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Mais eficiência no atendimento à saúde pública e privada

Atenção‌ ‌ao‌ ‌paciente,‌ ‌eficiência‌ ‌e‌ ‌lucro: três mantras para o gestor da saúde do futuro

*Armando‌ ‌Buchina‌

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Todo‌ ‌empresário‌ ‌ou gestor sabe‌ ‌que,‌ ‌depois‌ ‌da‌ ‌qualidade de um produto ou serviço,‌ ‌a‌ ‌agilidade‌ ‌no‌‌ atendimento‌ ‌é‌ ‌o‌ ‌principal‌ ‌fator‌ ‌de‌ ‌satisfação‌ ‌do‌ ‌consumidor – ‌além‌ ‌de‌ ‌ser‌ ‌fundamental‌, ‌do‌ ‌ponto‌ ‌de‌‌ vista‌ ‌do‌ ‌negócio,‌ para‌ ‌escalar‌ ‌a‌ ‌operação‌ ‌e‌ ‌torná-la‌ ‌financeiramente‌ ‌rentável.‌ ‌Essa é uma regra que vale para ‌qualquer‌ ‌segmento‌ ‌mas,‌ ‌na‌ ‌saúde,‌ ‌seja‌ ‌ela‌ ‌pública‌ ‌ou‌ ‌privada,‌ ‌prestar‌ ‌um‌ ‌atendimento‌ rápido‌ ‌não‌ ‌somente‌ ‌alavanca‌ ‌índices‌ ‌de‌ ‌satisfação‌ ‌do‌ ‌usuário,‌ ‌como‌ ‌também‌ ‌é‌ ‌determinante‌ ‌para‌‌ melhorar‌ ‌a‌ ‌qualidade‌ ‌de‌ ‌vida‌ ‌dos‌ ‌pacientes, atenuar ‌sequelas‌ ‌e‌, nos casos mais graves, ‌salvar‌ ‌vidas.‌

 

Mas‌ ‌como‌ ‌o‌ ‌gestor‌ ‌de‌ ‌uma‌ ‌instituição‌ ‌que‌ ‌atua‌ ‌com‌ ‌saúde‌ ‌pode‌ ‌alcançar‌ ‌este‌ ‌objetivo e torná-la mais ágil?‌

‌A‌ ‌boa‌ ‌notícia‌ ‌é‌ ‌que‌ ‌a‌ ‌4ª‌ ‌Revolução‌ ‌Industrial,‌ ‌período‌ ‌pelo‌ ‌qual‌ ‌estamos‌ ‌passando‌ ‌desde‌ ‌2016,‌ ‌tornou‌ a tarefa possível.‌ ‌Com ela, veio a‌ ‌transformação‌ ‌digital‌, que está‌ ‌atingindo‌ ‌em cheio o‌ ‌setor‌ ‌de‌ ‌saúde‌ e deu espaço para ‌‌surgimento‌ ‌das‌ ‌tecnologias‌ ‌cognitivas‌ ‌e‌ ‌preditivas,‌ baseadas‌ ‌em‌ ‌inteligência‌ artificial‌; ‌e‌ ‌‌o machine‌ ‌learning. Juntas, essas inovações elevaram  ‌à‌ ‌máxima‌ ‌potência a capacidade de hospitais,‌ ‌clínicas‌ ‌médicas‌ ‌e‌ ‌laboratórios‌ ‌tornar‌em ‌suas‌ ‌operações‌ ‌cada‌ ‌vez‌ ‌mais‌ ‌eficientes e ágeis. ‌

 

Diante deste cenário e respondendo à pergunta feita acima, o ‌desafio‌ ‌de‌ ‌gestão‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌está‌ ‌em‌ fazer‌, com o apoio da tecnologia, ‌um‌ ‌planejamento‌ ‌holístico‌ ‌para‌ ‌manter‌ ‌o‌ ‌controle‌ ‌total‌ ‌sobre‌ ‌a‌ ‌jornada‌ ‌do‌ ‌paciente,‌ ‌de‌ ‌maneira‌ ‌multicanal,‌ ‌fluida‌ ‌e‌ ‌complementar.‌

 

‌A‌ ‌jornada‌ ‌começa‌ ‌já‌ ‌na‌ ‌casa‌ ‌do‌ ‌paciente,‌ ‌onde‌ ‌ele‌ ‌ou‌ ‌seu‌ ‌familiar‌ ‌conseguem‌ ‌interagir‌ ‌via‌ ‌aplicativos,‌ ‌sites,‌ ‌ou‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌painel‌ ‌de‌ ‌controle‌ ‌de‌ ‌clínicas,‌ ‌hospitais‌ ‌ou‌ ‌laboratórios, seja‌ ‌para‌ ‌fazer agendamentos‌ ‌ou‌ ‌para acessar,‌ ‌imprimir‌ ‌ou‌ ‌exportar‌ ‌exames‌ ‌e‌ ‌diagnósticos‌ ‌de‌ ‌forma‌ ‌remota. Os‌ ‌usuários‌  “pacientes”‌ requerem‌ ‌“atenção”‌ ‌à‌ ‌sua‌ ‌saúde‌ ‌mesmo‌ no ambiente ‌virtual, e os gestores precisam saber disso.

Quando‌ ‌se‌ ‌tratam‌ ‌de‌ ‌centros‌ ‌de‌ ‌diagnósticos‌ ‌por‌ ‌imagens‌ ‌ou‌ ‌centrais‌ ‌radiológicas,‌ ‌enviar‌ ‌os‌ documentos‌ ‌previamente‌ ‌pelo‌ ‌site‌ ‌ou‌ ‌app‌ ‌do‌ ‌laboratório‌ ‌e‌ ‌garantir‌ ‌a‌ ‌autorização‌ ‌prévia‌ ‌do‌ ‌convênio‌ ‌é‌ ‌essencial‌, ‌pois‌ ‌propicia‌ ‌mais‌ ‌agilidade.‌ ‌Com‌ ‌todos‌ ‌estes‌ ‌recursos,‌ ‌cria-se‌ ‌tempo‌ ‌e‌ ‌espaço‌ ‌para‌ ‌tornar‌ ‌sua‌ ‌atenção‌ ‌centrada‌ ‌no‌ ‌paciente.‌

 

