‌ ‌no‌ ‌Brasil,‌ ‌enquanto‌ ‌houve‌ ‌o‌ ‌fechamento‌ ‌de‌ ‌um‌ ‌total‌ ‌de‌ ‌1.797‌ ‌unidades‌ ‌dos segmento,‌ ‌segundo‌ ‌relatório‌ ‌divulgado‌ ‌pela‌ ‌Federação‌ ‌Brasileira‌ ‌de‌ ‌Hospitais‌ ‌e‌ ‌Confederação Nacional‌ ‌de‌ ‌Saúde)‌ ‌possuir‌ ‌expertise‌ ‌e‌ ‌tecnologia‌ ‌avançada‌ ‌o‌ ‌suficiente‌ ‌para‌ ‌fazer‌ ‌a‌ ‌gestão‌ ‌correta‌ ‌é essencial.‌ ‌E‌ ‌somente‌ ‌tendo‌ ‌o‌ ‌controle‌ ‌da‌ ‌jornada‌ ‌do‌ ‌paciente‌ ‌é‌ ‌possível‌ ‌garantir‌ ‌uma‌ ‌assistência‌ eficaz, ágil e de qualidade.

O‌ ‌aumento‌ ‌da‌ ‌fluidez‌ ‌dos‌ ‌processos‌ ‌resulta‌ ‌em‌ ‌diminuição‌ ‌de‌ ‌filas‌ ‌para‌ ‌os‌ ‌pacientes‌ ‌e,‌ ‌para‌ ‌os ‌gestores,‌ ‌significa‌ ‌um‌ ‌maior‌ ‌controle‌ ‌da‌ ‌operação,‌ ‌mais‌ ‌rentabilidade‌ ‌e‌ ‌fim‌ ‌do‌ ‌desperdício‌ ‌de‌ materiais.‌ ‌Com‌ ‌maior‌ ‌disponibilidade‌ ‌de‌ ‌recursos‌ ‌humanos‌ ‌e‌ ‌financeiros,‌ ‌os‌ ‌hospitais‌ ‌e‌ ‌clínicas,‌‌públicos‌ ‌ou‌ ‌privados,‌ ‌podem‌ ‌ampliar‌ ‌o‌ ‌número‌ ‌de‌ ‌pessoas‌ ‌atendidas‌ ‌e‌ ‌aprimorar‌ ‌o‌ ‌serviço‌ ‌prestado.

 

A‌ ‌inteligência‌ ‌artificial‌ ‌para‌ ‌melhorar‌ ‌a‌ ‌qualidade‌ ‌de‌ ‌vida‌ ‌das‌ ‌pessoas‌ ‌não‌ ‌é‌ ‌mais‌ ‌uma‌ ‌abstração‌ ‌de‌ filmes‌ ‌de‌ ‌ficção‌ ‌científica‌ ‌e‌ ‌a‌ ‌veremos‌ ‌em‌ ‌ação‌ ‌de‌ ‌forma‌ ‌surpreendentemente‌ ‌acelerada. Assistiremos‌ ‌mais‌ ‌uma‌ ‌transformação‌ ‌promovida‌ ‌pela‌ ‌tecnologia‌ ‌mas,‌ ‌desta‌ ‌vez, ‌podendo‌ ‌ser‌ ‌a‌ ‌chave‌ ‌para‌ melhorar‌ ‌a‌ ‌situação‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌brasileira‌ ‌como‌ ‌um‌ ‌todo.‌ ‌Para‌ ‌os‌ ‌empresários‌ ‌e‌ ‌gestores,‌ ‌ela significará também mais‌ ‌oportunidades‌ ‌de‌ ‌crescimento‌ ‌de‌ ‌negócios‌ ‌em‌ ‌um‌ ‌setor‌ ‌carente‌ ‌e‌ ‌competitivo.‌‌

 

*Armando‌ ‌Buchina‌ ‌é‌ ‌CEO‌ ‌da‌ ‌Pixeon‌ ‌(https://www.pixeon.com‌),‌ ‌uma‌ ‌das‌ ‌maiores‌ ‌empresas‌ ‌brasileiras‌ ‌de‌ ‌tecnologia‌ ‌centros‌ ‌de‌ ‌diagnósticos‌ ‌por‌ ‌imagem,‌ ‌clínicas‌ ‌médicas,‌ ‌laboratórios‌ ‌e‌ ‌hospitais.‌ ‌A‌ ‌Pixeon‌ ‌acredita‌ ‌que‌ ‌conhecimento,‌ ‌tecnologia‌ ‌e‌ ‌inovação‌ ‌podem‌ ‌transformar‌ ‌a‌ ‌saúde‌

NOTA DO EDITOR:  Textos de terceiros não são editados, mas publicados conforme recebidos.

“Velho” ou “idoso”, não importa; o que falta é respeito!

Preconceito disfarçado

De acordo com dicionários, “velho” significa “não ser jovem, não ser novo”; “avançado em idade”, “que tem muito tempo de vida ou de existência”.

Eu prefiro definição bem pessoal, tanto para coisas quanto para o ser humano: velho é o que tem relativo tempo acumulado.

Quanto ao vocábulo “idoso” dicionários registram; “que tem muitos anos de vida”; “velho”; “que ou quem tem idade avançada”.

Como se pode ver, ambos o termos têm o mesmo significado, carecendo de verdade o argumento de que “velho” é termo preconceituoso, significando “estragado”, “mal conservado”, “imprestável”, etc. Se preconceito existe, ele foi criado contra a palavra “velho”, ao substituí-la por “idoso”.

