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Quantidade de material escolar nem sempre resulta em aprendizado

Ao ver, pela televisão, o sufoco passado por pais na aquisição de material escolar para os filhos, salta-me da memória como eram os primeiros dias, na escola, há setenta anos. Ao contrário do grande e pesado volume levado pelo pequeno estudante de hoje, no meu primeiro contato com a escola, meu material escolar era constituído de um caderno de oito folhas de um branco encardido, um lápis preto, uma borracha e nada mais; era o necessário para aprender a garatujar as primeiras letras e palavras.

O lápis ia apontado de casa, mas se necessário, a professora o apontava. Depois de um mês ou dois, cada aluno adquiriu uma cartilha de leitura, de autoria da própria professora.

O material escolar podia ser todo levado na mão, mas os mais bem aquinhoados o levavam em pasta de couro, pois nem se sonhava com a mochila que, hoje, faz de todo o mundo um arremedo de paraquedista.

Alguns tinham o bornal ou capanga, feito de tecido grosseiro, onde se acomodavam seus pertences escolares. Quanta diferença entre aquela e a escola atual! Isso, para ficar só no material escolar exigido.

A lista do material escolar de hoje, em média trinta itens, nem parece destinada a alunos do mesmo grau e mesma instituição; por isso, a necessidade da mochila, pois, não fosse ela, cada aluno teria que empurrar um carrinho de mão de casa até a escola e vice-versa.

Pergunta-se: há necessidade de todo o material escolar exigido? Se há, como foi então que a professora conseguiu ensinar e os alunos conseguiram apreender naquela época? Durante todo o primeiro ano, o aluno levava somente aquele material. O caderno era substituído por outro igual somente depois de esgotado.

Cada aluno era estimulado a usar bem o lápis para que não se consumisse muito rápido, o mesmo se procedendo em relação à borracha. Era proibido desperdiçar!

 

As instalações, muito precárias, não tinham água e, consequentemente, também não tinham instalações sanitárias. Cada qual que se virasse como pudesse; ou resolvesse tudo em casa, antes ou depois da aula. Água para beber, depositada num filtro de cerâmica, era providenciada pela professora junto à vizinhança.

A limpeza também era com ela, pois não havia nenhuma servente. Como não havia água encanada e nem banheiro, nem é preciso dizer que cantina, cozinha e comida eram coisas com as quais nem se sonhava dentro da escola.

O aluno que quisesse, ou pudesse, que levasse sua própria merenda (a palavra lanche era então desconhecida na região). Alguns alunos, furtivamente, beliscavam a merenda antes do recreio, merecendo punição que, de acordo com cada professora, podia ser o acompanhamento da aula, de pé junto à parede, privação do recreio, ou qualquer outra restrição branda, que representasse sacrifício para o infrator, levando-o ao respeito às regras.

A escola não era para tão somente aprender o bê-á-bá, cuidando também para que nela se assimilasse tudo o que fosse necessário à formação do cidadão. E isso começava pela disciplina. Ao falar de disciplina é bom lembrar que “comer a merenda antes do recreio” virou expressão para retratar, na vida civil, outra situação, que também podia redundar em sanções vexatórias, quando não em tragédia.

 

Consistido de camisa branca para os dois gêneros, calça curta (pouco acima dos joelhos) azul marinho para os meninos e saia azul marinho, pouco abaixo dos joelhos, para as meninas, o uniforme era obrigatório como segunda parte do material escolar, mas o calçado ficava a gosto e condições econômicas de cada um.

Uns poucos compareciam de sapatos e meias brancas, outro tanto se calçava com tamancos ou chinelos, mas a grande maioria ia descalça mesmo. O pior era no inverno, porque geada era real, estava por onde se andava; não apenas vista, como hoje, na televisão. A indumentária pouco variava do verão para o inverno, com exceção dos poucos que podiam calçar sapatos e portar bons agasalhos; mas as salas de aula se mantinham cheias.

Alunos residentes na área rural mais distante, havendo determinação de suas respectivas famílias, não deixavam de estudar só porque moravam longe. Quem dispunha de cavalo comparecia montado. Quem não tinha valia-se das próprias pernas.

 

As condições precárias, sem sequer ter prédio próprio, faziam da escola retrato socioeconômico da própria comunidade, também pobre, porém determinada a dotar os filhos do melhor em educação, oferecida pela rede pública naquela época.

Para isso, não se contava com recursos materiais que, conforme já dito, eram escassos, mas com a força moral humana, bem preparada e orientada para o ensino, à qual correspondia o alunado com respeito, disciplina e vontade de aprender, fatores determinantes assimilados junto às famílias, por trás de todo o processo.

 

O mundo paralelo do crime

Na ficção literária já se construiu mundo paralelo no qual tudo seria o inverso deste. Muito mais que reflexo no espelho, onde direito e esquerdo se invertem, naquele hipotético mundo todos os valores também se inverteriam. Lá, virtude seria coisa do submundo, e crime o apanágio dos indivíduos afinados com a “lei”.