Alcançar este nível de maturidade é algo difícil?‌ ‌Nós‌ ‌da‌ ‌tecnologia‌ ‌acreditamos‌ ‌ser‌ ‌totalmente‌ ‌factível‌ ‌considerando‌ ‌todos‌ ‌os‌ ‌avanços,‌ ‌plataformas‌ ‌e‌ ‌sistemas‌ disponíveis.‌

Imaginem-se‌ ‌no‌ ‌atendimento,‌ ‌com‌ ‌‌totens‌ ‌já‌ ‌na‌ ‌recepção‌ ‌do‌ ‌estabelecimento‌ ‌agilizando‌ ‌a‌ ‌recepção‌‌ com‌ ‌orientações‌ ‌aos‌ ‌pacientes‌ ‌sem‌ ‌a‌ ‌necessidade‌ ‌de‌ ‌intermediação‌ ‌humana,‌ ‌inclusive‌ ‌com‌ ‌sistemas ‌que‌ ‌utilizam‌ ‌processamento‌ ‌de‌ ‌linguagem‌ ‌natural‌ ‌(NLP,‌ ‌na‌ ‌sigla‌ ‌em‌ ‌inglês)‌ ‌para‌ ‌interatividade‌ homem-máquina.‌

Nurse Hat on White

Com‌ ‌a‌ ‌recepção‌ ‌mais‌ ‌rápida,‌ ‌e‌ ‌o‌ ‌check-in‌ ‌automatizado,‌ ‌o‌ ‌paciente‌ ‌consegue‌ ‌se‌ ‌dirigir‌ ‌ao‌ ‌ponto‌ ‌de‌ atendimento‌ ‌ou‌ ‌coleta‌ ‌de‌ ‌exames,‌ ‌sem‌ ‌que‌ ‌aconteçam‌ ‌interrupções‌ ‌desnecessárias.‌ ‌Durante‌ ‌este‌ trajeto‌ ‌inicial,‌ ‌a‌ ‌equipe‌ ‌médica‌ ‌já‌ ‌está‌ ‌ciente‌ ‌de‌ ‌toda‌ ‌a‌ ‌história‌ ‌médica‌ ‌do‌ ‌paciente, ‌acompanhando‌ ‌a‌ entrada‌ ‌dele‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real‌ ‌nesta‌ ‌unidade‌ ‌de‌ ‌saúde.‌ ‌Eis‌ ‌que‌ ‌entra‌ ‌em‌ ‌cena‌ ‌o‌ ‌prontuário‌ ‌eletrônico‌,‌que‌ ‌funciona‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real.‌

 

Após‌ ‌a‌ ‌realização‌ ‌dos‌ ‌exames,‌ a integração entre os sistemas possibilita que as imagens sejam armazenadas na‌ ‌plataforma‌ ‌e‌ ‌distribuídas‌ ‌para‌ ‌os‌ ‌profissionais‌ ‌pertinentes‌ ‌à‌ ‌área‌ ‌de‌ ‌atuação.‌ Neste‌ ‌caso,‌ ‌o‌ ‌médico‌ ‌especialista‌ ‌em‌ ‌radiologia,‌ ‌por‌ ‌exemplo,‌ ‌pode‌ ‌ser‌ ‌avisado‌ ‌caso‌ ‌haja‌ ‌uma‌ ‌prioridade‌ ‌a‌ ‌seguir,‌ ‌mesmo‌ ‌que‌ ‌ele‌ ‌esteja‌ ‌trabalhando‌ ‌naquele‌ ‌momento‌ ‌em‌ ‌outra‌ ‌unidade.‌ ‌De‌ ‌forma‌ ‌remota, ele‌ ‌inclusive‌ ‌consegue‌ ‌interpretar‌ ‌e‌ ‌analisar‌ ‌as‌ ‌imagens‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌apoio‌ ‌do‌ ‌recurso‌ ‌em‌ ‌3D,‌ ‌podendo‌ optar,‌‌para‌ ‌ganhar‌ ‌tempo,‌ ‌pelo‌ ‌reconhecimento‌ ‌de‌ ‌voz‌ ‌para‌ ‌a‌ ‌realização‌ ‌do‌ ‌laudo.‌ ‌

 

Se‌ ‌a‌ ‌consulta‌ ‌ou‌ ‌exame‌ ‌indicar‌ ‌que‌ ‌o‌ ‌paciente‌ ‌precisa‌ ‌de‌ ‌internação,‌ ‌tudo‌ ‌também‌ ‌pode‌ ‌ser‌ ‌feito‌ pelo‌ ‌sistema,‌ ‌até‌ ‌mesmo‌ ‌a‌ ‌autorização‌ ‌imediata‌ ‌e‌ ‌a‌ ‌prescrição‌ ‌de‌ ‌medicações.‌ ‌Toda‌ ‌a‌ ‌jornada‌ ‌é‌ disponibilizada‌ ‌para‌ ‌acompanhamento‌ ‌em‌ ‌tempo‌ ‌real‌ ‌pelo‌ ‌gestor,‌ ‌que‌ ‌terá‌ ‌indicadores‌ ‌detalhados‌ de‌ ‌performance‌ ‌para‌ ‌o‌ ‌seu‌ ‌Business‌ ‌Analytics,‌ ‌possibilitando‌ ‌novos‌ ‌insights‌ ‌e‌ ‌melhorias‌ ‌constantes.‌ ‌ ‌

 

Em‌ ‌um‌ ‌mercado‌ ‌cada‌ ‌vez‌ ‌mais‌ ‌competitivo‌ ‌como‌ ‌o‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌privada‌ ‌(de‌ ‌2010‌ ‌a‌ ‌2017,‌ ‌foram‌ ‌abertos‌‌ 1.367‌ ‌hospitais‌ ‌privados‌ ‌no‌ ‌Brasil,‌ ‌enquanto‌ ‌houve‌ ‌o‌ ‌fechamento‌ ‌de‌ ‌um‌ ‌total‌ ‌de‌ ‌1.797‌ ‌unidades‌ ‌dos segmento,‌ ‌segundo‌ ‌relatório‌ ‌divulgado‌ ‌pela‌ ‌Federação‌ ‌Brasileira‌ ‌de‌ ‌Hospitais‌ ‌e‌ ‌Confederação Nacional‌ ‌de‌ ‌Saúde)‌ ‌possuir‌ ‌expertise‌ ‌e‌ ‌tecnologia‌ ‌avançada‌ ‌o‌ ‌suficiente‌ ‌para‌ ‌fazer‌ ‌a‌ ‌gestão‌ ‌correta‌ ‌é essencial.‌ ‌E‌ ‌somente‌ ‌tendo‌ ‌o‌ ‌controle‌ ‌da‌ ‌jornada‌ ‌do‌ ‌paciente‌ ‌é‌ ‌possível‌ ‌garantir‌ ‌uma‌ ‌assistência‌ eficaz, ágil e de qualidade.