É coisa própria da hipocrisia da sociedade e da ignorância humana, que pretende alterar uma condição mediante troca da palavra que a define.

Com o uso de “Velho” ou “idoso”, em nada se altera a condição de pessoas acima de 60 anos, faixa que se convencionou chamar “idade avançada” ou “terceira idade”, outra bobice criada para mascarar a realidade.

A forma como terceiros e a sociedade afetam, positivamente ou negativamente, a pessoa humana é pelo tratamento, respeitoso ou desrespeitoso, que lhe é dirigido; é pelo reconhecimento ou desconhecimento de seus direitos, não importando aí a idade, podendo ser o infante antes do balbucio das primeiras palavras ou o ancião centenário.

E ao falar em direito e desrespeito a ele, registre-se a canalhice do setor de transporte coletivo de passageiros, no município de Ouro Preto, que se arvora em dono da verdade e acima da lei municipal que, em consonância com o Estatuto do Idoso, estendeu a gratuidade do transporte aos maiores de 60 anos.

O corte desse direito, sim, agride, ofende e afeta, negativamente, a condição dos merecedores da gratuidade, em razão de sua contribuição ao desenvolvimento da comunidade mediante seu trabalho.

Também o fato de a sociedade esquecer-se de que forma o(a) cidadão(ã) participou da força de trabalho do país é deplorável falta desconsideração. Aposentadoria não é profissão e, sim, condição, mas nas coletas de dados pessoais, aposentado(a) figura como opção entre profissões diversas, assim como a mídia classifica, genericamente, aposentado(a) a pessoa que deixou de trabalhar por força da aposentadoria.

Quem era pedreiro, marceneiro, professor, advogado, médico, na ativa, não deixa de ser aquele profissional ao se aposentar, ainda que por força legal seja impedido de exercer a profissão. Que se adicione a condição “aposentado(a)” como extensão à profissão, que é sua marca pessoal até a morte.

Mas, não para por aí o descarte do velho, disfarçado com o emprego dos termos “idoso” e “terceira idade”. Torna-se comum, na mídia, referências a pessoas mais velhas mediante termos como “sinhorzinho” e “sinhorinha”.

Ora bolas, por que não senhor e senhora como nos demais casos? Hipocritamente empregados como modo carinhoso, são, na verdade, formas de diminuir ou desvalorizar as pessoas que, presumidamente, não mais produzem.

Pior ainda quando os mesmos profissionais da televisão, em lugar de “sinhorzinho”, usam “tiuzinho”, diminutivo de “tiu”, que seria “tio”, mas pronunciado incorretamente como o fazem paulistas. “Tiu”, para nós outros, é apelido de cachorro (exceção em Timor Leste, que também fala Português e onde “tiu” é equivalente ao nosso tio (ti-o). Só mesmo os paulistas para dizer “tiu” em lugar de tio! “Tio” ou “tia” é irmão(ã) irmão(ã) do pai ou da mãe em relação aos próprios filhos, como apontam dicionários. Pessoas mais velhas devem ser tratadas e referenciadas por “senhor” e “senhora”, e fim de papo!

O descarte dos mais velhos, feito por meio do tratamento e referência corresponde ao quartinho dos fundos, em ambiente doméstico, construído sob a desculpa de dar mais liberdade ao vovô ou vovó, mas, na verdade, serve para que se evitem “inconveniências”.

Paradoxalmente, quanto maior a família, maior é o isolamento ao qual a pessoa mais velha está circunscrita, quando não internada em “casa de repouso”.

Não é regra geral, porém muito grande é o número de pessoas idosas, nessa situação, depois de muito trabalhar e muito sofrer para criar e educar os filhos.

“Velho” ou “idoso”, tanto faz, assim como pouco a importar o Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, se não há o espírito da compreensão, da solidariedade, do respeito, a considerá-lo, continuamente, integrante da sociedade e não um ser à parte, à espera da morte.

Minha cova, minha morte; por que não o contrário?

 Minha cova, minha morte!

Em outras oportunidades, no passado, o tema um tanto melindroso já foi abordado, mas é tão importante que nunca é demais voltar a ele, ainda que, por sua natureza, possa não agradar a alguns.

Avança-se na segunda metade do mês de outubro para, dentro de alguns dias, se ter o “Dia de Finados”. Assim como em relação a muitos outros assuntos, o que se disser aqui é uma questão de opinião pessoal, não havendo nenhuma intenção de censura a este ou aquele comportamento com relação à morte e procedimentos relativos ao destino final dos restos mortais de qualquer pessoa.

O que pesa na decisão de se tocar no assunto, à vezes polêmico e controverso, é a incoerência entre a pregação da supremacia dos valores espirituais e a prática do “culto” à matéria, algo que muito se evidencia na civilização cristã.

De um lado, a alma, o espírito ou sublime essência do ser, que persiste por toda a eternidade, a requerer toda uma programação de vida útil e coerente com os mais significativos propósitos do bem; do outro, o corpo de carne, a merecer todos os cuidados enquanto morada da Vida, mas que deve voltar aos elementos primários da natureza, tão logo cesse sua função de abrigá-la.