Mais ou menos como naquele mundo avesso, cidadão de bem se sente neste país, levado à breca pela corrupção desenfreada nos meios oficiais, fustigado pelo crime organizado, ou não, e tão à vontade que, aos que não rezam por sua cartilha, outro recurso não resta senão a “autoprisão” em que se transformam residências.

 

A insegurança se torna o normal na vida do cidadão contribuinte, trabalhador, empresário, estudante, porque falta ao estado capacidade e, sobretudo, moral para assumir seu papel impositivo contra as forças da degeneração, infiltradas em todo o arcabouço da nação, causando desânimo e desesperança à sociedade, embora números indiquem melhorias quanto ao aspecto macroeconômico.

 

Enfim, é o mundo paralelo do crime.

 

Condenados pela Justiça e recolhidos aos presídios, onde apenas teoricamente estão alijados da sociedade, criminosos exercem o poder de governar seu mundo paralelo – construído à sombra da corrupção generalizada e da condescendência legal – extorquindo, ceifando vidas e levando desespero ao cidadão produtivo e livre de culpa.

 

E tudo se reflete na vida da sociedade que interage com essa anomalia, aos poucos tornada “normal” no processamento da inversão de valores.

 

Bandido ganha espaço na mídia e de todos os lados defesas se lhe oferecem, reivindicando direitos que, na pratica do crime ele não reconhece em sua vítima; vítima que, diga-se de passagem, se perpetua nessa condição, desamparada pelo estado legal e esquecida pelos que defendem os direitos humanos dos criminosos.

 

Até na denominação do criminoso com relação ao tipo de crime praticado notam-se cuidados exagerados, cheios de melindres, muitas vezes faltantes no trato com o cidadão comum, na corrida pelo cumprimento e reconhecimento dos seus deveres e direitos.

Bandido se esconde na prática do crime e é  escondido da sociedade pelo pelo sistema.

Mesmo com a confissão do culpado e comprovação de testemunhas, aquele é apontado como suspeito, como se ainda houvesse dúvidas quanto ao fato. E se aceita a verdade gritante, ainda assim o criminoso não é ladrão, assassino ou homicida, estuprador, traficante, pois agora todos esses delinquentes são “autores”.

 

Estão no mesmo grupo do produtor intelectual, do descobridor, do fundador. No âmbito do direito, onde se fala língua própria, incompreensível para os não iniciados e o mais comum dos mortais, “autor” se encaixa perfeitamente, mas cá fora soa como disfarce fajuto, eufemismo besta e hipócrita ou, porque não dizer, covarde, da parte de uma sociedade que se agacha diante do crime.

 

Ao se referir a criminosos, a polícia tem o cuidado de intitulá-los cidadãos. Que cidadãos? Ao enveredar pelo crime, o indivíduo está, praticamente, a renunciar à cidadania; quando afronta o estado e a sociedade, ele se coloca como inimigo de todos.

 

A exemplo da vítima, cujo anonimato na imprensa é compreensível por razões de segurança, estão a estender esse direito também aos delinquentes. Muitas vezes mascarados diante das vítimas, assim podem continuar diante da sociedade, à qual se nega o direito de conhecer quem age contra sua estrutura.

Cidadão prisioneiro em sua própria casa

Ainda bem que – pelo menos não se sabe – nenhuma entidade defensora dos “direitos” dos criminosos se posiciona contra divulgação de galeria dos “procurados” pela Justiça.to. Da promiscuidade com o mundo paralelo do crime, o que vem não mais é surpresa! NGB

Arte de escrever… ou enganação?

Quem se mete a escrever tem a obrigação de ler ou ter lido textos em quantidade pelo menos igual ao que produz e em qualidade bastante superior, se não quiser misturar alhos com bugalhos e confundir o público leitor, ao qual se deve respeito e boa informação.

Por enquanto o Procon só enquadra textos no que se refere à propaganda enganosa, mas quem escreve deveria ter o mesmo cuidado exigido do industrial ou comerciante ao ser disponibilizado produto no mercado.

Além de levar informação, o texto pode ser espelho para quem na mesma trilha se inicia, tornando-se este também, mais tarde, agente multiplicador na produção de material escrito.

No processo de democratização da comunicação e informação, fenômeno válido e muito bem vindo, escancararam-se os meios e, por estes, um sem número de pessoas se mostra e mostra o que pensa a cada dia, realizando verdadeira revolução na troca de informações e expandindo, ao infinito, a capacidade de se comunicar.

Sabendo-se, entretanto, que qualidade não se manifesta na mesma proporção da quantidade, “empaturra-se” o público leitor com textos medíocres, quando não verdadeiros atentados à língua tal a quantidade de erros grosseiros.

E os autores não são marginalizados ou que não foram à escola! Mesmo entre egressos de cursos de comunicação, detectam-se “profissionais” que fingiram ter aprendido a escrever, ou tiveram professores que fingiram ensinar a escrever.

À falta de autocrítica de alguns se juntem ainda a antiética e desonestidade. No meio de amontoado de palavras sem sentido enxertam trechos estranhos, copiados de celebridades como Albert Einstein, conforme já constatei.