O‌ ‌aumento‌ ‌da‌ ‌fluidez‌ ‌dos‌ ‌processos‌ ‌resulta‌ ‌em‌ ‌diminuição‌ ‌de‌ ‌filas‌ ‌para‌ ‌os‌ ‌pacientes‌ ‌e,‌ ‌para‌ ‌os ‌gestores,‌ ‌significa‌ ‌um‌ ‌maior‌ ‌controle‌ ‌da‌ ‌operação,‌ ‌mais‌ ‌rentabilidade‌ ‌e‌ ‌fim‌ ‌do‌ ‌desperdício‌ ‌de‌ materiais.‌ ‌Com‌ ‌maior‌ ‌disponibilidade‌ ‌de‌ ‌recursos‌ ‌humanos‌ ‌e‌ ‌financeiros,‌ ‌os‌ ‌hospitais‌ ‌e‌ ‌clínicas,‌‌públicos‌ ‌ou‌ ‌privados,‌ ‌podem‌ ‌ampliar‌ ‌o‌ ‌número‌ ‌de‌ ‌pessoas‌ ‌atendidas‌ ‌e‌ ‌aprimorar‌ ‌o‌ ‌serviço‌ ‌prestado.

 

A‌ ‌inteligência‌ ‌artificial‌ ‌para‌ ‌melhorar‌ ‌a‌ ‌qualidade‌ ‌de‌ ‌vida‌ ‌das‌ ‌pessoas‌ ‌não‌ ‌é‌ ‌mais‌ ‌uma‌ ‌abstração‌ ‌de‌ filmes‌ ‌de‌ ‌ficção‌ ‌científica‌ ‌e‌ ‌a‌ ‌veremos‌ ‌em‌ ‌ação‌ ‌de‌ ‌forma‌ ‌surpreendentemente‌ ‌acelerada. Assistiremos‌ ‌mais‌ ‌uma‌ ‌transformação‌ ‌promovida‌ ‌pela‌ ‌tecnologia‌ ‌mas,‌ ‌desta‌ ‌vez, ‌podendo‌ ‌ser‌ ‌a‌ ‌chave‌ ‌para‌ melhorar‌ ‌a‌ ‌situação‌ ‌da‌ ‌saúde‌ ‌brasileira‌ ‌como‌ ‌um‌ ‌todo.‌ ‌Para‌ ‌os‌ ‌empresários‌ ‌e‌ ‌gestores,‌ ‌ela significará também mais‌ ‌oportunidades‌ ‌de‌ ‌crescimento‌ ‌de‌ ‌negócios‌ ‌em‌ ‌um‌ ‌setor‌ ‌carente‌ ‌e‌ ‌competitivo.‌‌

 

*Armando‌ ‌Buchina‌ ‌é‌ ‌CEO‌ ‌da‌ ‌Pixeon‌ ‌(https://www.pixeon.com‌),‌ ‌uma‌ ‌das‌ ‌maiores‌ ‌empresas‌ ‌brasileiras‌ ‌de‌ ‌tecnologia‌ ‌centros‌ ‌de‌ ‌diagnósticos‌ ‌por‌ ‌imagem,‌ ‌clínicas‌ ‌médicas,‌ ‌laboratórios‌ ‌e‌ ‌hospitais.‌ ‌A‌ ‌Pixeon‌ ‌acredita‌ ‌que‌ ‌conhecimento,‌ ‌tecnologia‌ ‌e‌ ‌inovação‌ ‌podem‌ ‌transformar‌ ‌a‌ ‌saúde‌

NOTA DO EDITOR:  Textos de terceiros não são editados, mas publicados conforme recebidos.

“Velho” ou “idoso”, não importa; o que falta é respeito!

Preconceito disfarçado

De acordo com dicionários, “velho” significa “não ser jovem, não ser novo”; “avançado em idade”, “que tem muito tempo de vida ou de existência”.

Eu prefiro definição bem pessoal, tanto para coisas quanto para o ser humano: velho é o que tem relativo tempo acumulado.

Quanto ao vocábulo “idoso” dicionários registram; “que tem muitos anos de vida”; “velho”; “que ou quem tem idade avançada”.

Como se pode ver, ambos o termos têm o mesmo significado, carecendo de verdade o argumento de que “velho” é termo preconceituoso, significando “estragado”, “mal conservado”, “imprestável”, etc. Se preconceito existe, ele foi criado contra a palavra “velho”, ao substituí-la por “idoso”.

É coisa própria da hipocrisia da sociedade e da ignorância humana, que pretende alterar uma condição mediante troca da palavra que a define.

Com o uso de “Velho” ou “idoso”, em nada se altera a condição de pessoas acima de 60 anos, faixa que se convencionou chamar “idade avançada” ou “terceira idade”, outra bobice criada para mascarar a realidade.

A forma como terceiros e a sociedade afetam, positivamente ou negativamente, a pessoa humana é pelo tratamento, respeitoso ou desrespeitoso, que lhe é dirigido; é pelo reconhecimento ou desconhecimento de seus direitos, não importando aí a idade, podendo ser o infante antes do balbucio das primeiras palavras ou o ancião centenário.

E ao falar em direito e desrespeito a ele, registre-se a canalhice do setor de transporte coletivo de passageiros, no município de Ouro Preto, que se arvora em dono da verdade e acima da lei municipal que, em consonância com o Estatuto do Idoso, estendeu a gratuidade do transporte aos maiores de 60 anos.

O corte desse direito, sim, agride, ofende e afeta, negativamente, a condição dos merecedores da gratuidade, em razão de sua contribuição ao desenvolvimento da comunidade mediante seu trabalho.

Também o fato de a sociedade esquecer-se de que forma o(a) cidadão(ã) participou da força de trabalho do país é deplorável falta desconsideração. Aposentadoria não é profissão e, sim, condição, mas nas coletas de dados pessoais, aposentado(a) figura como opção entre profissões diversas, assim como a mídia classifica, genericamente, aposentado(a) a pessoa que deixou de trabalhar por força da aposentadoria.