Embora sempre ouçam que o valor do corpo está na vida, que ele contém, as pessoas preocupam-se demais e, cada vez mais, com o que pode acontecer a ele, depois de exaurida a vida. Isso alimenta uma verdadeira “indústria da morte”, desnecessária e incoerente com os propósitos da vida; desnecessária porque o corpo deve seguir o curso natural da dissolução ou decomposição, razão pela qual é enterrado ou cremado, em auxílio ao processo de retorno às origens; incoerente com os propósitos da vida, porque desvia atenção e recursos devidos aos cuidados na preservação da saúde e de atendimento às necessidades mais imediatas.

Sem falar na conduta de vida, especialmente no que toca à convivência com os semelhantes, que teria como propósito a busca da espiritualidade e consciência tranquila na hora da transição, pessoas deixam de ter um plano de saúde, preferindo as agruras do SUS, mas não deixam de ter o plano funerário para toda a família; todos os meses têm a preocupação de pagar a respectiva prestação, assim como têm com as contas de luz, de telefone, etc.

Pergunta-se: é normal? Se visto sob a própria óptica do comportamento humano, muitas vezes irracional, considera-se normal. Porém, sob o crivo do bom senso, isso é insano.  Dir-se-ia estar em busca do suicídio, embora a contragosto!

O dinheiro gasto previamente com a própria morte, em nome de um destino, dito regular e respeitoso, para os restos deixados, poderia ser empregado para melhor alimentação, para frutas, para medicamentos, se não para o lazer e a satisfação pessoal, muito mais importante para si que os primeiros momentos após sua própria morte.

Não há muito tempo, uma pessoa revelou-se preocupada com o fato de não possuir roupa adequada com que preparar o que foi seu corpo para ser enterrado.

Gente, isso é problema para quem fica. Cabe aos vivos isso providenciar! Se não houver roupa, qual o problema de ir pelado ou pelada? Pelado ou pelada é a chegada a este mundo e por que não também a partida?

Enrole-se em jornais velhos e se cubra flores, ora essa! Vão dizer que isso é egoísmo. Pois que seja, cabendo a mim ser o mais egoísta a bater palmas para os meus iguais!

Em vista de tanta coisa interessante e importante na vida, essa preocupação com o pós morte chega a ser ridícula! Tanta preocupação antecipada e não se sabe nem se haverá corpo a ser velado e enterrado, ou cremado.

Ninguém sabe em que circunstâncias a própria vida, neste mundo, chegará ao fim.

Se as pessoas tivessem o hábito de pensar e pensar mais, seriamente, perceberiam que gastar tempo e dinheiro, antecipadamente, tendo como objetivo o destino do corpo que deixar ao morrer, é como armar um estelionato contra si próprio.

Quem já morreu não é dono de nada! Portanto, o corpo que resta pertence aos vivos e cabe a estes dar-lhe o destino final; é obrigação de quem fica cuidar dos restos mortais de quem parte.

Não é nenhum ato de caridade como sugere o celebrante ao final do rito fúnebre: “como último ato de caridade ao nosso irmão vamos conduzir seu corpo à sepultura”.

Ora, isso cheira à hipocrisia! O pobre coitado pagou a conta, que cabia aos que lhe sobrevivem e ainda falam em ato de caridade!

Nesses casos, se ato de caridade há, é para com os próprios circunstantes, porque aquele corpo federá e muito federá, dentro de poucas horas, pondo em risco a saúde da comunidade em volta.

Gente, vamos viver, viver bem de corpo e alma, sem nos importar com a existência da “indústria da morte” e do programa paralelo “minha cova minha morte”!

Trapalhada e indelicadeza tupiniquim diante dos lusitanos

Trapalhada tupiniquim

A mais popular diversão, para quem prefere o sofá antes de se

Flag of Brazil

recolher para o sono de cada noite, é a telenovela, ainda que muitos torçam o nariz, preconceituosamente, rotulando-a como coisa de mulher.

Na verdade, alguns homens criticam mas não dispensam olhadas furtivas.

A telenovela é parte da cultura brasileira, praticamente desde que descoberto o meio eletrônico de transmissão do som. Com o rádio, o povo se ligou às radionovelas.

Aqui, “o povo” é modo de dizer, pois o rádio foi, durante muitos anos, privilégio dos mais aquinhoados, não sendo acessível a todos, como hoje o são quaisquer das tralhas eletrônicas lançadas no mercado.

O proprietário do rádio receptor era obrigado a tê-lo registrado nos Correios e Telégrafos e pagar uma taxa, anualmente. Veja-se que era um aparelho importante; no início, um grande trambolho, geralmente instalado na sala, reduzindo-se de tamanho com o passar dos anos.

Quem o possuía recebia, à noite, pessoas de seu círculo, para ouvir programas radiofônicos, especialmente as novelas. Dentre estas, creio que a de maior sucesso foi “O Direito de Nascer”, ainda nos anos cinquenta, que acabou por empurrar o rádio para a popularização, de fato.

Quando veio a televisão e, com ela, a telenovela, esta ganhou um público já formado pelo rádio. Como já dito, a grande maioria já ouviu ou viu e vê novela. Se assim não fosse, os canais de televisão não a explorariam a peso de ouro no mercado publicitário.

Outro dado a comprovar sua popularidade é o fato de, praticamente, todos os canais abertos exibirem novelas. Falem o que quiserem contra elas, mas as telenovelas continuam sendo o grande filão da televisão.

Não se trata aqui da qualidade do produto, do bem ou do mal que pode causar, porém do poder que tem a telenovela de influenciar! Também eu já fui noveleiro e deixei de ser, unicamente, por ser viciante. Não gosto que algo me prenda – e a telenovela enclausura enquanto dura – por isso deixei de segui-las.

