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Minha cova, minha morte; por que não o contrário?

 Minha cova, minha morte!

Em outras oportunidades, no passado, o tema um tanto melindroso já foi abordado, mas é tão importante que nunca é demais voltar a ele, ainda que, por sua natureza, possa não agradar a alguns.

Avança-se na segunda metade do mês de outubro para, dentro de alguns dias, se ter o “Dia de Finados”. Assim como em relação a muitos outros assuntos, o que se disser aqui é uma questão de opinião pessoal, não havendo nenhuma intenção de censura a este ou aquele comportamento com relação à morte e procedimentos relativos ao destino final dos restos mortais de qualquer pessoa.

O que pesa na decisão de se tocar no assunto, à vezes polêmico e controverso, é a incoerência entre a pregação da supremacia dos valores espirituais e a prática do “culto” à matéria, algo que muito se evidencia na civilização cristã.

De um lado, a alma, o espírito ou sublime essência do ser, que persiste por toda a eternidade, a requerer toda uma programação de vida útil e coerente com os mais significativos propósitos do bem; do outro, o corpo de carne, a merecer todos os cuidados enquanto morada da Vida, mas que deve voltar aos elementos primários da natureza, tão logo cesse sua função de abrigá-la.

Embora sempre ouçam que o valor do corpo está na vida, que ele contém, as pessoas preocupam-se demais e, cada vez mais, com o que pode acontecer a ele, depois de exaurida a vida. Isso alimenta uma verdadeira “indústria da morte”, desnecessária e incoerente com os propósitos da vida; desnecessária porque o corpo deve seguir o curso natural da dissolução ou decomposição, razão pela qual é enterrado ou cremado, em auxílio ao processo de retorno às origens; incoerente com os propósitos da vida, porque desvia atenção e recursos devidos aos cuidados na preservação da saúde e de atendimento às necessidades mais imediatas.

Sem falar na conduta de vida, especialmente no que toca à convivência com os semelhantes, que teria como propósito a busca da espiritualidade e consciência tranquila na hora da transição, pessoas deixam de ter um plano de saúde, preferindo as agruras do SUS, mas não deixam de ter o plano funerário para toda a família; todos os meses têm a preocupação de pagar a respectiva prestação, assim como têm com as contas de luz, de telefone, etc.

Pergunta-se: é normal? Se visto sob a própria óptica do comportamento humano, muitas vezes irracional, considera-se normal. Porém, sob o crivo do bom senso, isso é insano.  Dir-se-ia estar em busca do suicídio, embora a contragosto!

O dinheiro gasto previamente com a própria morte, em nome de um destino, dito regular e respeitoso, para os restos deixados, poderia ser empregado para melhor alimentação, para frutas, para medicamentos, se não para o lazer e a satisfação pessoal, muito mais importante para si que os primeiros momentos após sua própria morte.

Não há muito tempo, uma pessoa revelou-se preocupada com o fato de não possuir roupa adequada com que preparar o que foi seu corpo para ser enterrado.

Gente, isso é problema para quem fica. Cabe aos vivos isso providenciar! Se não houver roupa, qual o problema de ir pelado ou pelada? Pelado ou pelada é a chegada a este mundo e por que não também a partida?

Enrole-se em jornais velhos e se cubra flores, ora essa! Vão dizer que isso é egoísmo. Pois que seja, cabendo a mim ser o mais egoísta a bater palmas para os meus iguais!

Em vista de tanta coisa interessante e importante na vida, essa preocupação com o pós morte chega a ser ridícula! Tanta preocupação antecipada e não se sabe nem se haverá corpo a ser velado e enterrado, ou cremado.

Ninguém sabe em que circunstâncias a própria vida, neste mundo, chegará ao fim.

Se as pessoas tivessem o hábito de pensar e pensar mais, seriamente, perceberiam que gastar tempo e dinheiro, antecipadamente, tendo como objetivo o destino do corpo que deixar ao morrer, é como armar um estelionato contra si próprio.

Quem já morreu não é dono de nada! Portanto, o corpo que resta pertence aos vivos e cabe a estes dar-lhe o destino final; é obrigação de quem fica cuidar dos restos mortais de quem parte.

Não é nenhum ato de caridade como sugere o celebrante ao final do rito fúnebre: “como último ato de caridade ao nosso irmão vamos conduzir seu corpo à sepultura”.

Ora, isso cheira à hipocrisia! O pobre coitado pagou a conta, que cabia aos que lhe sobrevivem e ainda falam em ato de caridade!

Nesses casos, se ato de caridade há, é para com os próprios circunstantes, porque aquele corpo federá e muito federá, dentro de poucas horas, pondo em risco a saúde da comunidade em volta.

Gente, vamos viver, viver bem de corpo e alma, sem nos importar com a existência da “indústria da morte” e do programa paralelo “minha cova minha morte”!