Quem era pedreiro, marceneiro, professor, advogado, médico, na ativa, não deixa de ser aquele profissional ao se aposentar, ainda que por força legal seja impedido de exercer a profissão. Que se adicione a condição “aposentado(a)” como extensão à profissão, que é sua marca pessoal até a morte.

Mas, não para por aí o descarte do velho, disfarçado com o emprego dos termos “idoso” e “terceira idade”. Torna-se comum, na mídia, referências a pessoas mais velhas mediante termos como “sinhorzinho” e “sinhorinha”.

Ora bolas, por que não senhor e senhora como nos demais casos? Hipocritamente empregados como modo carinhoso, são, na verdade, formas de diminuir ou desvalorizar as pessoas que, presumidamente, não mais produzem.

Pior ainda quando os mesmos profissionais da televisão, em lugar de “sinhorzinho”, usam “tiuzinho”, diminutivo de “tiu”, que seria “tio”, mas pronunciado incorretamente como o fazem paulistas. “Tiu”, para nós outros, é apelido de cachorro (exceção em Timor Leste, que também fala Português e onde “tiu” é equivalente ao nosso tio (ti-o). Só mesmo os paulistas para dizer “tiu” em lugar de tio! “Tio” ou “tia” é irmão(ã) irmão(ã) do pai ou da mãe em relação aos próprios filhos, como apontam dicionários. Pessoas mais velhas devem ser tratadas e referenciadas por “senhor” e “senhora”, e fim de papo!

O descarte dos mais velhos, feito por meio do tratamento e referência corresponde ao quartinho dos fundos, em ambiente doméstico, construído sob a desculpa de dar mais liberdade ao vovô ou vovó, mas, na verdade, serve para que se evitem “inconveniências”.

Paradoxalmente, quanto maior a família, maior é o isolamento ao qual a pessoa mais velha está circunscrita, quando não internada em “casa de repouso”.

Não é regra geral, porém muito grande é o número de pessoas idosas, nessa situação, depois de muito trabalhar e muito sofrer para criar e educar os filhos.

“Velho” ou “idoso”, tanto faz, assim como pouco a importar o Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, se não há o espírito da compreensão, da solidariedade, do respeito, a considerá-lo, continuamente, integrante da sociedade e não um ser à parte, à espera da morte.

Minha cova, minha morte; por que não o contrário?

 Minha cova, minha morte!

Em outras oportunidades, no passado, o tema um tanto melindroso já foi abordado, mas é tão importante que nunca é demais voltar a ele, ainda que, por sua natureza, possa não agradar a alguns.

Avança-se na segunda metade do mês de outubro para, dentro de alguns dias, se ter o “Dia de Finados”. Assim como em relação a muitos outros assuntos, o que se disser aqui é uma questão de opinião pessoal, não havendo nenhuma intenção de censura a este ou aquele comportamento com relação à morte e procedimentos relativos ao destino final dos restos mortais de qualquer pessoa.

O que pesa na decisão de se tocar no assunto, à vezes polêmico e controverso, é a incoerência entre a pregação da supremacia dos valores espirituais e a prática do “culto” à matéria, algo que muito se evidencia na civilização cristã.

De um lado, a alma, o espírito ou sublime essência do ser, que persiste por toda a eternidade, a requerer toda uma programação de vida útil e coerente com os mais significativos propósitos do bem; do outro, o corpo de carne, a merecer todos os cuidados enquanto morada da Vida, mas que deve voltar aos elementos primários da natureza, tão logo cesse sua função de abrigá-la.

Embora sempre ouçam que o valor do corpo está na vida, que ele contém, as pessoas preocupam-se demais e, cada vez mais, com o que pode acontecer a ele, depois de exaurida a vida. Isso alimenta uma verdadeira “indústria da morte”, desnecessária e incoerente com os propósitos da vida; desnecessária porque o corpo deve seguir o curso natural da dissolução ou decomposição, razão pela qual é enterrado ou cremado, em auxílio ao processo de retorno às origens; incoerente com os propósitos da vida, porque desvia atenção e recursos devidos aos cuidados na preservação da saúde e de atendimento às necessidades mais imediatas.

Sem falar na conduta de vida, especialmente no que toca à convivência com os semelhantes, que teria como propósito a busca da espiritualidade e consciência tranquila na hora da transição, pessoas deixam de ter um plano de saúde, preferindo as agruras do SUS, mas não deixam de ter o plano funerário para toda a família; todos os meses têm a preocupação de pagar a respectiva prestação, assim como têm com as contas de luz, de telefone, etc.

Pergunta-se: é normal? Se visto sob a própria óptica do comportamento humano, muitas vezes irracional, considera-se normal. Porém, sob o crivo do bom senso, isso é insano.  Dir-se-ia estar em busca do suicídio, embora a contragosto!

O dinheiro gasto previamente com a própria morte, em nome de um destino, dito regular e respeitoso, para os restos deixados, poderia ser empregado para melhor alimentação, para frutas, para medicamentos, se não para o lazer e a satisfação pessoal, muito mais importante para si que os primeiros momentos após sua própria morte.

Não há muito tempo, uma pessoa revelou-se preocupada com o fato de não possuir roupa adequada com que preparar o que foi seu corpo para ser enterrado.

Gente, isso é problema para quem fica. Cabe aos vivos isso providenciar! Se não houver roupa, qual o problema de ir pelado ou pelada? Pelado ou pelada é a chegada a este mundo e por que não também a partida?

Enrole-se em jornais velhos e se cubra flores, ora essa! Vão dizer que isso é egoísmo. Pois que seja, cabendo a mim ser o mais egoísta a bater palmas para os meus iguais!

Em vista de tanta coisa interessante e importante na vida, essa preocupação com o pós morte chega a ser ridícula! Tanta preocupação antecipada e não se sabe nem se haverá corpo a ser velado e enterrado, ou cremado.

Ninguém sabe em que circunstâncias a própria vida, neste mundo, chegará ao fim.

Se as pessoas tivessem o hábito de pensar e pensar mais, seriamente, perceberiam que gastar tempo e dinheiro, antecipadamente, tendo como objetivo o destino do corpo que deixar ao morrer, é como armar um estelionato contra si próprio.

Quem já morreu não é dono de nada! Portanto, o corpo que resta pertence aos vivos e cabe a estes dar-lhe o destino final; é obrigação de quem fica cuidar dos restos mortais de quem parte.