Não tenho nenhum preconceito contra elas, mesmo porque para quem escreve, produz textos, ainda que não do gênero, a telenovela pode ser um exercício, um campo de exploração ou fonte de inspiração. Eu acompanhava a trama e, ao mesmo tempo, divertia-me em paralelo, procurando antever falas dos personagens, cenas e situações do enredo.

Para mim, o único problema é a dependência, levando o seguidor à desatenção para com outros assuntos, até negligência em relação a questões mais sérias.

O que leva à abordagem desse assunto, no momento, é estreia da novela “Ouro Verde”, produção portuguesa levada ao ar, em Portugal, em 2017 e que, agora, chega ao Brasil.  Segundo a publicidade em torno do atual lançamento, além de contar com a participação de atores brasileiros, tem cenas rodadas no Brasil, para onde o personagem emigrou, depois de escapar de um massacre que vitimou toda sua família. Mas, não se cuida de contar a história, pois, para isso, a novela já está no Brasil; basta segui-la.

Entretanto, há um detalhe, na apresentação brasileira da novela, que merece comentário. Como envolve atores portugueses e brasileiros, entendeu a direção do canal transmissor que, no Brasil, não se ouvirá o “sotaque” português, porque se cuidou de unificar as falas de cá e de lá, mediante dublagem da fala lusitana.

Ao mencionar sotaque português já se feriu a suscetibilidade lusitana. Os portugueses alegam, com razão, que eles não falam com sotaque; outros povos lusófonos, sim, especialmente o povo brasileiro. Os portugueses são os pais da língua e é em Portugal que se fala a língua resultante da original. Demais países de fala portuguesa são os que falam diferente, ou seja, com sotaque.

Contudo, na minha opinião, a falta mais grave está na própria dublagem, sob a argumentação de assim a novela ser compreendida pelos brasileiros. Não se sabe se há algum acordo nesses casos, mas de qualquer forma creio ser uma descortesia para com o povo português essa dublagem, pois a estrutura da língua é uma só. O que há é diferença de pronúncia e do significado de alguns vocábulos, nada mais; e o povo brasileiro não é burro!

A prevalecer esse argumento, as novelas gravadas em São Paulo deveriam ser dubladas para que cada região brasileira, onde o modo de falar e parte do vocabulário diferem dos de São Paulo.

A dublagem da fala lusitana, além da descortesia com os pais da língua, tira dos brasileiros a oportunidade de apreciar aquele modo de falar e de corrigir certos vícios, como o gerundismo, essa praga introduzida pelos serviços de telemarketing.   Ainda está em tempo de a emissora corrigir esse tremendo equívoco. Se corrigido, talvez até eu siga a “Ouro Verde”

Beber água é obrigação de quem quer viver!

POR QUE CONFUSÃO MENTAL NA TERCEIRA IDADE ???

Causas de: CONFUSÃO MENTAL NA TERCEIRA IDADE

Arnaldo Liechtenstein, médico.

Sempre que dou aulas de clínica médica para alunos no quarto ano de Medicina, faço a seguinte pergunta:

Quais são as causas que causam confusão mental nas pessoas de terceira idade?

Algum risco: “Tumor na cabeça”.  Eu respondo: Não!

Outros apostam: “Sintomas iniciais de Alzheimer”.  Eu respondo novamente: Não!

A cada recusa, a concorrência está assustada.

E fica ainda mais de boca aberta quando listo as três causas responsáveis ​​mais comuns:

– diabetes não controlado;

– Infecção urinária;

– Desidratação

Parece uma piada, mas não é.  Constantemente pessoas com mais de 50 anos param de sentir sede e param de beber líquidos.

Quando ninguém está em casa para lembrá-los de beber líquidos, eles rapidamente se desidratam.  A desidratação é grave e afeta todo o organismo.  Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento de palpitações cardíacas,

angina (dor no peito), coma e até morte.

Eu insisto: Sem brincadeira!

 Na melhor das hipóteses, esse esquecimento de beber líquidos começa aos 50 anos, quando temos pouco mais de 50% da agua que devemos ter no corpo.  Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.

Portanto, pessoas com mais de 50 anos têm uma reserva de água mais baixa.

Mas há mais complicações: ainda desidratadas, elas não sentem vontade de beber água, porque seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:

Pessoas com mais de 50 anos de idade desidratam facilmente, não apenas porque possuem uma reserva de água menor, mas também porque eles não sentem a falta de água no corpo.

Embora as pessoas com mais de 50 anos pareçam saudáveis, o desempenho das reações e funções químicas prejudica todo o seu organismo.

Portanto, aqui estão duas alertas:

1) * Ofereça o hábito de beber líquidos *.  Por líquidos compreenda água, sucos, chás, água de coco, leite, sopas, geléia e frutas

rico em água, como melancia, melão, pêssegos, abacaxi;  Laranja e tangerina também funcionam.  O importante é que, a cada duas horas,

Beba um pouco de líquido.  Lembre-se disso!

2) Alerta para familiares: ofereça líquidos constantemente a pessoas com mais de 50 anos.  Ao mesmo tempo, esteja atento a eles.

Quando percebem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritados, não têm ar, demonstram falta de atenção.

Eles são quase certamente sintomas recorrentes de desidratação.