Não percebem a diferença entre a muxiba (seu texto) e o filé mignon (o trecho enxertado) e nem se dão conta do perigo de serem desmascarados, esquecidos de que o surrupiado pode ser facilmente encontrado na internet por qualquer pessoa.

Palavras de uso corriqueiro, semelhantes na grafia e na pronúncia, porém com significados diferentes, são empregadas aleatoriamente, nem se dando os autores ao trabalho de consultar dicionário; erroneamente apelidado de “pai dos burros”, pois ninguém está obrigado a tudo conhecer.

Do alto de sua auto-suficiência, entendem que consulta a dicionário é para os que não sabem, e, quando empregam termos com significado distorcido da idéia que se quer expressar, tais pessoas manifestam convicção de que estão certas em sua sagrada ignorância.

É assim que o hilário povoa textos, ditos sérios, como pedido de cumprimentos (saudar) à dívida ao invés de sua quitação (saldar), muito comum em relatos de pendengas comerciais; ou a legenda em que “Fulana pousou sobre o muro para o fotógrafo”, levando a crer que o objeto da foto fosse borboleta, ou qualquer ser alado, que deixou de voejar por alguns instantes para atender ao fotógrafo.

Em atendimento a reclamações contra buracos nas ruas e rodovias, a administração pública recorre à solução simplista da chamada “operação tapa buracos”. Aí alguns jornais anunciam: “a prefeitura (ou o governo) vai ‘tampar’ buracos…”

Imagine-se a trabalheira e o custo de tal operação, pois “tampar” significa colocar “tampa”, previamente preparada e amoldada à cavidade que se quer tampada; ao passo que “tapar” significa fechar cavidade por meios e recursos diversos, valendo-se até o “de qualquer maneira”.

No campo da gramática a coisa está mais séria, a ponto de o certo assumir ares de errado aos olhos dos menos afinados com ela.

Tudo o que você precisa saber sobre a Trombose Venosa Profunda

Qualquer cirurgia pode aumentar o risco de sofrer uma trombose.

 

Toda pessoa medianamente informada sabe haver riscos em qualquer procedimento cirúrgico. Um dos riscos é a trombose venosa profunda.Entretanto, nem sempre se sabe quais são esses riscos; daí a necessidade de se informar, antes de se submeter a um desses procedimentos, ainda que ´pouco invasivo. Por isso o médico cirurgião sempre solicita exames pré-operatórios, por meio dos quais avaliam-se as condições, se há alguma contraindicação e fatores de risco, como obesidade, tabagismo, doenças genéticas, além de se informar da história clínica do paciente

A trombose venosa profunda (TVP) é um dos riscos de qualquer cirurgia. Caracteriza-se pela formação de coágulos de sangue, que podem se soltar e circular pelas veias. No caso de um coágulo, ou trombo, atingir os pulmões, pode provocar uma embolia pulmonar, casos mais comuns; se atingir o coração, provoca infarto, e se atinge o cérebro, a consequência pode ser um acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Luiz Molina, membro titual da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a mais comum trombose venosa profunda é que se forma na região das pernas ou na área pélvica, correspondendo a de 80 a 95% dos casos.

Ele orienta: “Uma boa circulação sanguínea é vital para a saúde. Qualquer cirurgia pode levar a uma trombose, seja ela plástica ou não. Porém, a probabilidade aumenta se há outros fatores de risco associados, como tabagismo, uso de pílula anticoncepcional e histórico familiar, por exemplo, além da complexidade e do tempo da cirurgia”.

É possível prevenir?
De acordo com o histórico clínico, exames pré-operatórios e avaliação do médico, o paciente poderá ter contraindicação absoluta para uma cirurgia estética, por exemplo.

“Porém, quando os exames estão bons e não há fatores de contraindicação, o médico cirurgião irá adotar medidas para prevenir uma trombose, como a prescrição de medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas, caminhadas leves para melhorar a circulação e massagens nas pernas”, explica Dr. Molina.

Em que o paciente deve concentrar a atenção
As primeiras 48 horas após a cirurgia são as mais importantes, pois é neste período que os trombos costumam se formar. Mas, isso pode acontecer até 14 dias depois do procedimento.

“Cerca de metade dos pacientes não sentem nada até que o coágulo se desprenda e atinja outra parte do corpo. Porém, é preciso ficar atento aos sinais e sintomas, como inchaço, dor, vermelhidão, aumento da temperatura e endurecimento da musculatura das pernas ou da região pélvica”, ressalta Dr. Molina.

Trombose é emergência médica
Ao apresentar qualquer um dos sintomas, é preciso procurar um pronto-socorro imediatamente. A trombose venosa profunda é uma emergência médica. O tempo entre a manifestação dos primeiros sintomas e o início do tratamento pode fazer toda a diferença para um bom

 

desfecho do quadro.