Não é nenhum ato de caridade como sugere o celebrante ao final do rito fúnebre: “como último ato de caridade ao nosso irmão vamos conduzir seu corpo à sepultura”.

Ora, isso cheira à hipocrisia! O pobre coitado pagou a conta, que cabia aos que lhe sobrevivem e ainda falam em ato de caridade!

Nesses casos, se ato de caridade há, é para com os próprios circunstantes, porque aquele corpo federá e muito federá, dentro de poucas horas, pondo em risco a saúde da comunidade em volta.

Gente, vamos viver, viver bem de corpo e alma, sem nos importar com a existência da “indústria da morte” e do programa paralelo “minha cova minha morte”!

Trapalhada e indelicadeza tupiniquim diante dos lusitanos

Trapalhada tupiniquim

A mais popular diversão, para quem prefere o sofá antes de se

Flag of Brazil

recolher para o sono de cada noite, é a telenovela, ainda que muitos torçam o nariz, preconceituosamente, rotulando-a como coisa de mulher.

Na verdade, alguns homens criticam mas não dispensam olhadas furtivas.

A telenovela é parte da cultura brasileira, praticamente desde que descoberto o meio eletrônico de transmissão do som. Com o rádio, o povo se ligou às radionovelas.

Aqui, “o povo” é modo de dizer, pois o rádio foi, durante muitos anos, privilégio dos mais aquinhoados, não sendo acessível a todos, como hoje o são quaisquer das tralhas eletrônicas lançadas no mercado.

O proprietário do rádio receptor era obrigado a tê-lo registrado nos Correios e Telégrafos e pagar uma taxa, anualmente. Veja-se que era um aparelho importante; no início, um grande trambolho, geralmente instalado na sala, reduzindo-se de tamanho com o passar dos anos.

Quem o possuía recebia, à noite, pessoas de seu círculo, para ouvir programas radiofônicos, especialmente as novelas. Dentre estas, creio que a de maior sucesso foi “O Direito de Nascer”, ainda nos anos cinquenta, que acabou por empurrar o rádio para a popularização, de fato.

Quando veio a televisão e, com ela, a telenovela, esta ganhou um público já formado pelo rádio. Como já dito, a grande maioria já ouviu ou viu e vê novela. Se assim não fosse, os canais de televisão não a explorariam a peso de ouro no mercado publicitário.

Outro dado a comprovar sua popularidade é o fato de, praticamente, todos os canais abertos exibirem novelas. Falem o que quiserem contra elas, mas as telenovelas continuam sendo o grande filão da televisão.

Não se trata aqui da qualidade do produto, do bem ou do mal que pode causar, porém do poder que tem a telenovela de influenciar! Também eu já fui noveleiro e deixei de ser, unicamente, por ser viciante. Não gosto que algo me prenda – e a telenovela enclausura enquanto dura – por isso deixei de segui-las.

Não tenho nenhum preconceito contra elas, mesmo porque para quem escreve, produz textos, ainda que não do gênero, a telenovela pode ser um exercício, um campo de exploração ou fonte de inspiração. Eu acompanhava a trama e, ao mesmo tempo, divertia-me em paralelo, procurando antever falas dos personagens, cenas e situações do enredo.

Para mim, o único problema é a dependência, levando o seguidor à desatenção para com outros assuntos, até negligência em relação a questões mais sérias.

O que leva à abordagem desse assunto, no momento, é estreia da novela “Ouro Verde”, produção portuguesa levada ao ar, em Portugal, em 2017 e que, agora, chega ao Brasil.  Segundo a publicidade em torno do atual lançamento, além de contar com a participação de atores brasileiros, tem cenas rodadas no Brasil, para onde o personagem emigrou, depois de escapar de um massacre que vitimou toda sua família. Mas, não se cuida de contar a história, pois, para isso, a novela já está no Brasil; basta segui-la.

Entretanto, há um detalhe, na apresentação brasileira da novela, que merece comentário. Como envolve atores portugueses e brasileiros, entendeu a direção do canal transmissor que, no Brasil, não se ouvirá o “sotaque” português, porque se cuidou de unificar as falas de cá e de lá, mediante dublagem da fala lusitana.

Ao mencionar sotaque português já se feriu a suscetibilidade lusitana. Os portugueses alegam, com razão, que eles não falam com sotaque; outros povos lusófonos, sim, especialmente o povo brasileiro. Os portugueses são os pais da língua e é em Portugal que se fala a língua resultante da original. Demais países de fala portuguesa são os que falam diferente, ou seja, com sotaque.

Contudo, na minha opinião, a falta mais grave está na própria dublagem, sob a argumentação de assim a novela ser compreendida pelos brasileiros. Não se sabe se há algum acordo nesses casos, mas de qualquer forma creio ser uma descortesia para com o povo português essa dublagem, pois a estrutura da língua é uma só. O que há é diferença de pronúncia e do significado de alguns vocábulos, nada mais; e o povo brasileiro não é burro!

A prevalecer esse argumento, as novelas gravadas em São Paulo deveriam ser dubladas para que cada região brasileira, onde o modo de falar e parte do vocabulário diferem dos de São Paulo.

A dublagem da fala lusitana, além da descortesia com os pais da língua, tira dos brasileiros a oportunidade de apreciar aquele modo de falar e de corrigir certos vícios, como o gerundismo, essa praga introduzida pelos serviços de telemarketing.   Ainda está em tempo de a emissora corrigir esse tremendo equívoco. Se corrigido, talvez até eu siga a “Ouro Verde”

Beber água é obrigação de quem quer viver!

POR QUE CONFUSÃO MENTAL NA TERCEIRA IDADE ???

Causas de: CONFUSÃO MENTAL NA TERCEIRA IDADE

Arnaldo Liechtenstein, médico.

Sempre que dou aulas de clínica médica para alunos no quarto ano de Medicina, faço a seguinte pergunta:

Quais são as causas que causam confusão mental nas pessoas de terceira idade?

Algum risco: “Tumor na cabeça”.  Eu respondo: Não!

Outros apostam: “Sintomas iniciais de Alzheimer”.  Eu respondo novamente: Não!

A cada recusa, a concorrência está assustada.

E fica ainda mais de boca aberta quando listo as três causas responsáveis ​​mais comuns:

– diabetes não controlado;

– Infecção urinária;

– Desidratação

Parece uma piada, mas não é.  Constantemente pessoas com mais de 50 anos param de sentir sede e param de beber líquidos.