Arnaldo Liechtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Educação para pais e para filhos

Palavras do bem na educação dos filhos

 Maristela R. S. Gripp

Fazendo uma comparação com minha cidade-natal, aqui onde moro os dias de sol são raros. Por isso, quando ele aparece, as pessoas correm para os parques. Nesses dias aproveito para caminhar com calma e ver as crianças brincando e aproveitando os dias iluminados.

 

Foi justamente em um desses dias que acompanhei a conversa entre uma mãe e seu filho, com cerca de 10 anos de idade, na pista de caminhada. A cena familiar seria mais uma entre tantas naquela manhã de sol, mas o que me assustou foi a maneira como a mãe se dirigia ao menino.

Enquanto andavam, a mãe falava alto as seguintes palavras: “Você é muito idiota mesmo! Um burro! Um chato!”. Não sei há quanto tempo aquela conversa vinha se desenrolando, nem os motivos, só sei que quando eles passaram por mim, o menino explodiu: “Chata é você, sua burra e feia!”. No mesmo instante, os dois se calaram e seguiram mudos.

Continuei minha caminhada, mas fiquei me perguntando o que leva uma mãe ou um pai a tratar assim um filho? E mais, o que faz uma mãe ou pai ouvir esse tipo de coisa e não responder? Você pode até achar que é um pouco de exagero da minha parte. Afinal, existem xingamentos muito piores!

Tenho a impressão de que os filhos vêm ao mundo para testar os nossos limites e a nossa paciência. Educá-los exige de nós uma constância férrea, mas, principalmente, coerência naquilo que fazemos e dizemos.

Família com mais saúde SEM O CIGARRO

As crianças passam por várias etapas até que possamos considerá-las aptas para o convívio social. Nesse sentido, a família serve de laboratório para os primeiros passos na construção desse ser humano que teremos que entregar ao mundo – sem direito à devolução.

Mas educar exige, antes de tudo, muito amor. Nos choca saber que um pai ou uma mãe foi capaz de atirar o filho pela janela de um apartamento, por exemplo. A violência física parece estilhaçar qualquer resquício de humanidade numa relação que deveria ser pautada pelo amor incondicional.

Entretanto, existe um tipo de violência para a qual nem sempre nos atentamos: a violência verbal. Aquilo que dizemos para as crianças é capaz de destruir aos poucos o seu amor próprio e a confiança nos adultos. A linguagem tem esse poder.

De acordo com a filósofa e educadora Tania Zagury, a criança aprende o que vivencia. Por isso, a criança que passa a vida sendo humilhada verbalmente, aprende a desqualificar os outros e a si mesma. As palavras são carregadas de significados e podem marcar positiva ou negativamente a vida dos nossos filhos.

Quando uma mãe ou um pai trata seus filhos com palavras depreciativas como “idiota”, “feio”, “sujo”, “burro”, “gordo”, “palito”, “chato” ou pior, com palavrões, está passando uma mensagem clara que é assim que se deve tratar as pessoas. Se é isso que você faz com o seu filho ou filha, não adianta ter uma conversa de horas dizendo o contrário. Para as crianças, vale a máxima: “Faça o que eu faço, não o que eu digo”.

Use as “palavras do bem” para valorizar e motivar seus filhos. Valorize o que foi bem feito, comemore o que deu certo, converse com ele sobre aquilo que não deu certo e que precisa ser melhorado. Trate-o com respeito e mostre a ele que todas as pessoas devem ser tratadas assim. Seja o exemplo! Substitua o “burro!” por “Filho, o que você não entendeu?”, “Como posso te ajudar?” ou “Vamos fazer juntos uma vez pra ver se dá certo?”

A educação dos nossos filhos não precisa ser um campo de batalha, um cabo de guerra. Não existem “inimigos” no ambiente familiar, mas, sim, pessoas que se amam, se respeitam e que devem desejar o melhor umas para as outras. Depende de nós, pais, darmos o primeiro passo nessa direção.

Autora: Maristela R. S. Gripp é professora do Curso de Letras do Centro Universitário Internacional Uninter  e pós-graduada em Psicopedagogia.

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Ritmo frenético da tecnologia amplia democratização de acesso ao lazer e informação

Ritmo frenético da tecnologia

A tecnologia avança a passos largos e, enquanto avança, mais conquistas põe à disposição do público, a ponto de não se conseguir acompanhar o ritmo de lançamento de novidades. Entretanto, uma das grandes vantagens trazidas só pequena parcela entre as pessoas consegue       dimensionar.

 

O público mais jovem, justamente o mais ligado às novidades dos últimos anos, nem percebe como se reduziu o tempo entre o lançamento de um produto e sua popularização ou democratização de acesso. Só os mais velhos em idade sabem do quão difícil e demorado foi o acesso ao rádio por parte das camadas menos ricas da população, não se

falando das mais pobres.

Os primeiros rádios eram gigantes, verdadeiros monumentos entronizados nas salas, em volta dos quais a família se reunia para ouvir música e notícias que, antes, demoravam ser conhecidas nos pontos mais longínquos. Mas havia ainda um pré-requisito para a instalação do rádio: a existência da eletricidade com carga suficiente para fazer funcionar o aparelho.

Ainda não havia as grandes centrais elétricas e a energia era produzida por pequenas usinas locais, na maioria das vezes construídas para movimentar máquinas na indústria de tecelagem. Grande parte da população tinha eletricidade em casa, porém limitada a determinada carga de watts, apenas para iluminação.