Alguns fatores de risco para a TVP
Além das cirurgias em geral, veja abaixo outros fatores de risco para a trombose venosa profunda:
• Obesidade
• Sedentarismo
• Tabagismo
• Gravidez
• Longos períodos sem mexer as pernas (viagens longas)
• Imobilização, pessoas acamadas
• Uso de hormônios, como pílulas anticoncepcionais
• Histórico familiar
• Problemas circulatórios (varizes)
• Câncer
• Doenças genéticas ou autoimunes que alteram a coagulação sanguínea
• Idade acima de 40 anos.

Adaptação: NGB

FONTE: leda@agenciahealth.com.br

Julgar o passado é, às vezes, ofensa ao semelhante, que aqui não está para se defender

Apontar erros, criticar, maldizer e atirar pedras no passado sempre foi uma tendência , seguida por quantos se acham no direito de julgar o próximo, especialmente quando este não está aqui para se defender.

Com base em parâmetros atuais, jogam pedras em tudo que, hoje, não é aceito legal e moralmente, como se o que pensamos e fazemos em contraposição aos nossos ancestrais fosse o definitivo,  irretocável e “eterno”; como se a humanidade tivesse atingido a onisciência em competição direta com Deus.

Por ocasião das comemorações em torno da colonização e do surgimento da nação brasileira, quando se comemoraram os quinhentos anos da chegada da esquadra de Cabral, muito se falou e tinta  se gastou com críticas azedas a fatos e comportamentos de então como se viventes de há quinhentos anos tivessem, através do tempo, um canal de comunicação conosco e a nós devessem obediência.

Quem assim pensa e assim se comporta esquece-se de que,  quinhentos anos à frente, muito do que se pensa e faz no momento poderá não estar de acordo com aquela época. Seria interessante se aos julgadores atuais fosse permitido vislumbrar um pouco do que será a moral do futuro e comparar com seu pensamento e julgamentos de agora.

A começar pelo próprio descobrimento, tudo que os portugueses aqui fizeram é condenado pelos “juízes” da história, e, se sua sentença implícita tivesse que ser cumprida, nós brasileiros “importados” da Europa e da África, teríamos que “dar um jeitinho” de ir baixar em outro terreiro, porque tudo isso aqui voltaria ao domínio dos silvícolas, primeiros habitantes deste quintal do mundo.

Mas, qual país dos atuais não foi assentado sobre conquista feita a outros povos? Se os houver, talvez não excedam  em número os dedos das mãos!  Alguns mais radicais chegam ao cúmulo de acusar os portugueses de terem  roubado “nossas” riquezas. Ora, enquanto colonizadores, eles eram os donos de todo este território, com direito portanto de levar o que quisessem.

Quanto à escravidão era uma violação dos direitos humanos, crueldade e tortura contra nossos semelhantes? Era, mas os poucos, que tinham disso consciência, não tinham como fazer frente à maioria, que determinava a moral da época, como também ao poder político subordinado ao capital.

Julgar e condenar o passado mais longínquo com base no que somos ou pensamos não passa de presunção, pois quem pode antecipar o que pensaremos e faremos amanhã?

A evolução da humanidade se processa como uma escultura, modelando-se ao longo do tempo sob as mãos de diversos artistas em sucessão. A cada escultor cabe aprimorar a obra a partir do estágio recebido do anterior, sem ter que refazer o já feito. O que vale é a continuidade na linha do aprimoramento, em todos os sentidos.

Prender-se na cata ao lixo da história é retardar a evolução; não impede que outros erros sejam cometidos daqui para frente.

Mas, parece que como marca da nova era inaugurada pela humanidade e em contrapartida aos inveterados  julgadores da história, virou mania pedir desculpas ou perdão pelo comportamento e ações de nossos antepassados cobertos pela sombra do tempo. Pura cortina de fumaça na tentativa de escapar aos julgadores, que não se deixam vencer e ainda se valem do gesto para mais ataques!

É fazer o jogo dos catadores de lixo da história! Não somos culpados pelos erros dos que nos antecederam, e, se relação temos com eles, nossa condição é de vítima, mas os autores que se foram não têm como se arrepender e pedir perdão.

É preferível concentrar nossa atenção em nossas ações para evitar a repetição ou cometimento de outros erros, dos quais não teremos tempo para nos arrepender, ficando seu julgamento para outros juízes no futuro.

Não vale a pena apedrejar o passado, pois de alguma forma somos o resultado dele, e, as pedras desperdiçadas farão falta na construção do porvir!

 

Cidade pequena, mais tranquilidade

É bem verdade que as condições de vida mudaram para melhor, sobretudo nas pequenas comunidades, outrora denominadas “roça”, como convinha ao homem da cidade em sua maneira de discriminar seu semelhante, que ele tinha como diferente pelas maneiras de se vestir e de falar.

Desprovido dos mínimos itens de conforto na localidade e na casa onde morava , o cidadão, também chamado “do interior”, ficava à margem da civilização e, quando em circulação na cidade grande, era visto e tratado como um ser exótico.  Por  ter pouco contato com seus irmãos da cidade, o cidadão interiorano vestia-se diferente, falava um português estropiado e, nos costumes, empacava de vez ao ver  o comportamento mais aberto nos grandes centros.