Quando ninguém está em casa para lembrá-los de beber líquidos, eles rapidamente se desidratam.  A desidratação é grave e afeta todo o organismo.  Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento de palpitações cardíacas,

angina (dor no peito), coma e até morte.

Eu insisto: Sem brincadeira!

 Na melhor das hipóteses, esse esquecimento de beber líquidos começa aos 50 anos, quando temos pouco mais de 50% da agua que devemos ter no corpo.  Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.

Portanto, pessoas com mais de 50 anos têm uma reserva de água mais baixa.

Mas há mais complicações: ainda desidratadas, elas não sentem vontade de beber água, porque seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:

Pessoas com mais de 50 anos de idade desidratam facilmente, não apenas porque possuem uma reserva de água menor, mas também porque eles não sentem a falta de água no corpo.

Embora as pessoas com mais de 50 anos pareçam saudáveis, o desempenho das reações e funções químicas prejudica todo o seu organismo.

Portanto, aqui estão duas alertas:

1) * Ofereça o hábito de beber líquidos *.  Por líquidos compreenda água, sucos, chás, água de coco, leite, sopas, geléia e frutas

rico em água, como melancia, melão, pêssegos, abacaxi;  Laranja e tangerina também funcionam.  O importante é que, a cada duas horas,

Beba um pouco de líquido.  Lembre-se disso!

2) Alerta para familiares: ofereça líquidos constantemente a pessoas com mais de 50 anos.  Ao mesmo tempo, esteja atento a eles.

Quando percebem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritados, não têm ar, demonstram falta de atenção.

Eles são quase certamente sintomas recorrentes de desidratação.

Arnaldo Liechtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Educação para pais e para filhos

Palavras do bem na educação dos filhos

 Maristela R. S. Gripp

Fazendo uma comparação com minha cidade-natal, aqui onde moro os dias de sol são raros. Por isso, quando ele aparece, as pessoas correm para os parques. Nesses dias aproveito para caminhar com calma e ver as crianças brincando e aproveitando os dias iluminados.

 

Foi justamente em um desses dias que acompanhei a conversa entre uma mãe e seu filho, com cerca de 10 anos de idade, na pista de caminhada. A cena familiar seria mais uma entre tantas naquela manhã de sol, mas o que me assustou foi a maneira como a mãe se dirigia ao menino.

Enquanto andavam, a mãe falava alto as seguintes palavras: “Você é muito idiota mesmo! Um burro! Um chato!”. Não sei há quanto tempo aquela conversa vinha se desenrolando, nem os motivos, só sei que quando eles passaram por mim, o menino explodiu: “Chata é você, sua burra e feia!”. No mesmo instante, os dois se calaram e seguiram mudos.

Continuei minha caminhada, mas fiquei me perguntando o que leva uma mãe ou um pai a tratar assim um filho? E mais, o que faz uma mãe ou pai ouvir esse tipo de coisa e não responder? Você pode até achar que é um pouco de exagero da minha parte. Afinal, existem xingamentos muito piores!

Tenho a impressão de que os filhos vêm ao mundo para testar os nossos limites e a nossa paciência. Educá-los exige de nós uma constância férrea, mas, principalmente, coerência naquilo que fazemos e dizemos.

Família com mais saúde SEM O CIGARRO

As crianças passam por várias etapas até que possamos considerá-las aptas para o convívio social. Nesse sentido, a família serve de laboratório para os primeiros passos na construção desse ser humano que teremos que entregar ao mundo – sem direito à devolução.

Mas educar exige, antes de tudo, muito amor. Nos choca saber que um pai ou uma mãe foi capaz de atirar o filho pela janela de um apartamento, por exemplo. A violência física parece estilhaçar qualquer resquício de humanidade numa relação que deveria ser pautada pelo amor incondicional.

Entretanto, existe um tipo de violência para a qual nem sempre nos atentamos: a violência verbal. Aquilo que dizemos para as crianças é capaz de destruir aos poucos o seu amor próprio e a confiança nos adultos. A linguagem tem esse poder.

De acordo com a filósofa e educadora Tania Zagury, a criança aprende o que vivencia. Por isso, a criança que passa a vida sendo humilhada verbalmente, aprende a desqualificar os outros e a si mesma. As palavras são carregadas de significados e podem marcar positiva ou negativamente a vida dos nossos filhos.

Quando uma mãe ou um pai trata seus filhos com palavras depreciativas como “idiota”, “feio”, “sujo”, “burro”, “gordo”, “palito”, “chato” ou pior, com palavrões, está passando uma mensagem clara que é assim que se deve tratar as pessoas. Se é isso que você faz com o seu filho ou filha, não adianta ter uma conversa de horas dizendo o contrário. Para as crianças, vale a máxima: “Faça o que eu faço, não o que eu digo”.

Use as “palavras do bem” para valorizar e motivar seus filhos. Valorize o que foi bem feito, comemore o que deu certo, converse com ele sobre aquilo que não deu certo e que precisa ser melhorado. Trate-o com respeito e mostre a ele que todas as pessoas devem ser tratadas assim. Seja o exemplo! Substitua o “burro!” por “Filho, o que você não entendeu?”, “Como posso te ajudar?” ou “Vamos fazer juntos uma vez pra ver se dá certo?”

A educação dos nossos filhos não precisa ser um campo de batalha, um cabo de guerra. Não existem “inimigos” no ambiente familiar, mas, sim, pessoas que se amam, se respeitam e que devem desejar o melhor umas para as outras. Depende de nós, pais, darmos o primeiro passo nessa direção.

Autora: Maristela R. S. Gripp é professora do Curso de Letras do Centro Universitário Internacional Uninter  e pós-graduada em Psicopedagogia.

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Ritmo frenético da tecnologia amplia democratização de acesso ao lazer e informação

Ritmo frenético da tecnologia

A tecnologia avança a passos largos e, enquanto avança, mais conquistas põe à disposição do público, a ponto de não se conseguir acompanhar o ritmo de lançamento de novidades. Entretanto, uma das grandes vantagens trazidas só pequena parcela entre as pessoas consegue       dimensionar.

 

O público mais jovem, justamente o mais ligado às novidades dos últimos anos, nem percebe como se reduziu o tempo entre o lançamento de um produto e sua popularização ou democratização de acesso. Só os mais velhos em idade sabem do quão difícil e demorado foi o acesso ao rádio por parte das camadas menos ricas da população, não se

falando das mais pobres.