Havia casas, por exemplo, que tinham seu consumo limitado a quatro lâmpadas de 15 watts, um total de 60 watts. Se houvesse tentativa de acender uma quinta lâmpada, por mais fraca que fosse, o limitador instalado à entrada do imóvel dava um alarme, à semelhança de batidas de martelo, o que lhe mereceu o apelido de pica-pau, dado pela população.

Quando ele soava, toda a vizinhança tomava conhecimento de que, naquela casa, havia uma tentativa de furto de energia; ainda não haviam descoberto o “gato”. Quem possuisse um rádio devia ser cadastrado nos Correios e Telégrafos, devendo pagar uma taxa anual. Até os anos cinquenta tal taxa ainda era cobrada.

Por aí se vê como foi difícil e demorada a democratização do uso do rádio-receptor, a partir da inauguração da radiodifusão no Brasil, realizada em 7 de setembro de 1822, no centenário da independência política do Brasil.

Com a televisão aconteceu diferente. Inaugurada a primeira emissora, em 1950, dez anos mais tarde, várias delas já estavam instaladas e sua recepção alcançava boa parte da população, onde o sinal  chegava. Em 1972, veio a televisão em cores, preço inicial proibitivo, que levou muita gente a acreditar que a nova tecnologia nos televisores jamais chegaria à casa do pobre.

Em pouco tempo, constatou-se falsa a previsão. A partir daí começou o aceleramento das conquistas tecnológicas com o telefone celular, o computador pessoal, a informática e a internet, que pôs o mundo dentro de casa; tudo isso em curto prazo de tempo.

De volta à televisão, há a considerar que, no início, poucos canais eram captados, ampliando-se, em seguida, com a antena parabólica. Em seguida, veio a TV por assinatura, acesso a uma, até duas centenas de canais, preço na base de três dígitos mensais, o que limitava seu acesso a muito poucos.

Essa fase também foi superada porque, pela internet, agora pode-se ter acesso a mais 1.400 canais dentro de uma programação de mais de 10.000 atrações. O acesso pode ser feito pelo computador, smartphone, tablet e televisão, ao custo de 3 dígitos por ano, ou 2 dígitos por mês. Com essa nova modalidade de acesso a TV por assinatura, qualquer pessoa pode ver milhares de atrações, em todo o mundo, podendo-se dizer que assim a televisão por assinatura se equipara ao celular em popularidade.

 

 

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Fiado só amanhã, se você pagar hoje

Como evitar o fiado e reduzir a inadimplência na sua empresa

 *Erik Penna

Tenho participado como especialista convidado num programa de TV e, no último episódio, abordamos como evitar o fiado e reduzir a inadimplência na sua empresa, assunto tão importante para o bom andamento de um negócio.

Segundo o IBGE, 60% das empresas fecham antes de completar 60 meses e o principal motivo é a má gestão financeira. Por isso, costumo dizer durante minhas palestras de vendas que não adianta só vender, é preciso receber. Enumero então a seguir 7 dicas que vão lhe ajudar nesse propósito:

1 – Ficha cadastral
A dica é criar uma rotina de atendimento ao cliente, desde a sua entrada até a hora dele ir embora. E se o cliente for comprar, é importante fazer um cadastro anotando nome, endereço, telefone e CPF.

É preciso fazer de imediato a consulta do CPF do cliente para saber se ele é um bom pagador ou se está devendo na praça. Munido dessa informação, é possível tomar a decisão de dar o crédito ou não.

A empresa não deve fazer o serviço sem antes estar bem definida a condição de pagamento com o cliente.

2- Aprender a dizer não
Sim, às vezes não é fácil, mas é necessário ter a coragem para negar algumas vendas. Principalmente para aqueles clientes que querem comprar e nem sempre querem pagar.

Fiado vem da palavra confiado e, muitas vezes, é sinônimo de imprecisão e insegurança. Isso pode comprometer o seu negócio.

Outro dia, o dono de um supermercado me falou que a meta dele era dobrar o faturamento em 1 ano. E ele conseguiu, mas pouco tempo depois fechou as portas. Vendeu para quem não devia e quebrou.

É fundamental fazer uma análise criteriosa de clientes, trata-se de uma das atribuições do empreendedor de sucesso.

3- Aviso de vencimento
Entre os principais motivos pelos quais as pessoas não pagam as contas estão: não têm o dinheiro ou esqueceu de pagar.

Quantas vezes o consumidor não paga a conta de água, luz, telefone, condomínio porque o boleto não chegou?

Então a sugestão é criar um lembrete de ouro, um aviso de vencimento que você envia para o e-mail ou celular do cliente, assim, no dia do vencimento, ele é avisado, você elimina a desculpa “esqueci” e reduz a inadimplência na sua empresa.

4- Parcelamento
É importante negociar. Se o cliente já foi avisado e não pagou, não fique esperando, ligue pra ele, descubra o que aconteceu e, se for o caso, tente receber de forma parcelada. E mesmo que no dia ele não tenha o montante total aceite receber aos poucos.

Parece curioso, mas uma outra forma de receber o fiado é continuar vendendo. Mas agora de uma forma diferente, ou seja, se a pessoa está lhe devendo R$ 300,00 no seu comércio, e aparecer lá para comprar mais R$ 100,00, não deixe de vender. Você concorda em atender o cliente desde que ele pague à vista 150,00, ou seja, R$ 100,00 da compra à vista e R$ 50,00 referente a conta anterior, mantendo, assim, o cliente ativo e amortizando a dívida antiga.