O coitado tanto se embasbacava com as novidades da cidade quanto sofria ao voltar para casa e ter que conviver com a realidade!

Hoje tudo isso, ainda pode ser verdade em muitos recantos do país, mas em grande parte do Brasil já é coisa do passado um tanto distante, só lembrado pelos que estão na  chamada “terceira idade”. Até isso mudou.  Adjetivar alguém de  “velho” é quase pecado mortal, como se “idoso” refrescasse alguma coisa das muitas mazelas sofridas pelos pobres (perdão, segundo a nova terminologia, a palavra politicamente correta é carentes) que logram ultrapassar a faixa da meia-idade.

A tão xingada globalização não é um fenômeno recente. Ela atingiu o clímax com a interligação da economia e dos meios de comunicação em todo o mundo, mas teve início no momento em que o rádio e televisão possibilitaram eliminar as diferenças, quanto ao fator tempo, nas informações aos cidadãos em qualquer parte do país.

Lembro-me da observação de um amigo diante do surgimento do rádio a pilha: “esta novidade é uma desgraça para quem vive na cidade”. Ante minha surpresa, ele se explicou: “antes do rádio a pilha, o homem da roça vendia a dúzia de ovos  sem saber a quanto andava o preço da mesma mercadoria nos grandes centros”. De certa forma ele tinha razão.

 

 

Os preços para os hortifrutigranjeiros  eram formados em cada cidade isoladamente. A partir do rádio a pilha, o tropeiro (no tempo em que ele existia) passou a sair de casa com o preço ditado pelos grandes centros distribuidores.

Os meios de comunicação instantânea, a começar pelo rádio, eliminaram a barreira do tempo entre o interior e as metrópoles e, a partir de então iniciou-se o processo da globalização, que hoje alcança seu ponto alto com a eliminação do mesmo tempo, no relacionamento entre todos os países do mundo.

 

Assim como o “radinho” a pilha interferiu na economia das pequenas comunidades (e pouca gente notou ou reclamou), hoje a tecnologia mais avançada interliga todos os países e desestrutura a economia dos mais fracos. No primeiro momento, sofrem os que não estão preparados, mas a própria irreversibilidade do processo obrigará a que todos se adaptem à economia cujos fatores normativos estão se tornando mundiais.

Apesar da diversidade de  raças, línguas, costumes, culturas, credos religiosos e sistemas políticos entre povos e nações separados por fronteiras físicas, a humanidade é una em espécie. E, apesar de todas guerras feitas, primeiramente entre tribos, cidades-estado, feudos, até chegar nos estados  modernos, é em busca dessa unidade que o Homem vem caminhando desde o tempo das cavernas.

De acordo com a própria natureza do indivíduo que se aproxima de outro semelhante, primeiramente por interesses econômicos, para somente depois lembrar-se dos laços sociais, a integração dos povos começa pela economia. Se o caminho natural for percorrido também neste estágio, no futuro confirmar-se-á que a “fraternidade dos homens transcende a soberania das nações”.

E na hora do “pega-pra-capá”?

Entre as muitas transformações, pelas quais passa a maneira de o homem viver nos últimos anos, a mais importante talvez seja a constante preocupação de encurtar caminhos na solução de problemas e de evitar procedimentos considerados desnecessários.

A tecnologia, desenvolvida no mesmo espaço de tempo, abriu perspectivas inimagináveis – pelo menos para o homem comum – em período imediatamente anterior e, a partir desse imenso leque de possibilidades, tudo o que dificultava, atrasava e oferecia obstáculos na consecução de objetivos entrou na lista dos baníveis.

O efeito produzido pela avalanche de “facilidades” no fazer e no produzir salta aos olhos dos que podem ver e dói na carne dos que nem olhos têm. Numa ponta, mais lucro em menor tempo, noutra, menos emprego em maior tempo, pelo menos até que a atual geração de trabalhadores seja substituída por sua descendente, presumivelmente mais preparada e já adaptada aos novos parâmetros.

Assim como as primeiras máquinas da era industrial fizeram desaparecer ofícios, a tecnologia atual elimina funções em todas as atividades produtivas e de serviços. Para construir, operar e conservar as máquinas, outras profissões surgiram e o mundo pôde continuar girando e crescendo, apesar de todo as imprecações que se levantaram contra os braços de ferro e aço que se instalaram nas fábricas e mais onde foi possível.

Fenômeno semelhante ocorre agora e, por um período consideravelmente longo, a mão que trabalha deverá estar se adaptando a outros fazeres, cujas cobranças são endereçadas mais ao cérebro. Felizmente, benefícios imediatos também se conquistam por meio de novas técnicas e novos conhecimentos.

A recreação pode ser desfrutada por um maior números de pessoas graças à parafernália criada a partir do advento da eletrônica; o mesmo tecido que faz a roupa do rico, faz a do pobre; e, a medicina deixou para trás procedimentos demorados e dolorosos no tratamento de muitos males que afligem a humanidade. A própria morte já se afasta no tempo, em função do muito que se descobriu para a preservação da vida.

