Ritmo frenético da tecnologia amplia democratização de acesso ao lazer e informação

Ritmo frenético da tecnologia

A tecnologia avança a passos largos e, enquanto avança, mais conquistas põe à disposição do público, a ponto de não se conseguir acompanhar o ritmo de lançamento de novidades. Entretanto, uma das grandes vantagens trazidas só pequena parcela entre as pessoas consegue       dimensionar.

 

O público mais jovem, justamente o mais ligado às novidades dos últimos anos, nem percebe como se reduziu o tempo entre o lançamento de um produto e sua popularização ou democratização de acesso. Só os mais velhos em idade sabem do quão difícil e demorado foi o acesso ao rádio por parte das camadas menos ricas da população, não se

falando das mais pobres.

Os primeiros rádios eram gigantes, verdadeiros monumentos entronizados nas salas, em volta dos quais a família se reunia para ouvir música e notícias que, antes, demoravam ser conhecidas nos pontos mais longínquos. Mas havia ainda um pré-requisito para a instalação do rádio: a existência da eletricidade com carga suficiente para fazer funcionar o aparelho.

Ainda não havia as grandes centrais elétricas e a energia era produzida por pequenas usinas locais, na maioria das vezes construídas para movimentar máquinas na indústria de tecelagem. Grande parte da população tinha eletricidade em casa, porém limitada a determinada carga de watts, apenas para iluminação.

Havia casas, por exemplo, que tinham seu consumo limitado a quatro lâmpadas de 15 watts, um total de 60 watts. Se houvesse tentativa de acender uma quinta lâmpada, por mais fraca que fosse, o limitador instalado à entrada do imóvel dava um alarme, à semelhança de batidas de martelo, o que lhe mereceu o apelido de pica-pau, dado pela população.

Quando ele soava, toda a vizinhança tomava conhecimento de que, naquela casa, havia uma tentativa de furto de energia; ainda não haviam descoberto o “gato”. Quem possuisse um rádio devia ser cadastrado nos Correios e Telégrafos, devendo pagar uma taxa anual. Até os anos cinquenta tal taxa ainda era cobrada.

Por aí se vê como foi difícil e demorada a democratização do uso do rádio-receptor, a partir da inauguração da radiodifusão no Brasil, realizada em 7 de setembro de 1822, no centenário da independência política do Brasil.

Com a televisão aconteceu diferente. Inaugurada a primeira emissora, em 1950, dez anos mais tarde, várias delas já estavam instaladas e sua recepção alcançava boa parte da população, onde o sinal  chegava. Em 1972, veio a televisão em cores, preço inicial proibitivo, que levou muita gente a acreditar que a nova tecnologia nos televisores jamais chegaria à casa do pobre.

Em pouco tempo, constatou-se falsa a previsão. A partir daí começou o aceleramento das conquistas tecnológicas com o telefone celular, o computador pessoal, a informática e a internet, que pôs o mundo dentro de casa; tudo isso em curto prazo de tempo.

De volta à televisão, há a considerar que, no início, poucos canais eram captados, ampliando-se, em seguida, com a antena parabólica. Em seguida, veio a TV por assinatura, acesso a uma, até duas centenas de canais, preço na base de três dígitos mensais, o que limitava seu acesso a muito poucos.

Essa fase também foi superada porque, pela internet, agora pode-se ter acesso a mais 1.400 canais dentro de uma programação de mais de 10.000 atrações. O acesso pode ser feito pelo computador, smartphone, tablet e televisão, ao custo de 3 dígitos por ano, ou 2 dígitos por mês. Com essa nova modalidade de acesso a TV por assinatura, qualquer pessoa pode ver milhares de atrações, em todo o mundo, podendo-se dizer que assim a televisão por assinatura se equipara ao celular em popularidade.

 

 

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