Fiado só amanhã, se você pagar hoje

Como evitar o fiado e reduzir a inadimplência na sua empresa

 *Erik Penna

Tenho participado como especialista convidado num programa de TV e, no último episódio, abordamos como evitar o fiado e reduzir a inadimplência na sua empresa, assunto tão importante para o bom andamento de um negócio.

Segundo o IBGE, 60% das empresas fecham antes de completar 60 meses e o principal motivo é a má gestão financeira. Por isso, costumo dizer durante minhas palestras de vendas que não adianta só vender, é preciso receber. Enumero então a seguir 7 dicas que vão lhe ajudar nesse propósito:

1 – Ficha cadastral
A dica é criar uma rotina de atendimento ao cliente, desde a sua entrada até a hora dele ir embora. E se o cliente for comprar, é importante fazer um cadastro anotando nome, endereço, telefone e CPF.

É preciso fazer de imediato a consulta do CPF do cliente para saber se ele é um bom pagador ou se está devendo na praça. Munido dessa informação, é possível tomar a decisão de dar o crédito ou não.

A empresa não deve fazer o serviço sem antes estar bem definida a condição de pagamento com o cliente.

2- Aprender a dizer não
Sim, às vezes não é fácil, mas é necessário ter a coragem para negar algumas vendas. Principalmente para aqueles clientes que querem comprar e nem sempre querem pagar.

Fiado vem da palavra confiado e, muitas vezes, é sinônimo de imprecisão e insegurança. Isso pode comprometer o seu negócio.

Outro dia, o dono de um supermercado me falou que a meta dele era dobrar o faturamento em 1 ano. E ele conseguiu, mas pouco tempo depois fechou as portas. Vendeu para quem não devia e quebrou.

É fundamental fazer uma análise criteriosa de clientes, trata-se de uma das atribuições do empreendedor de sucesso.

3- Aviso de vencimento
Entre os principais motivos pelos quais as pessoas não pagam as contas estão: não têm o dinheiro ou esqueceu de pagar.

Quantas vezes o consumidor não paga a conta de água, luz, telefone, condomínio porque o boleto não chegou?

Então a sugestão é criar um lembrete de ouro, um aviso de vencimento que você envia para o e-mail ou celular do cliente, assim, no dia do vencimento, ele é avisado, você elimina a desculpa “esqueci” e reduz a inadimplência na sua empresa.

4- Parcelamento
É importante negociar. Se o cliente já foi avisado e não pagou, não fique esperando, ligue pra ele, descubra o que aconteceu e, se for o caso, tente receber de forma parcelada. E mesmo que no dia ele não tenha o montante total aceite receber aos poucos.

Parece curioso, mas uma outra forma de receber o fiado é continuar vendendo. Mas agora de uma forma diferente, ou seja, se a pessoa está lhe devendo R$ 300,00 no seu comércio, e aparecer lá para comprar mais R$ 100,00, não deixe de vender. Você concorda em atender o cliente desde que ele pague à vista 150,00, ou seja, R$ 100,00 da compra à vista e R$ 50,00 referente a conta anterior, mantendo, assim, o cliente ativo e amortizando a dívida antiga.

5- Valor diferenciado
Se você vende no crediário e quer diminuir esse tipo de venda a prazo com maior risco de não receber, vale a pena apostar num preço diferenciado. Imagine uma roupa que, no crediário, sai por R$ 80,00, mas, se o cliente optar por pagar em dinheiro ou no cartão de crédito ela sairá por R$ 70,00. É uma forma de direcionar as vendas para um meio de pagamento mais seguro.

6- Pequenas Causas
E para aqueles clientes que você já tentou cobrar e não obteve êxito vale a pena tentar a ajuda no JEC- Juizado Especial Cível – o famoso Pequenas Causas. Um conciliador irá chamar as partes envolvidas para tentar viabilizar um acordo e diversos casos são bem resolvidos em até 90 ou 120 dias.

7- Negativação
Se nada adiantou, cabe ainda analisar a possibilidade de negativar o cliente. Você paga em torno de 4 reais e negativa o nome do mau pagador, assim, quando ele precisar do nome limpo para conseguir algum crédito ele vai te procurar.

Isso aconteceu comigo quando eu trabalhava numa empresa de alimentos, um cliente não pagou e foi negativado. Dois anos depois ele apareceu dizendo que estava tentando um financiamento para comprar a casa própria e precisava do nome limpo. Demorou, mas ele quitou o valor com todos os juros.

Dicas fáceis, simples e de baixo custo que vão reduzir a inadimplência na sua empresa.

Agora é hora de agir. Aliás, se a palavra tem poder, imagine a ATITUDE. Mãos à obra!

Erik Penna é palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10”, “21 soluções para potencializar seu negócio”, “Atendimento Mágico – Como Encantar e Surpreender Clientes” e “O Dom de Motivar na Arte de Educar”. Saiba mais sobre motivação e vendas em: www.erikpenna.com.br

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