Tudo bem, que a humanidade procure soluções rápidas e mais fáceis na busca do melhor para si, mas sempre haverá o impasse, o imprevisto, o nó desconhecido e difícil de se desatar, e aí fica a pergunta: não estará o homem entrando num processo de “auto-aniquilamento” mental?

 

Mesmo adaptado às novas exigências para o trabalho, não cairá no esforço repetitivo em outro nível? Não estará a capacidade de criação se fechando num círculo cada vez mais restrito? Um grande desafio terão pela frente, quando adultas, as crianças que hoje encontram tudo “mastigado”,

pronto para ser engolido. E há que se dar sabor especial, para não dizer artificial, ao objeto da deglutição!

Essas considerações vieram-me à cabeça, quando um amigo, falando sobre dificuldade vivida no ato de medicar o filho de pouco mais de um ano, disse ter enco

 

ntrado a solução ao ministrar o “remedinho” disfarçado sob o sabor “moranguinho”.

Qualquer um sabe da rejeição natural que a criança vota a medicamentos, mas a psicologia instintiva da mãe sempre encontrou meios de convencer o filho a tomá-los, apesar do incômodo e do medo da dor, primeiras barreiras encontradas pelo “filhote” humano.

Por mais que isso representasse angústia para o filho, a mãe não tapeava com artificialismos, embora prometesse prêmio pelo “ato de bravura”. Será válido facilitar à criança a superação de suas primeiras dificuldades na vida?

Mais à frente, na hora do “pega pra capá”,  ele não terá o sabor “moranguinho” com o qual disfarçar a dificuldade na solução de um problema. E ai, como reagirá? Beberá o “remedinho”? Quem usufrui do sabor “moranguinho”, à disposição para enfrentar as mais diversas situações, nem de longe imagina o quanto o óleo de rícino já foi remédio… com sabor natural! NGB

Educação, a esperança nas mãos do professor,

 

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No dia 15 de outubro, a cada ano, deixamos nossos afazeres do quotidiano, por um momento, e voltamos nossa atenção para a nobre missão do professor que, se não devidamente valorizada como deveria ser, é reconhecida pela sociedade como um dos pilares a sustentar as esperanças de toda a nação.

Nela se assenta o futuro das gerações em formação, não importando o lugar que cada um ocupará na sociedade ao assumir os compromissos de cidadania, pois do simples serviçal ao supremo mandatário, todos devem receber o lustro da educação, em menor ou maior grau.

A importância do cidadão na sociedade não deveria ser medida pela importância do cargo ocupado, pelas propriedades ou pelas cifras em depósitos bancários, devendo antes ser considerado o grau de responsabilidade com que ele cumpre seus deveres e exerce seus misteres, mesmo os mais simples, no conjunto das forças de trabalho do país.

 

E essa noção de responsabilidade o educando recebe do professor, assentada sobre a base construída pela educação familiar.

Mais do que nunca o professor, nestes momentos conturbados, merece consideração especial da sociedade, que se assusta com tantos desvios de conduta em setores, onde transgridem leis e abraçam o crime os que receberam a incumbência de representar o povo, de lhe dar segurança e de garantir justiça a cada cidadão.

Merece consideração o professor porque, mesmo com todas as carências do sistema, é a partir do seu trabalho bem cumprido no preparo das novas gerações que o país espera poder superar esta fase de total descrença.

Que não nos iludamos com promessas vãs de que o mal de que estamos acometidos tem cura imediata, com a aplicação de panaceias regularmente anunciadas de quatro em quatro anos, pois a reabilitação deste país como nação só estará garantida com a aplicação da educação de caráter integral e em doses maciças.

Nada substitui a educação no processo de colocar o povo em sintonia com os mais altos sentimentos de nacionalidade, que não estão no ufanismo falso e ultrapassado; e ninguém fará o milagre de recolocar na trilha certa os que agora são flagrados em erro.

Para que, no abismo a nação não se perca, é que a parte sã da sociedade brasileira volta seus olhos para o professor, vendo nele a última esperança de reorientar o futuro deste país por meio da educação, que cada cidadão tem o direito de receber até o limite de sua capacidade intelectual.

Ao professor cabe, portanto, a parte mais espinhosa na recuperação deste país, pois não é fácil romper um círculo vicioso, mas também a mais nobre porque com ela as gerações futuras poderão construir o que não conseguimos por falta rumos.

Cabe a ele corrigir o rumo falso tomado pelo país quando da adoção de uma mentalidade imediatista, calcada na busca do progresso material cujo custo se revelou alto demais para uma imensa maioria, que paga mas não entra na partilha dos benefícios.

O cidadão fica à margem da sociedade porque não consegue sequer identificar seus direitos, e, o trabalhador engrossa a horda dos miseráveis porque lhe falta o mínimo de conhecimento necessário para se ajustar às exigências impostas por uma tecnologia que não para de avançar.

