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Cocô e vaso sanitário podem tornar Bill Gates bilionário, mais uma vez!

Bill Gates apresenta ao mundo novo vaso onde fazer cocô.

Bill Gates, que ficou bilionário com a computação e popularização do computador, poderá repetir a dose e tornar a ser o homem mais rico do mundo com o cocô; não só dele, porém de todo o mundo, que fique bem claro.

É o que se deduz de surpreendente notícia, que vem da China, mais especificamente de uma feira, onde se apresentam grandes novidades tecnológicas. Segundo as notícias, o fundador da Microsoft, depois de anos de pesquisas bancadas por sua fundação, apresentou um vaso sanitário que dispensa água e funciona sem necessidade da rede de esgotos.

Ele processa o cocô a seco e o transforma em adubo, não se sabe ainda se pronto e acabado para o emprego no plantio.

Embora visto como algo trivial, o vaso sanitário é uma das mais, se não a mais significativa das invenções humanas. Avião, veículos terrestres e marítimos, televisão, telefone, computador, internet, formam um conjunto de maravilhas do qual se fica dependente, no dia-a-dia, bastando se iniciar no seu uso.

Entretanto, por mais interessante, intrigante e necessária seja cada uma delas, a falta de uma dessas maravilhas não afeta tanto o conforto, a higiene e, especialmente a saúde de uma pessoa, quanto a afeta a falta de uma instalação sanitária.

Pode-se dizer que o vaso sanitário é o marco da civilização, tendo o Homem saído do estado semisselvagem quando passou a usar o vaso, inventado na Inglaterra do século XVI. Basta esquecer tudo o que passou a rodear a vida humana, nos últimos duzentos anos, e se concentrar na ausência do vaso e consequente esgotamento, quando uma pessoa necessitava descarregar seus intestinos.

Era desconfortável, humilhante e perigoso à saúde, estendendo-se esses fatores às pessoas encarregadas do destino final desse material, coletado nas residências das grandes cidades. Em cidades de menor porte e na área rural, a situação não era muito diferente, podendo ainda o processo se desenvolver, diretamente, na natureza.

Imagine-se o grau de risco à saúde, e, dados estatísticos o confirmam com a grande incidência de doenças contagiosas e consequentes mortes, em decorrência da má higiene. Registre-se que esse quadro não fica muito longe, no tempo, em regiões, atualmente dotadas de saneamento básico, mas, nas chamadas periferias das grandes cidades e interior menos desenvolvido do território brasileiro, pouca coisa mudou.

O anúncio feito por Bill Gates corresponde a uma reinvenção do vaso sanitário e deveria causar relevante impacto, pelo que representa (a depender de sua viabilidade econômica) na solução dos problemas de saneamento básico, preservação do meio ambiente, economia hídrica e outras questões a afetar o quotidiano da vida humana.

Entretanto, o anúncio feito pela mídia foi seco, sem qualquer comentário, ao contrário do que se faz com relação a qualquer bobagem dita por alguma celebridade, um jogador de futebol, por exemplo. O assunto mereceria mais espaço e considerações em torno do que representa para a vida humana, ainda que nada se saiba sobre sua aplicação imediata.

Contudo, fruto de pesquisas autorizadas e bancadas por empresário do porte de Bill Gates, que se sabe bilionário e, ao mesmo tempo, dotado de inteligência privilegiada e de sensibilidade com relação aos destinos da humanidade, pode-se concluir não ter apresentado ao público nenhuma futilidade.

Altamente dispendiosa, pelo que representa em trabalho de engenharia, emprego de mão-de-obra e de material, a rede de esgotamento sanitário é o grande tabu  dos políticos, especialmente dos prefeitos, aos cabe a implantação e manutenção do serviço.

É que, cobertas por terra e desprovidas de visibilidade diante do público, tais obras, por si só, não fazem propaganda, o que as torna sem interesse político. Politicamente, este é o grande impacto, pois o fantasma do esgoto sanitário sai do cenário administrativo municipal, criando-se, é verdade, outras necessidades, pois haverá que dar destino final ao adubo ou pré-adubo, produzido em cada instalação sanitária.

Isso ensejará o surgimento de outras atividades, da coleta ao destino final, que poderá ser usina de processamento do adubo a ser instalada em cada cidade ou região. A partir da usina pode surgir outro grande problema, a substituir a preocupação com a poluição.

Ainda que não tenhamos dados concretos para fazer esta afirmação, crê-se que não haverá demanda suficiente para consumir toda a produção, e, o adubo não será, facilmente, exportável. Países ricos poderão tê-lo em abundância, e, aos pobres seria injusta e desumana a exportação!

As águas poderão ficar mais limpas, mas grandes espaços serão necessários para a estocagem do novo produto. É o grande problema da civilização humana! Conserta-se de um lado, quebra-se do outro!

Como se trata de equipamento sofisticado, porém de grande utilidade à vida de ricos e pobres, o novo vaso terá que adequar seu custo à realidade dos mais carentes, ou estes deverão ser subsidiados pelo poder público (vem ai a bolsa privada!), para que não fiquem excluídos do benefício higiênico.

Para que seja realmente útil à coletividade, o novo vaso deverá ser instalado do palacete ao mais humilde dos barracos; perdendo sua utilidade se assim não for.

Embora haja outros poluentes a afetar os cursos d’água, o desaparecimento gradativo das redes de esgoto dará grande ganho de qualidade às águas, fazendo desaparecer do olfato a fedentina própria do esgoto a céu aberto.

Quando tem boa vontade, o Homem pode criar quase que o impossível, mas a aplicação do criado pode depender de outras fontes, nem sempre com a mesma boa vontade!