Os primeiros rádios eram gigantes, verdadeiros monumentos entronizados nas salas, em volta dos quais a família se reunia para ouvir música e notícias que, antes, demoravam ser conhecidas nos pontos mais longínquos. Mas havia ainda um pré-requisito para a instalação do rádio: a existência da eletricidade com carga suficiente para fazer funcionar o aparelho.

Ainda não havia as grandes centrais elétricas e a energia era produzida por pequenas usinas locais, na maioria das vezes construídas para movimentar máquinas na indústria de tecelagem. Grande parte da população tinha eletricidade em casa, porém limitada a determinada carga de watts, apenas para iluminação.

Havia casas, por exemplo, que tinham seu consumo limitado a quatro lâmpadas de 15 watts, um total de 60 watts. Se houvesse tentativa de acender uma quinta lâmpada, por mais fraca que fosse, o limitador instalado à entrada do imóvel dava um alarme, à semelhança de batidas de martelo, o que lhe mereceu o apelido de pica-pau, dado pela população.

Quando ele soava, toda a vizinhança tomava conhecimento de que, naquela casa, havia uma tentativa de furto de energia; ainda não haviam descoberto o “gato”. Quem possuisse um rádio devia ser cadastrado nos Correios e Telégrafos, devendo pagar uma taxa anual. Até os anos cinquenta tal taxa ainda era cobrada.

Por aí se vê como foi difícil e demorada a democratização do uso do rádio-receptor, a partir da inauguração da radiodifusão no Brasil, realizada em 7 de setembro de 1822, no centenário da independência política do Brasil.

Com a televisão aconteceu diferente. Inaugurada a primeira emissora, em 1950, dez anos mais tarde, várias delas já estavam instaladas e sua recepção alcançava boa parte da população, onde o sinal  chegava. Em 1972, veio a televisão em cores, preço inicial proibitivo, que levou muita gente a acreditar que a nova tecnologia nos televisores jamais chegaria à casa do pobre.

Em pouco tempo, constatou-se falsa a previsão. A partir daí começou o aceleramento das conquistas tecnológicas com o telefone celular, o computador pessoal, a informática e a internet, que pôs o mundo dentro de casa; tudo isso em curto prazo de tempo.

De volta à televisão, há a considerar que, no início, poucos canais eram captados, ampliando-se, em seguida, com a antena parabólica. Em seguida, veio a TV por assinatura, acesso a uma, até duas centenas de canais, preço na base de três dígitos mensais, o que limitava seu acesso a muito poucos.

Essa fase também foi superada porque, pela internet, agora pode-se ter acesso a mais 1.400 canais dentro de uma programação de mais de 10.000 atrações. O acesso pode ser feito pelo computador, smartphone, tablet e televisão, ao custo de 3 dígitos por ano, ou 2 dígitos por mês. Com essa nova modalidade de acesso a TV por assinatura, qualquer pessoa pode ver milhares de atrações, em todo o mundo, podendo-se dizer que assim a televisão por assinatura se equipara ao celular em popularidade.

 

 

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Democracia em foco

Sob o comando do novo governo, espera-se que o Brasil acerte o passo e conquiste posição mais vantajosa, sob todos os aspectos, no concerto das nações. Foi para isso que a grande maioria do eleitorado brasileiro escolheu Jair Bolsonaro, o presidente. Entretanto, a vontade do povo, ainda que tenha ressonância nos projetos do presidente, ou vice-versa, não é suficiente para atingir o desejado, pois o grau de deterioração do Estado brasileiro não permite que mais se faça, além de remendos legais e outros paliativos, mediante muita pirotecnia. A corrupção, embora veementemente combatida, desde há alguns anos, está arraigada de tal forma, que de nada adiantará a condenação e e prisão de todos os corruptos, se persistir o atual sistema político-partidário. Se não mudar o sistema, há que rebatizar a operação Lava Jato por operação Enxuga Gelo. É nesse sentido, de promover um debate e buscar um novo caminho político. que esta primeira mensagem apresenta o e-book, gratuito, DEMOCRACIA ABERTA JÁ. Ele pode ser baixado em http://bit.ly/2QIBQZ3

 

Urge colocar empresas no rumo da prosperidade

RUMO DA PROSPERIDADE

 *Márcio Massao Shimomoto

A era Bolsonaro começa com ventos favoráveis para a economia brasileira antes mesmo da posse, com o compromisso anunciado de destravar as amarras que vinham impedindo o crescimento – como o empenho de reformar a Previdência o quanto antes -, de abrir o mercado externo para além de interesses ideológicos, de propor medidas de proteção às empresas, o que deve ampliar o mercado de trabalho e reduzir o suplício de mais de doze milhões de trabalhadores.

Mas, se não houver uma atenção especial para a reforma tributária, todo o arcabouço de medidas anunciadas pode ficar nisso mesmo: um mar de intenções sem uma base sólida para sustentá-lo. É preciso olhar para o País real.

Enquanto as empresas estiverem submetidas ao garrote da burocracia e a uma das mais pesadas cargas tributárias do planeta, o esforço por uma economia mais aberta e moderna pode cair no vazio pela falta de estímulo para empreender.

Por ora, tivemos apenas sinalizações. O presidente eleito já falou em liberdade de empreender, em facilitar a vida de quem produz, enquanto seu vice, general Mourão, aventava a possibilidade de retorno da famigerada CPMF, sendo prontamente desmentido. Logo a CPMF, extinta por pressão da sociedade brasileira e de instituições comprometidas com o País, como o SESCON-SP.

Aliás, nossa entidade contempla pontos em nome das empresas representadas e do empreendedorismo, como a simplificação do sistema tributário, segurança jurídica, o incentivo aos bons pagadores e a prioridade do aspecto orientador na fiscalização.

Há iniciativas no Congresso para simplificar o sistema com a criação do Imposto de Valor Agregado, o IVA, em substituição a cinco ou seis impostos e contribuições, como PIS, Cofins, ICMs etc. A proposta simplifica e em muitos casos impede a bitributação.

O problema é que se discute uma modernização há décadas e a situação só se deteriora, enquanto o Fisco moderniza sua máquina e também acaba complicando com uma exigência sem fim de obrigações acessórias.