5- Valor diferenciado
Se você vende no crediário e quer diminuir esse tipo de venda a prazo com maior risco de não receber, vale a pena apostar num preço diferenciado. Imagine uma roupa que, no crediário, sai por R$ 80,00, mas, se o cliente optar por pagar em dinheiro ou no cartão de crédito ela sairá por R$ 70,00. É uma forma de direcionar as vendas para um meio de pagamento mais seguro.

6- Pequenas Causas
E para aqueles clientes que você já tentou cobrar e não obteve êxito vale a pena tentar a ajuda no JEC- Juizado Especial Cível – o famoso Pequenas Causas. Um conciliador irá chamar as partes envolvidas para tentar viabilizar um acordo e diversos casos são bem resolvidos em até 90 ou 120 dias.

7- Negativação
Se nada adiantou, cabe ainda analisar a possibilidade de negativar o cliente. Você paga em torno de 4 reais e negativa o nome do mau pagador, assim, quando ele precisar do nome limpo para conseguir algum crédito ele vai te procurar.

Isso aconteceu comigo quando eu trabalhava numa empresa de alimentos, um cliente não pagou e foi negativado. Dois anos depois ele apareceu dizendo que estava tentando um financiamento para comprar a casa própria e precisava do nome limpo. Demorou, mas ele quitou o valor com todos os juros.

Dicas fáceis, simples e de baixo custo que vão reduzir a inadimplência na sua empresa.

Agora é hora de agir. Aliás, se a palavra tem poder, imagine a ATITUDE. Mãos à obra!

Erik Penna é palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10”, “21 soluções para potencializar seu negócio”, “Atendimento Mágico – Como Encantar e Surpreender Clientes” e “O Dom de Motivar na Arte de Educar”. Saiba mais sobre motivação e vendas em: www.erikpenna.com.br

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Outubro rosa: a luta contra o câncer de mama

 

Outubro Rosa: conheça 5 direitos do INSS para mulheres com câncer de mama

 Segundo dados da Secretaria da Previdência, foram mais de 21 mil benefícios concedidos em 2017 para seguradas em tratamento 

Especialista em Direito Previdenciário e cofundador do site Previdenciarista, Átila Abella, explica quais são esses direitos e como solicitá-los

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados cerca de 60 mil novos casos da doença no Brasil em 2018. O que poucas pessoas sabem é que as pacientes diagnosticadas com a condição e que contribuíram com o INSS possuem direitos e podem entrar com pedido para solicitar seus benefícios.

De acordo com levantamento da Secretaria da Previdência, em 2017, foram concedidos pouco mais de 21 mil auxílios-doença previdenciários em decorrência do câncer de mama, número menor que em 2016, quando foram liberados cerca de 500 auxílios a mais. “A Constituição Federal assegura direitos às pessoas com todos os tipos de tumor maligno, inclusive na mama, para que ela possa ter mais qualidade de vida e, em alguns casos, até maior expectativa de vida”, explica Átila Abella, advogado especialista em previdência social e cofundador do site Previdenciarista (https://previdenciarista.com/), plataforma que auxilia advogados de todo o Brasil.

Durante o mês de Outubro, data criada para conscientização do combate à doença, o especialista reforça os 5 principais direitos do INSS para mulheres que estão na luta contra o câncer de mama.

Auxílio-doença

Para as pacientes impossibilitadas de trabalhar temporariamente, o auxílio-doença é um benefício assegurado. “O auxílio-doença é pago mensalmente à portadora do câncer desde que fique comprovada a impossibilidade de atuação profissional. Para os trabalhadores individuais, como profissionais liberais e empresários, a Previdência  Social pagará por todo o período incapacitante da doença, desde que o mesmo tenha requerido o benefício”, explica Átila.

Aposentadoria por invalidez 

Já para as pacientes que passam pela cirurgia de retirada das mamas e que ficam impossibilitadas de trabalhar de forma permanente, sem possibilidade de reabilitação, é possível solicitar a aposentadoria por invalidez.

“Para ter direito ao benefício, a segurada precisa ter iniciado as contribuições antes do diagnóstico da doença, e pode solicitar a aposentadoria por invalidez independentemente de ter feito as 12 contribuições pré-estabelecidas pelo INSS”, afirma o especialista.

Saque do FGTS e PIS

Portadores do câncer de mama, ou pessoas que tenham uma dependente com a doença, também podem resgatar a quantia disponível no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e nas quotas do PIS/PASEP.

“Basta a segurada apresentar cartão do cidadão ou o número do PIS, a carteira de trabalho e um atestado médico válido por 30 dias, com o histórico da doença, estágio clínico atual e a cópia dos laudos. Para os casos de dependentes com a patologia, também é exigido um documento que confirme a ligação com a paciente”, explica Átila.

Auxílio acompanhante

Além dos benefícios acima, a segurada que necessita comprovadamente de um cuidador pode solicitar também o adicional (majoração) de sua aposentadoria para auxiliar no custeio do acompanhante, previsto na Lei nº 8.213/91 – um acréscimo vitalício de 25% no benefício pago pelo INSS.

Isenção de IR

A gravidade do câncer de mama também isenta, por lei, as seguradas  portadoras da doença de arcar com o Imposto de Renda, mesmo em caso de pacientes que já recebam benefícios da Previdência Social. “Como as pessoas com HIV/AIDS, cardiopatas graves e parkinsonianos, entre outros, elas têm direito a essa isenção, desde que recebam uma aposentadoria, pensão ou reforma”, finaliza a advogado.

Como entrar com o pedido do benefício? 