Um e outro se tornam presas fáceis nas garras de manipuladores aos quais a ignorância e a miséria rendem votos na conquista do poder político, assim como facilitam o crescimento do bolo econômico para os mais privilegiados.

Para a desgraça do país, a conquista do poder político em paralelo com o econômico já adquire cores diferentes das mostradas pelas ideologias, que se batem dentro dos partidos, com a infiltração do puro banditismo cujos agentes já são encontrados nos altos escalões dos poderes da República.

É o triste resultado da quebra do elo que, no passado, interligava a educação intelectual e a moral, por sua vez cimentadas pela disciplina.

Desencantado com tudo isso que se avoluma e preenche o noticiário que se esperava ver ocupado por conquistas no sentido de melhor qualidade de vida, o cidadão mais otimista busca novas perspectivas para seus descendentes, já que ele próprio não espera ver o país desviado da rota de colisão com os abrolhos.

Na melhor das hipóteses, ele conta com mais educação para filhos e netos, não descurando de realizar sua parte como partícipe da comunidade à sua volta.

É assim que o professor, também abandonado à própria sorte mas sempre otimista, leva à frente seu papel de desenvolver a cidadania, sem a qual estaremos sempre dependentes dos interesses inconfessáveis

Cigarro? Tô fora!

 Saúde – Alegria – Felicidade

A luta contra o tabagismo, ou contra o cigarro, pelo que representa de ganho de saúde para as pessoas e para a economia dos países, merece decisões mais arrojadas e objetivas por parte das autoridades e de todos quantos têm  consciência do grande mal representado pelo vício de fumar.

Só a proibição dos anúncios, o alerta obrigatório nas embalagens dos cigarros e as restrições de locais para a prática do vício não conseguem reduzir, de maneira satisfatória, o número de viciados e, consequentemente, o de doentes que têm no cigarro a origem de seus males.

A alegria de NÃO FUMAR entre os jovens

Vale a pena romper com algumas comodidades, se sua supressão pode contribuir para que todos tenham mais saúde, especialmente se aliada a uma campanha permanente junto à juventude, principal alvo da indústria tabagista.

É fato notório que, raramente, alguém se inicia no vício do cigarro depois de adulto, pois o poder de sedução tem mais força sobre os jovens, ávidos por novidades e prontos para novas experiências à medida que vão se libertando da autoridade paterna. Por isso campanhas publicitárias em torno do cigarro estão cheias de conteúdo associado ao sucesso, à fama e ao prazer, metas existentes na cabeça de qualquer adolescente saudável, independentemente de sua condição social.

Só proibir o ato de fumar não resolve, e, não precisa ser especialista em nada para perceber que a proibição nesses casos redunda em efeito contrário.

O caminho correto e mais producente, a longo prazo, seria a educação permanente nas escolas. Em duas vertentes essa educação despertaria a consciência dos jovens para a armadilha representada pelo cigarro.

Primeiramente, uma orientação quanto às malícias contidas na propaganda do cigarro, o que seria proveitoso para que aprendessem a  “ler” mensagens publicitárias  de qualquer natureza, antes de decidirem pelo gasto e consumo inconsequentes.

Família com mais saúde SEM O CIGARRO

Em segundo lugar, viria o alerta contra os males provocados à saúde, em aulas proferidas por autoridades no assunto, enriquecidas por depoimentos de fumantes, ou ex-fumantes, convictos de que tiveram sua saúde prejudicada pelo vício de fumar. Seria mais proveitoso ainda que, no recinto das escolas, professores e funcionários se abstivessem do cigarro.

Dessa forma, quem abraçasse o vício seria  consciente dos riscos assumidos, e não vítimas de sedução como a atual geração de adultos e as demais que a precederam. Este seria um trabalho com resultados a longo prazo.

Fora das escolas, a inibição do ato de fumar poderia ser auxiliada por decisão governamental. Sabendo-se que cigarro sem fogo é tão inocente como um revólver sem bala, dificultar o porte do fogo poderia quase restringir o ato de fumar ao recinto doméstico. Ninguém anda com fósforos ou isqueiro, senão para o ato de acender o cigarro.

Bastaria que o governo proibisse a fabricação de isqueiros portáteis de qualquer tipo e limitasse a comercialização de fósforos a somente embalagens de tamanho grande, para uso doméstico. Sem isqueiro e tendo que carregar fósforos, a cujo uso já estão desacostumados, os fumantes não se sujeitariam a portar um trambolho só para satisfazer o vício.

Outro aspecto dessas restrições é que  seus benefícios transcenderiam a questão da saúde individual  no primeiro momento, alcançariam a da natureza e mais uma vez voltaria ao nível humano.

Grande parte dos incêndios nas matas tem início ao se lançarem tocos de cigarros acesos nas margens das rodovias, assim como pela ação direta de piromaníacos, nas mãos dos quais fósforos e isqueiro são armas mortíferas. Todos os anos, por ocasião da estiagem de inverno, os crimes contra a natureza se acentuam com o fo

Outros malefícios do cigarro estão nas queimadas às margens das rodovias

go lançado por  esses irresponsáveis.