Na verdade, nosso sistema tributário é uma colcha de retalhos. Temos de tudo no Brasil: IPI, ICMS, COFINS, CSLL, ISS e mais uma fileira de siglas, tudo aplicado de uma vez só. Em países evoluídos existem também esses tributos – mas cada qual tem o seu, isolado e bem dosado para facilitar a vida das empresas.

Aqui falta segurança jurídica, pois leis e normas vão se sobrepondo e criando um labirinto sem saída. O Brasil é um dos países mais complicados para as empresas calcularem e pagarem tributos.

Para estar em dia com a legislação tributária, são necessárias 1.958 horas, de acordo com o último estudo feito pelo Banco Mundial e pela PricewaterhouseCoopers. Apesar de ter melhorado nos últimos anos, este número ainda é muito maior que em outros países: na Bolívia, por exemplo, que ocupa o penúltimo lugar no ranking geral, são demandadas 1.025 horas anuais. E isso custa muito caro.

Desde que a Constituição de 1988 entrou em vigor, mais de cinco milhões de normas foram criadas para reger a vida do cidadão brasileiro, entre emendas constitucionais, leis delegadas, complementares e ordinárias, medidas provisórias, decretos e normas complementares e outros. Ou seja, foram publicadas, em média, mais de 782 normas por dia nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Sabemos que não é fácil mudar este estado de coisas. Se alguém decide alterar um ICMS, por exemplo, no dia seguinte uma caravana de governadores e secretários de Estado desembarca em Brasília para se contrapor à ideia. Os Estados sempre impediram uma reforma tributária séria.

O presidente eleito Jair Bolsonaro está amparado na escolha de mais de 57 milhões de brasileiros. Dessa forma tem retaguarda para empreender, finalmente, uma reforma tributária que seja digna deste nome.

O Brasil merece este benefício para que possa continuar sua caminhada em direção ao desenvolvimento.

 

* Márcio Massao Shimomoto é presidente do SESCON–SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo)

 

 

 

Ambiente de inovação no meio empresarial

Como criar um ambiente inovador no mercado empresarial?

 *Alexandre Pierro

Para aqueles ligados ao meio empresarial, a palavra inovação assumiu aspecto de Santo Graal da modernidade. Enquanto é tida como a resposta para todos os problemas que enfrentamos atualmente, ela também parece distante, complicada e até mesmo inatingível. O caso é que inovar não é apenas ter boas ideias. Para lidar com esse período de mudança constante em que vivemos, é preciso criar um ambiente fértil onde essas boas ideias possam se transformar em negócios lucrativos.

Nas décadas de 1980 e 1990, o mindset das empresas se voltou à qualidade. Atualmente, ela é imprescindível para que uma organização exista. Mas, o que hoje já não é mais um diferencial, foi o que revolucionou o mercado naquela época. O mesmo acontece com a inovação agora. Ela vem lidar com problemas, trazer soluções e elevar os padrões de serviços e produtos, assim como o relacionamento entre empresa, seus colaboradores e seus consumidores.

Talvez o grande problema da atualidade seja a velocidade de mudança. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, criou-se um ciclo onde o comportamento das pessoas muda para responder à tecnologia, e a mesma muda para atender a novas demandas comportamentais. A inovação é justamente a capacidade de lidar com esse ciclo dinâmico mantendo um negócio sempre lucrativo e em crescimento – e consequentemente atendendo à velocidade de mudança.

Sendo assim, como aplicar a inovação? A ISO, organização mundialmente reconhecida no âmbito das normalizações, se propôs a estudar a situação há alguns anos. Ela observou as melhores práticas de inovação adotadas em seus 163 países membros. Com esses dados, ela criou a ISO 50.501, destinada à disseminação da cultura de inovação nas empresas.

Trata-se de uma norma certificável, que pode ser implementada em qualquer porte ou segmento empresarial. Seu objetivo é ampliar o acesso às técnicas, metodologias e ferramentas de inovação, democratizando o acesso a essa nova cultura. Com isso, todas as empresa podem inovar – e devem!

A certificação em si não garante inovação, porém ela gera solo fértil onde a mesma pode se desenvolver, e as boas ideias possam ser transformadas em lucro. Basicamente, ela insere na cultura da empresa seis princípios básicos necessários para que a inovação aconteça. São eles:

Nova visão de liderança: Todo líder ou empresário precisa ser um visionário. Ver além do óbvio é o que transforma uma necessidade em negócio. Quando, motivada pelos métodos da norma de inovação, a liderança concentra seu mindset em inovar, ela é capaz de direcionar as pessoas e criar processos que viabilizem esse futuro emergente. É preciso estar em constante aperfeiçoamento.

Valorização dos insights internos: É preciso mudar a política da empresa, aprendendo a gerir as ideias de colaboradores e de consumidores, advindas de críticas e sugestões. É preciso ouvir essa fonte de ideias, conhecimento e experiência com o produto ou serviço da empresa. A norma ajudará a tratar e testar essas ideias de maneira ágil e com o mínimo de custos, viabilizando o que é bom e descartando o que é ruim.

Gestão da incerteza: Com a norma de inovação, é possível fazer uma análise diferente sobre as vulnerabilidades da empresa e, a partir disso, identificar melhorias. O que é incerto passa a ser mais certo, pois as previsões de riscos são mais alinhadas com a realidade.

Adaptar-se é preciso: Resiliência e flexibilidade são habilidades cada dia mais exigidas pelo mercado. É por isso que se ganha tanto assumindo uma postura adaptável, onde tendências e oportunidades se tornam mais visíveis e atraentes. Talvez esse seja um dos maiores benefícios de toda a certificação.

Diálogo entre equipes: Além de aproveitar os insights de colaboradores, é preciso incentivar também o diálogo dentro das equipes e entre as mesmas. A ideia é criar um ambiente de real colaboração, onde se fala e se ouve abertamente. O que se aprende nesse cenário não tem preço.

Propósito Massivo Transformador: A razão de existir de uma empresa vai muito além de satisfazer aos desejos de seus acionistas. Os consumidores atuais querem entender o propósito das marcas e esses precisam ser massivos e transformadores. O processo de gestão da ISO vai direcionar para que isso aconteça e, para que a missão vá muito além de ser a maior de seu segmento ou lucrar mais.

Alexandre Pierro é engenheiro mecânico, bacharel em física aplicada pela USP e fundador da PALAS, consultoria em gestão da qualidade.