Para requerer todos os auxílios, a paciente precisará passar por um exame de perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por ser um processo burocrático e levar em consideração todas as tuações emocionais que cercam pessoa diagnosticada com câncer de mama, é indicado contar com a ajuda de um profissional.

Sobre o Previdenciarista

O Previdenciarista (https://previdenciarista.com/) é um site de consultoria especializado em Direito Previdenciário para advogados. Com mais de 2100 modelos de petições previdenciárias práticas e objetivas, usadas em casos reais e com clientes reais que ganharam processos, a plataforma está no ar desde 2013 e foi desenvolvida a partir dos mais de 15 anos de experiência dos seus fundadores; Renan Oliveira e Átila Abella. Em 2017 o site obteve mais de 2 milhões de visitas e cerca de 6 milhões de visualizações de páginas.

 

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O Brasil enfrenta inflação médica no sistema privado

 Inflação médica: a grande vilã da saúde suplementar

Número é mais de três vezes maior que a inflação geral e pode causar, a curto e longo prazo, o fechamento de muitas operadoras de saúde.  Cadri Massuda*

 Luiz Augusto Carneiro*

Embora seja um problema mundial, o Brasil é um dos países que tem as maiores taxas de inflação médica. Um estudo recente do IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar mostrou que aqui a inflação médica, também chamada de VCMH – Variação dos custos médicos hospitalares, foi de 3,4 vezes o valor da inflação geral.

Na Argentina, país vizinho, esse número foi de 1,4. Países desenvolvidos, como a Dinamarca ou França, também apresentam uma variação excessiva nesse indicador: no primeiro foi de 3 vezes o valor da inflação base e, no segundo, de 2,5 vezes.

No Brasil, os custos relativos à internação são os mais expressivos, representando quase metade dos valores pagos pelas operadoras de saúde. O gasto com materiais é o segundo na lista.

Além de mostrar que se trata de um fenômeno mundial, o estudou trouxe as principais causas: envelhecimento populacional e aumento de doenças crônicas não transmissíveis; avanços tecnológicos, alto custo de medicamentos; o modelo de pagamento utilizado na saúde e a tendência de se utilizar em excesso os serviços.

No Brasil, pode-se adicionar ainda alguns fatores que fazem com que o problema seja ainda mais grave, como os diferentes surtos de doenças transmissíveis e a determinação do governo de aumento da cobertura mínima para novos procedimentos e medicamentos.

Além destes fatores, o rol de cobertura mínima em nosso país tem mais de 5 mil itens. A título de comparação, na Austrália esse número é de 500 e na África do Sul em torno de 300.

Dentre esses 5 mil itens, aproximadamente 600 são exames. Algumas doenças têm mais de 30 exames. É preciso que sejam feitos estudos analisando a real necessidade de todos esses procedimentos para verificar os efetivos e os que apenas aumentam o custo da saúde.

Na prática isso se torna inviável. Se o governo não aprovar um rol mais enxuto a viabilidade econômica de muitos planos de saúde estará cada vez mais comprometida.

Apesar deste extraordinário número de itens do rol, aprovado pela ANS e a sociedade constituída, o stema judiciário continua a considera-lo como uma lista mínima de cobertura, o que tem ocasionado frequentes liminares judiciais por exame ou procedimento não inclusos.

Estas atitudes de judicialização tem trazido um grande desconforto entre usuário e operadora de saúde, com encarecimento entre 2 a 3% do custo per capita no produto comercializado.

O envelhecimento da população também tem um impacto muito grande nos custos de saúde – e com o aumento da expectativa de vida esse número tende a continuar subindo. Até 2030, os planos de saúde contarão com um maior número de beneficiários idosos – estima-se que chegue a 51,6%.

Com isso, aumentarão também o número de consultas, exames e internações. Será outro aumento de custo que inchará as contas já bastante comprometida das operadoras.

Mudanças no modelo de pagamento; uma maior transparência em relação ao custo e qualidade dos materiais (que poderia causar um aumento da competição entre os distribuidores e uma consequente baixa de preços) e o uso de critérios bem definidos para incorporação de novos itens no rol mínimo de cobertura dos planos de saúde, tendo como base o custo benefício, são algumas das medidas que poderiam frear o aumento exponencial da inflação médica.

Além disso, faz-se necessária também uma urgente mudança na mentalidade. É preciso abandonar o modelo vigente, centrado no hospital e com foco na doença, para um modelo com foco em promoção à saúde e atenção primária.

Outra forma de otimizar o serviço é estimular uma prática que ainda é vista com ressalva pelos segurados que tem plano de saúde: médico de família ou médico gestor.

Esse profissional seria o responsável pelo atendimento e encaminhamento dos pacientes, somente quando necessário. Isso evitaria consultas, exames e até tratamentos desnecessários.

Caso não existam mudanças para tentar barrar o aumento nos custos, todos tendem a perder: usuários, operadoras de saúde e governo. Perdem usuários, que não conseguirão arcar com os custos; muitas operadoras não resistirão ao novo cenário e o governo precisará absorver ainda mais usuários no seu já bastante frágil sistema de saúde. Por isso, a única saída é unir esforços para garantir que a saúde suplementar possa ter vida longa e cada vez mais próspera no país.

*Luiz Augusto Carneiro é economista e superintendente executivo do IESS – Instituto de Estudos de Saúde Suplementar

*Cadri Massuda é presidente da Abramge-PR/SC – Associação Brasileira de Planos de Saúde

 

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