Por mais que se divulguem mensagens e apelos em favor da natureza e da vida, na qual estamos inseridos, pouco ou nenhum resultado se tem obtido, pois a cada ano mais espaços nas florestas são abertos com as queimadas insanas. O desequilíbrio ecológico e os danos causados à saúde representam

NÃO ao isqueiro
Fósforos SOMENTE em caixas gigantes

prejuízos imensamente superiores ao bem econômico embutido na fabricação e comercialização de isqueiros e caixas de fósforos, utilizados por qualquer imbecil em qualquer lugar.

A preservação das matas e das nascentes, da vida de muitas espécies e da saúde humana, compensaria em muito uma decisão que a princípio pode ser considerada antipática.

O combate ao vício de fumar e ao uso indiscriminado do fogo, por meio de restrições ao porte de isqueiros e fósforos, seria uma atitude corajosa a merecer os melhores elogios de nossos descendentes. NGB

Respeito aos animais

Para muitos, o conceito de vida é tão restrito a ponto de não a reconhecer no próximo, o que os torna marcados pelas leis da  sociedade humana.

Mas, dentro da mesma sociedade que julga, condena e pune seu semelhante com castigos por crimes praticados contra a vida da própria espécie, praticam-se outros ante os quais, nem de longe, se sentem culpados seus autores, muito embora declamem o Decálogo de Moisés,acentuando-lhe o quinto, “não matarás”.

O citado mandamento não especifica o tipo de vida, levando a compreender sua abrangência  sobre todas as espécies. Entretanto, uma leitura da mesma lei sob o foco do bom senso revela-nos que a ordem é complementada, implicitamente, pela condição “sem necessidade”. Esta condição é visível primeiramente na natureza humana, dependente de carne de outras espécies, ainda que isso seja negado por alguns grupos religiosos e filosóficos.

Em seguida a condição se manifesta  nas ocasiões em que o direito à vida é ameaçado por outrem. Ao indivíduo ameaçado é garantido o direito de defesa, mesmo à custa da morte do agressor, em casos extremos, sem alternativa. Sem necessidade, o “não matarás” é válido para o homem sobre todo tipo de vida.

E isso parece estar sendo finalmente compreendido, a julgar pelos movimentos em favor da preservação das espécies, as leis que protegem o meio ambiente e proíbem a caça indiscriminada, seja para fins de cativeiro da presa ou de abate. Embora ainda haja resistências aos movimentos ecológicos e ambientalistas, a sociedade humana está se conscientizando, a partir de uma nova mentalidade em construção na fase infantil.

O homem de um futuro bem próximo estará mais preparado para preservar o meio ambiente, respeitar a vida dos animais em seu habitat e, enfim, reconhecer que a vida é una e o homem não é dono, mas parceiro de outras espécies na relação com a natureza.

Enquanto isso, espécies que acompanham o homem mais de perto, desde as cavernas, sofrem maus tratos e morrem sob crueldade, sem que algo justifique, se é que existe justificativa para crueldade. Não que faltem leis a proteger também esses animais, mas, enquanto os selvagens têm o IBAMA e a Polícia Florestal na coibição aos crimes, os domésticos e semidomésticos só contam com a distante Sociedade Protetora dos Animais e a boa vontade de um outro cidadão mais consciente. A Lei é ainda acanhada nessa área.

O cão, por exemplo, intitulado “melhor amigo do homem”, nem sempre recebe tratamento condigno com a “honraria” que lhe é concedida. Enquanto jovem, forte e sadio, ainda recebe cuidados. Mas, basta um problema de saúde comprometer o animal, para que o dono o jogue na rua, quando não o mata de maneira cruel.

A tão criticada discriminação contra a mulher transfere-se sob a forma de duro preconceito contra a fêmea canina. E, ironicamente, o sentimento preconceituoso é mais forte por parte das mulheres! Nascer cadela pode significar  morrer envenenada logo a seguir ou en

tão…rua! E o pobre animal será novamente perseguido quando alcançar o ciclo reprodutivo.

Contra os bovinos, o preconceito se inverte, pois entre eles o rejeitado é o touro excedente. Nascer touro num rebanho leiteiro não é o mesmo que nascer homem num harém. Pode significar o abandono e a fome até a inanição e consequente morte. Ninguém protege esses animais contra tamanha crueldade!

E, justamente a espécie responsável pela contenção dos ratos nos seus limites, territorial e populacional, é a maior vítima de preconceitos e maldades. Sem o gato, que pouco exige além de atenção e carinho, o mundo do homem seria um inferno, porque a proliferação dos ratos é algo humanamente incontrolável.

 

 

Mas,  prevalece a ignorância contra os bichanos, sobre os quais muitos nutrem as mais estúpidas crendices; ignorância nascida da inveja pelo fato de o felino doméstico ser o que homem não consegue: LIVRE. Da ojeriza gratuita, preconceitos e prática de crueldades, ainda há  os que saltam para a condição de exterminadores de gatos. E disso se orgulham! NGB